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Comunicação da ALMT vence Prêmio Social Media Gov com case inovador

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A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) conquistou, nesta quarta-feira (29), o Prêmio Social Media Gov durante a 15ª edição do Redes WeGov, realizada nos dias 28 e 29 de abril de 2026, em Florianópolis (SC). A premiação reconheceu o case “Termômetro de Notícias”, ferramenta desenvolvida pela equipe do Legislativo estadual que alia tecnologia, automação e inteligência artificial para aprimorar a comunicação institucional. Ao todo, foram 56 projetos inscritos e 24 selecionados.

Pelo segundo ano consecutivo entre os finalistas, a ALMT garantiu, desta vez, o primeiro lugar, consolidando-se como referência nacional em inovação na comunicação pública digital.

O projeto vencedor foi desenvolvido pelo servidor Yuri Daltro, do setor de Publicidade, e consiste em um sistema que monitora automaticamente o desempenho das matérias publicadas no site oficial da Assembleia, classificando-as como “quentes” ou “frias” a partir do número de visualizações.

“O termômetro captura automaticamente os dados de visualização de cada matéria no site da ALMT e classifica as notícias como quentes ou frias. Dessa forma, a equipe identifica instantaneamente quais conteúdos despertam mais interesse dos leitores, servindo como filtro para a curadoria do que será publicado nas redes sociais. Esse prêmio representa um esforço conjunto para entregarmos uma comunicação pública eficiente e de qualidade”, destaca Daltro.

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A ferramenta vai além da análise de dados e incorpora soluções práticas para o dia a dia da equipe. O sistema conta com um gerador automático de imagens, que produz artes prontas para publicação no Instagram, tanto para o feed quanto para os stories, além de criar, por meio de inteligência artificial, resumos das matérias utilizados como segundo slide em postagens em formato de carrossel.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Os resultados demonstram o impacto direto da inovação: o uso do “Termômetro de Notícias” proporcionou aumento de 282% no engajamento e crescimento de 160% nas visualizações em comparação ao modelo anterior.

“Dobramos o número de visualizações e curtidas de janeiro para cá. Tudo foi desenvolvido sem necessidade de conhecimento em programação. Neste ano, o perfil @assembleiamt entrou no Top 5 das assembleias que mais ganharam seguidores em 2026. Isso é fruto do trabalho conjunto da equipe”, destaca o supervisor executivo de Imprensa da ALMT e superintendente da Rádio Assembleia, José Marques.

A conquista também reforça a trajetória da equipe de Comunicação da ALMT dentro do evento. Em 2025, a assistente virtual “Alê”, desenvolvida pelo setor de Publicidade da Assembleia, já havia garantido o segundo lugar na premiação.

“No ano passado, a assistente virtual ‘Alê’ ficou em segundo lugar e agora apresentamos o Termômetro de Notícias. Isso demonstra o compromisso da nossa equipe em desenvolver ferramentas que melhorem a comunicação do Parlamento com a sociedade”, afirma a gerente de Publicidade da ALMT, Noêmia Almeida.

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Considerado o maior encontro brasileiro voltado a comunicadores públicos, o Redes WeGov reúne profissionais das três esferas e dos três poderes para debater estratégias, inovação e boas práticas na comunicação governamental. A programação inclui palestras com especialistas de instituições como Ministério Público Federal, Justiça Federal e Exército Brasileiro, além de debates sobre temas atuais como comunicação digital, inteligência artificial, acessibilidade, engajamento cidadão e a tradicional feira de cases.

“A vitória da ALMT no Prêmio Social Media Gov destaca o protagonismo da comunicação pública mato-grossense no cenário nacional e evidencia o uso estratégico de dados e tecnologia para aproximar o cidadão das ações do Poder Legislativo”, celebra o secretário de Comunicação da ALMT, Henrique Santos.

Rádio Assembleia — Durante o WeGov, a Rádio Assembleia realizou a terceira transmissão ao vivo fora dos estúdios da sede do Parlamento.

“É a primeira transmissão em estúdio que fazemos fora de Mato Grosso, garantindo que a informação chegue a todos os cidadãos, de onde estivermos”, afirma o coordenador da Rádio Assembleia, Jimmy Oliveira.

Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.

Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.

“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.

Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.

Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.

“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.

Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.

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“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.

A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.

“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.

Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.

“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.

“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.

O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.

Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.

“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.

Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.

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Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.

“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.

Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.

O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.

Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.

“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.

O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.

“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.

Fonte: ALMT – MT

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