Mato Grosso

Instituições e prefeituras já podem solicitar circuito itinerante do MT Ciências nos municípios

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Municípios, instituições públicas e privadas de Mato Grosso já podem solicitar a presença do Circuito Itinerante do MT Ciências, desenvolvido através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), para popularizar o conhecimento científico.

Podem realizar o pedido gestores de escolas públicas e privadas, representantes de instituições, prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso através de ofício a ser enviado à Seciteci. O interessado deve informar os dados institucionais e demonstrar que o atendimento contemplará um evento específico ou a comunidade em geral. O requerimento não tem prazo e fica disponível durante todo o ano.

A solicitação deve conter as seguintes informações: nome da instituição, nome do representante, e-mail, telefone celular, responsável pela logística, período do atendimento e estimativa de público. O ofício deve ser enviado para o e-mail: “[email protected]”. O requerimento é gratuito e, dependendo do caso, municípios e instituições podem contribuir com infraestrutura do espaço.

O projeto possibilita à população mato-grossense o acesso a um circuito itinerante com experimentos e atividades científicas. O acesso dos visitantes às atrações também não tem custo. A unidade móvel do programa, “a carreta” do MT Ciências, é composta por quatro salas temáticas com 22 instalações que exploram conhecimentos variados, abordando desde a vasta biodiversidade do Estado até fenômenos da luz, imagem e som.

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Na parte externa, há o planetário digital que atrai visitantes por proporcionar uma imersão nos vídeos projetados em 360°, os quais exploram conceitos da astronomia. Além dele, há anexado à unidade móvel duas tendas infláveis com 10 instalações, kits de robótica e óculos de realidade virtual.

“O atendimento aos municípios e instituições é uma forma da Seciteci cumprir a missão de popularizar o conhecimento científico e tecnológico”, afirma o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.

O coordenador do Programa de Popularização da Ciência da Seciteci, Marcos Natanael, explica que o MT Ciências existe desde 2017. “Nós temos uma estrutura móvel, que é uma das maiores do país. A carreta é um museu de ciência móvel, com inovação e experimentos científicos em diversas áreas, além das oficinas que são ofertadas de acordo com o município. Tudo isso serve para divulgar e popularizar a ciência, estimulando cada vez mais o interesse de nossos jovens e crianças pelo conhecimento científico, despertando futuros cientistas e estudiosos aqui no nosso Estado”, disse o coordenador.

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Além da carreta, também pode ser solicitado o estande do programa de recondicionamento de computadores – Recytec. O projeto leva um ponto de coleta de resíduos eletrônicos, que posteriormente serão reutilizados ou descartados de forma adequada pela equipe da Recytec.

A Seciteci avalia ainda, em cada caso, sobre a possibilidade de levar o Palco da Ciência, que apresenta ampla programação gratuita com palestras, workshops, espetáculos científicos conhecidos nacionalmente e entre outras atrações educativas e culturais.

Em 2024, o MT Ciências realizou 21.176 atendimentos em Mato Grosso, com visitantes de 124 escolas em 39 cidades do Estado. Também participou da Virada Científica e da 21ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCT).

*Sob supervisão de Téo Meneses

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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