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Emprego, renda, dólar… Uma conversa de Brasil

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Como Economista, nos últimos dias lendo e relendo algumas das principais notícias nacionais sobre a economia brasileira e as projeções da economia do país – me instiguei a escrever este artigo. Mais que um texto ou uma breve leitura dos números, um convite à conversa. Vamos falar de Brasil? Infelizmente, o que temos visto nas ruas, nas rodas de conversa, na fila do pão, são pessoas cada vez mais preocupadas com o aumento dos preços dos alimentos.

Para a produção deste artigo, deste convite, reuni algumas das notícias mais recentes e de variados veículos de comunicação, sempre com um viés mais técnico do que político. Ainda que, é claro, por vezes as esferas se misturem ou mesmo se atravessem.

Crescimento lento e dólar alto, por exemplo, são reflexos diretos da ação -ou falta dela- do governo federal.

Pensemos no dólar. Somente nesta semana a principal moeda do mundo recuou para menos de R$ 6. Antes disso, ultrapassou a casa dos R$ 6,10. E o que nós cidadãos temos a ver com isso? Bem, basta ir ao supermercado, ao posto de gasolina, às compras no varejo ou mesmo aos sites das “blusinhas” para ver o impacto direto no aumento dos preços. Para os próximos dois anos, a expectativa é que a moeda permaneça na casa dos R$6.

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Sobre a temida inflação, as projeções mais recentes até a data deste artigo são as divulgadas pelo Boletim Focus, do Banco Central, do dia 20 de janeiro. De 5% para 5,08%, conforme o mercado financeiro. A inflação é medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. Para 2026, de 4,05% para 4,10%. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de IPCA de 3,9% e, de 3,58% em 2028. Sempre acima do chamado teto da meta do próprio governo e impacto no poder de compra das famílias.

Das ações do governo, pode-se dizer que a atual política econômica acumula dificuldades. Em 2024, o real sofreu uma desvalorização superior a 20%, novamente se comparado ao patamar mais alto do dólar. Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus mais recente projetou de 15% para 2025 (chegou a 15,25% em outros estudos). Há quatro semanas a projeção era de 14,75%. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,25%. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente.

Novamente, o que cada cidadão tem a ver com este número? Resumidamente, Selic alta encarece o crédito, estimula a poupança e reduz o consumo. É uma estratégia econômica para conter a inflação. Empréstimos e financiamentos, por exemplo, ficam mais caros e passam a ter maiores taxas para quem busca este giro de capital na praça.

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Seguindo, para 2025, as projeções indicam uma desaceleração econômica. O Banco Mundial estima um crescimento do PIB de 2,2%, enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta 2,4%. Essa moderação no crescimento é atribuída, em parte, às políticas monetárias restritivas necessárias para conter a inflação.

Ante todo o contexto até aqui apresentado, investidores e empresários demonstram cautela diante das incertezas fiscais e cambiais, o que pode resultar em menor fluxo de investimentos no país. Traduzindo: freio na roda que movimenta a economia. A agência de classificação de risco Fitch destacou neste início de ano que os desafios fiscais do Brasil persistem e tendem a se intensificar em 2025, especialmente se não houver reformas estruturais.

Para concluir, a economia brasileira enfrenta já no início de 2025 um cenário complexo, com controle inflacionário por meio de juros altos e a desvalorização cambial prejudiciais ao crescimento econômico e ao bem-estar da população. A melhora na confiança das famílias passa pela responsabilidade fiscal e políticas de governo que promovam a estabilidade econômica a curto, médio e longo prazo.

*Thiago Silva é deputado estadual

Fonte: ALMT – MT

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Feldner recebe apoio de Flaviane e diz que postura da candidata a inspirou

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A candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho (Novo) manifestou apoio público à ex-delegada Ana Cristina Feldner após a ex-suplente do grupo que disputa o Senado pelo MDB em Mato Grosso, a depuada estadual, Janaina Riva,  criticar a forma como foi retirada da composição da chapa e sugerir que sofreu violência politica de gênero.

Feldner afirmou nas redes sociais que se sentiu “usada, enganada e desrespeitada” após deixar a primeira suplência. A declaração repercutiu entre apoiadores e integrantes do meio político e abriu mais um capítulo na disputa eleitoral deste ano.

Flaviane comentou a publicação e elogiou a decisão de Feldner de tornar públicas suas críticas. Segundo a candidata do Novo, a discussão sobre os bastidores das articulações políticas deveria chegar ao conhecimento dos eleitores.

“Parabéns, doutora, pela coragem de se posicionar”, escreveu Flaviane. Na sequência, afirmou que, na avaliação dela, é necessário discutir publicamente as relações de poder que influenciam as decisões políticas.

 

A manifestação ganhou uma resposta direta de Feldner. A ex-delegada agradeceu o apoio e afirmou que a postura de Flaviane também a teria motivado a se posicionar publicamente.

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“Você foi a primeira pessoa que vi tendo a coragem de trazer publicamente fatos e questionamentos sobre essa candidata”, escreveu Feldner, referindo-se a Flaviane.

 

 

A ex-delegada também afirmou ter ficado surpresa com a mobilização de apoiadores e pessoas ligadas à estrutura política da candidata ao Senado após sua saída da composição. Para Feldner, o episódio revelou uma disputa política de maiores proporções.

 

Flaviane voltou a responder e afirmou que entrou na política com a intenção de questionar estruturas tradicionais de poder. A candidata disse ainda que pretende manter uma postura independente durante a campanha.

“Eu não entrei na política para agradar ninguém, nem para ter o rabo preso com quem quer que seja”, afirmou.

A troca de manifestações ocorre em meio às mudanças na composição da chapa de Janaína Riva (MDB) ao Senado. Feldner havia sido anunciada como primeira suplente, mas posteriormente foi substituída por Aluizo Lima.

O episódio acrescenta um novo componente à disputa eleitoral em Mato Grosso, com candidatas de campos políticos diferentes tornando públicas suas posições sobre alianças, composição de chapas e relações de poder.

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As declarações de Feldner e Flaviane representam posicionamentos políticos das duas candidatas e não comprovam, por si só, irregularidades nas articulações mencionadas.

O caso

ado.

 

 

 

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