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Justiça de Cuiabá concede medida protetiva contra presidente e superintendente do Creci-MT após denúncias de assédio

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A Justiça de Cuiabá determinou uma medida protetiva contra Claudecir Roque Contreira, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de Mato Grosso (Creci-MT), e Deivissen Santana Benites de Oliveira, superintendente da instituição, após denúncias graves de assédio moral e ameaças psicológicas feitas por uma ex-funcionária.

De acordo com a decisão judicial, ambos os envolvidos estão proibidos de se aproximar da vítima a menos de um quilômetro, de contatá-la ou de frequentar locais onde ela esteja. A medida foi tomada com base em relatos de manipulação psicológica e tentativas de intimidação que afetaram profundamente a saúde mental da ex-funcionária, gerando medo por sua segurança.

As denúncias foram formalizadas no Ministério Público do Trabalho e na Polícia Federal em 2024. Segundo os depoimentos, o presidente Claudecir Contreira teria criado um ambiente de perseguição e sobrecarga de trabalho, até mesmo durante períodos de descanso e doença da funcionária. Outro relato apontou que o presidente teria gritado com a vítima por ela chorar após uma advertência.

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Além das acusações contra Contreira e Oliveira, há também denúncias de assédio sexual envolvendo o conselheiro Beto Correia, de Sinop, que teria enviado mensagens e fotos inapropriadas à vítima, além de ameaçá-la com a demissão caso não cedesse às suas exigências.

Em resposta, o Creci-MT afirmou que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar as acusações e reiterou seu compromisso com a ética e o respeito à dignidade humana.

O caso continua sob investigação, e as autoridades estão trabalhando para esclarecer todos os detalhes das alegações, enquanto a vítima busca a reparação por meio da Justiça.

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Tribunal de Justiça de MT

Perri diz que ‘vale-peru’ foi dado para compensar ‘esforço desumano’ de servidores

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O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, defendeu enfaticamente o pagamento do “vale-peru” de R$ 8 mil concedido em dezembro a todos os servidores da Corte estadual. Perri destacou que o TJ foi reconhecido com o “Selo Ouro”, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se destacam em governança e transparência.

 

“O Tribunal de Mato Grosso foi, mais uma vez, selo ouro. A intenção (do auxílio-alimentação) foi bonificar, gratificar, premiar o esforço desumano dos servidores na obtenção do selo, na produtividade que eles alcançaram”, afirmou o desembargador na última sexta-feira, 7, a sites noticiosos de Cuiabá. Ao Estadão, Perri confirmou o teor de suas declarações.

 

O “vale-peru” foi concedido em dezembro pela então presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino Silva. Ela liberou R$ 8 mil a todos os funcionários administrativos e R$ 10 mil aos juízes. A medida provocou forte reação e críticas, inclusive do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que mandou servidores e juízes de Mato Grosso devolverem o penduricalho.

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Os juízes, segundo Orlando Perri, já atenderam a determinação do ministro. Os servidores, por sua vez, se insurgiram e decidiram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do sindicato da categoria, para não terem que devolver o dinheiro. Eles alegam que agiram de “boa-fé”.

 

Orlando Perri é um dos desembargadores mais experientes e respeitados de Mato Grosso. Ele ingressou na magistratura em 1983. Perri já presidiu o tribunal entre 2013 e 2014. Também exerceu as funções de corregedor-geral e vice-presidente. Entre 1999 e 2000 presidiu o Tribunal Regional Eleitoral no Estado.

 

O desembargador avalia que Clarice “não agiu de má fé”. Para ele, a desembargadora apenas adotou o mesmo expediente de outros tribunais. “Querem sacrificar apenas o tribunal de Mato Grosso? Outros tribunais também deram o bônus.”

 

Perri disse que a colega de toga agiu “na maior boa fé, tomando como exemplo outros tribunais que bonificaram seus servidores por sua produtividade”.

 

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