Política MT
Frente da Agropecuária analisa 57 projetos em tramitação na ALMT
Publicado em
19 de setembro de 2023por
Da RedaçãoA Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (FPA-MT) analisou 57 proposituras que estão em tramitação no Poder Legislativo. A quarta reunião ordinária da Frente foi realizada na manhã desta terça-feira (19), na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). Entre as pautas, o Projeto de Lei (PL) 1015/2023 que dispõe sobre o uso do solo e sobre a agricultura em áreas dentro do Pantanal.
Além do PL 1015/2023, os parlamentares também discutiram sobre outros temas considerados sensíveis, como o uso de agrotóxicos, a regularização ambiental, a regulamentação de parques de conservação e a caça de animais silvestres. A FPA tem como finalidade acompanhar a tramitação de projetos de lei que tenham alguma relação ou possam ter impactos sobre a produção primária no estado.
O deputado Dilmar Dal Bosco (União), coordenador da FPA-MT, explicou que a Frente desempenha um trabalho para orientar os parlamentares com relação às pautas de interesse do setor agropecuário. “A Frente faz um levantamento sobre todos os projetos, debate e orienta o posicionamento de acordo com os impactos e as ações necessárias a serem adotadas dentro da Assembleia. A Frente tem a força de buscar a informação e o entendimento”.
Sobre o projeto de lei 1015/2023, apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSD), o entendimento da Frente foi de que a aprovação traria prejuízos aos produtores dos 16 municípios compreendidos no bioma Pantanal, inclusive àqueles que estão fora da planície alagável. Segundo o texto apresentado por Wilson Santos, o objetivo é conter o avanço da abertura de novas lavouras destinadas ao cultivo de monoculturas na região.
“O projeto 1015 traz um prejuízo para quem está no entorno do Pantanal, que já tem sua área de produção e de expansão, violando o direito dos produtores de quando adquiriram suas propriedades. O projeto não foi trazido para discussão, não ouviu o pantaneiro, não apresentou estudo técnico. A orientação é que os deputados votem contra esse projeto”, explicou o coordenador da FPA.
O deputado Nininho (PSD) também se manifestou contrário ao PL 1015/2023 e criticou o que ele definiu como “excesso de produção legislativa sem que seja feita a devida análise de impacto”. “Existem muitas maneiras de dar respostas com relação às expectativas da sociedade que não são, necessariamente, por meio de projetos de lei. Existem ações de fiscalização, de acompanhamento que podem atender a demanda. Hoje mesmo, são 160 projetos de lei que estão em tramitação na Casa e que têm impactos para produção agropecuária. Cada propositura que vira lei, traz um transtorno para a sociedade, requer uma adequação, tem custos”.
Outra pauta debatida durante a reunião foi com relação ao PL 986/2023, que dispõe sobre a autorização de caça esportiva de animais que não possuem predadores naturais e que ameaçam a flora e a fauna da região. O texto original, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), não especifica quais animais seriam abarcados pela legislação e a orientação foi para que as Lideranças Partidárias apresentem uma emenda nomeando as espécies passíveis de caça esportiva.
Além dessa proposta, outra pauta apresentada pelo deputado Cattani e que recebeu orientação pela aprovação foi o PL 708/2023, que obriga as empresas de beneficiamento e comércio de laticínios informarem ao produtor de leite o valor pago pelo produto até o dia 25 de cada mês. Atualmente, o produtor de leite entrega seu produto sem saber o preço que receberá.
“Desde que me conheço por gente, o leite não é valorizado. Mas agora a situação é ainda mais agravante, o leiteiro é uma atividade em extinção. Temos alguns projetos de leite que visam valorizar o produtor de leite, como um que prevê a inclusão do leite na merenda escolar e do queijo na cesta básica”, explicou Cattani.
Para além do agronegócio – A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) analisa todos os projetos que têm impacto no setor produtivo, independente da dimensão dos negócios. Segundo o deputado Diego Guimarães (Republicanos), que também integra a Frente, as políticas públicas discutidas atendem todo o estado- pequenos, médios e grandes produtores. “O objetivo é melhorar o ambiente de negócio, a produtividade, a relação entre produtor e Estado, com respeito às riquezas naturais, mas sem inviabilizar a produção”.
Cattani afirmou que não há como dividir o setor entre grande e pequeno e destacou a relação sistêmica entre os diferentes agentes produtivos. “Para mim, agricultura é uma só. Todo grande produtor um dia foi pequeno e não tem agricultura familiar que não precise da soja ou milho para alimentar sua vaca, para produzir o leite. E toda essa discussão tem impacto na cadeia produtiva”.
