Mato Grosso

Reeducandos de MT alcançam notas de até 920 na redação do Enem

Publicado em

Medicina, Psicologia, Enfermagem e Jornalismo são os cursos que os quatro reeducando de Mato Grosso com as melhores notas na redação do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL 2024) sonham em se matricular em 2025.

As três maiores notas (920, 880 e 820) foram de reeducandos da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), e a quarta maior nota (760) foi de um detento do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra (a 240 km da Capital).

As provas do Enem PPL foram realizadas nos dias 10 e 11 de dezembro de 2024 e o resultado foi divulgado nessa semana, no dia 13 de janeiro.

Em conjunto, os três detentos com as maiores notas na redação escreveram uma carta destacando que veem a oportunidade de estudar como o melhor caminho de retornar à sociedade de forma plena.

“Através de uma graduação poderemos abrir novas portas para atividades profissionais, para nos capacitarmos e retomarmos o convívio social com dignidade. Assim teremos a oportunidade de reescrever nossas histórias de vida, recomeçar e, quem sabe, retribuir para a sociedade com o que nossas experiências difíceis e complexas nos ensinaram”, afirmaram.

Leia Também:  Governo de MT viabiliza 40 mil casas populares e anuncia continuidade de programa

O reeducando que tirou 920 na redação pretende tentar uma vaga no curso de Medicina e o que tirou 880 quer estudar Psicologia. O detento que obteve 820 pontos na redação quer cursar Enfermagem, e o que tirou 760, Jornalismo.

Em 2024, 2.912 detentos de Mato Grosso se inscreveram para realizar o Enem PPL, mas somente 2.500 realizaram a prova. Qualquer reeducando que tenha o ensino médio completo pode se inscrever e as provas têm o mesmo nível de dificuldade do Enem regular. A única diferença é que a aplicação das provas ocorre dentro das unidades prisionais e socioeducativas.

Com a abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os reeducandos que tiraram boas notas estão sendo inscritos para disputar vagas nas universidades. Em 2024 havia 94 detentos cursando o ensino superior em Mato Grosso. Em 2025 há 51, visto que os demais conseguiram alvará de progressão de regime de pena.

“Quando eles são aprovados, se o curso for na modalidade presencial, eles precisam de autorização de um juiz para saírem da unidade e estudar. Alguns conseguem até progressão de pena diante do resultado. Mas nós temos feito muitas inscrições para cursos que são EAD, então eles estudam dentro da unidade mesmo. Eles têm acesso somente ao portal da instituição em que foram matriculados”, explicou Lucimar Poleto, pedagoga do Núcleo de Educação do Sistema Penitenciário de Mato Grosso.

Leia Também:  Mais de 100 representantes de empresas do setor de desmonte participam de evento de alinhamento no Detran-MT

Na carta escrita pelos reeducandos, eles agradeceram o apoio do Setor de Educação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa e à direção da unidade pelo incentivo a continuarem buscando a oportunidade de um novo caminho.

“[A graduação] é uma possibilidade de mudança, de recomeço. Uma nova chance de estarmos na sociedade de forma positiva, estudando, melhorando, não só no sentido profissional, mas também no pessoal. Oportunidades assim são raras e buscamos sabedoria para valorizá-las ao máximo”, afirmaram.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

Published

on

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

Leia Também:  Seaf e Empaer lançam força-tarefa para garantir acesso de agricultores familiares ao auxílio do FUNDAAF

No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

Leia Também:  Mais de 100 representantes de empresas do setor de desmonte participam de evento de alinhamento no Detran-MT

Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA