Mato Grosso

Centro de Apoio à Educação Especial é referência na produção de materiais para estudantes surdos, cegos e com baixa-visão

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O Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), localizado no Bairro Consil, em Cuiabá, se tornou referência na produção de materiais acessíveis para estudantes surdos, cegos e de baixa visão da rede estadual de ensino. A meta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é superar, neste ano letivo de 2025, os 324.130 materiais produzidos em 2024.

Após 1.220 atendimentos educacional especializado realizados no ano passado, o Casies recebeu uma nova estrutura e passou a funcionar anexo ao Centro Estadual de Educação Inclusiva (CEEI).

O Casies contempla vários serviços, como orientação às famílias e às unidades escolares, avaliações pedagógicas em atendimento educacional especializado, produção de materiais acessíveis, assessoramento às Diretorias Regionais de Educação (DREs) e capacitação de profissionais da educação.

De acordo com a coordenadora da Educação Especial da Seduc, Paula Cunha, a instituição é estratégica não apenas para o desenvolvimento escolar, mas também para a rotina social dos estudantes.

“Como a atuação do Casies é personalizada, fazemos uma avaliação com o aluno de baixa visão para entender qual o melhor tamanho de letra que fica confortável para ele e, de acordo com aquele resultado, produzimos o material pedagógico especificamente para ele”, exemplificou.

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O Casies é dividido em cinco núcleos de atuação. Um deles é o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação, que realizou cerca de 2,1 mil atendimentos no ano letivo de 2024. O objetivo é identificar estudantes com características indicativas de altas habilidades/superdotação e oferecer um atendimento educacional especializado que estimule e desenvolva suas potencialidades.

Centro de Apoio à Educação Especial é referência na produção de materiais para estudantes surdos, cegos e com baixa-visão - Unidade foi construída pensando na acessibilidade dos estudantes com alto relevo nas paredes, escadas e chão

Outro núcleo é o de Apoio Pedagógico ao Transtorno do Espectro Autista, que visa conhecer e compreender de maneira holística as necessidades, potencialidades, habilidades e desafios dos estudantes, bem como de sua família e da escola. Foram 1.119 atendimentos realizados em 2024, incluindo assessoramento às DREs, avaliações, triagens e outros atendimentos.

Além disso, o Casies realizou 153.365 capacitações, incluindo formações continuadas em atendimento educacional especializado, cursos em braile, libras e noções básica de interpretações, além de diversos cursos na plataforma Avadep.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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