Dal Bosco destacou a ampla bancada da Frente, que possui 17 integrantes, e que isso é uma oportunidade para que o setor consiga pleitear políticas públicas que viabilizem a produção agropecuária, independente do porte.
Suporte técnico – O trabalho da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA-MT) dialoga diretamente com o Fórum Agro MT, entidade que integra as principais instituições representativas do agronegócio mato-grossense. De acordo com Xisto Bueno, diretor-executivo, a grande missão é fazer uma leitura sobre os projetos em tramitação da Casa e manifestar o posicionamento do setor.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial
Published
5 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.
Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.
“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.
Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.
Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.
“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.
Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.
“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.
A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.
“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.
Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.
“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.
“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.
O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.
Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.
“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.
Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.
Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.
“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.
Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.
O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.
Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.
“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.
O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.
“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.
Fonte: ALMT – MT
Uruguai empata com Arábia Saudita e deixa Grupo H totalmente indefinido
Prefeitura de Várzea Grande prepara semana de mobilização e conscientização contra o trabalho infantil
Mais de 1,3 mil reeducandos são vacinados contra a gripe em penitenciária de Várzea Grande
CMEI Antônio Norberto entra no clima da Copa e transforma esporte em ferramenta de aprendizagem
Bélgica e Egito empatam e deixam Grupo G aberto na Copa do Mundo
GRANDE CUIABÁ
O poder do Visual Merchandising: Paulo Selani traz palestra inédita a Cuiabá
Cuiabá será palco, no dia 9 de outubro, de uma experiência única para quem atua no varejo, na moda...
Sexta tem noite nordestina em Cuiabá; entenda
Na próxima sexta-feira (7), Cuiabá será palco de uma verdadeira celebração da cultura nordestina. O Restaurante do Tião, conhecido por...
Parceria entre Abílio e Mauro Mendes agrada população, diz levantamento
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), começa sua gestão com grande aprovação popular. De acordo com pesquisa da Percent,...
MATO GROSSO
Governo de MT aumenta valor de repasse para municípios terem mais agilidade na compra de cestas de alimentos
O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência...
Polícia Civil cumpre 19 mandados contra detentos que tiveram novas prisões decretadas pela Justiça
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 8 e 12 de junho, a primeira fase da Operação...
Sema cadastra voluntários para resgate de animais silvestres em Unidades de Conservação durante período de emergência ambiental
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) abriu cadastro de voluntários que tenham interesse em atuar no resgate, manejo...
POLÍCIA
PF prende homem com 40 caixas de anabolizantes em operação em Cáceres
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a operação A.D.E. em Cáceres, com o objetivo de combater a distribuição...
Indígena se entrega após matar irmão e ferir outros dois familiares em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta segunda-feira (10), a prisão temporária de um indígena investigado pelo homicídio do...
Ataque fatal: Tiros matam dois e ferem jovem em frente a campo de futebol
Um jovem de 22 anos, identificado como Silas Armando Cruz de Freitas, e um adolescente de 13 foram executados a...
ENTRETENIMENTO
Ary Mirelle exibe boa forma e fala sobre retorno ao corpo após as gestações
A influenciadora Ary Mirelle, de 23 anos, chamou a atenção dos seguidores nesta segunda-feira (15), ao compartilhar registros nas redes...
Lauana Prado e Tati Dias anunciam casamento: ‘A gente tá comemorando’
Grávida, Larissa Tomazia prepara surpresa emocionante para a mãe: ‘Ela não sabe’
A ex-BBB Larissa Tomazia compartilhou com os seguidores um vídeo reunindo registros feitos ao longo dos últimos meses de sua...
ESPORTES
Uruguai empata com Arábia Saudita e deixa Grupo H totalmente indefinido
O Grupo H da Copa do Mundo de 2026 começou com um equilíbrio raro. Na noite desta segunda-feira, no Hard...
Bélgica e Egito empatam e deixam Grupo G aberto na Copa do Mundo
A estreia do Grupo G na Copa do Mundo de 2026 reservou emoções no Lumen Field, em Seattle. Em um...
Espanha decepciona em estreia e para no goleiro de Cabo Verde
A seleção da Espanha, apontada como uma das grandes forças desta Copa do Mundo, teve um início de jornada frustrante...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT2 dias agoTJ derruba lei sobre atletas trans e pré-candidata se posiciona em defesa das mulheres
-
ENTRETENIMENTO6 dias agoJuju Salimeni inicia novo ciclo para congelamento de óvulos e revela sonho
-
Esportes6 dias agoCuiabá vence a Ponte Preta fora de casa e sobe na tabela da Série B
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias agoMoro defende decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho

