Mato Grosso

Governo reforma Pronto Atendimento Infantil do Hospital Estadual Santa Casa

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O Governo de Mato Grosso realiza a reforma e modernização do Pronto Atendimento Infantil do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. A unidade atua como referência em pediatria pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) investe o total de R$ 4 milhões na estrutura, sendo que a reforma já está 55% executada, com previsão de conclusão em 60 dias.

O objetivo da reforma é substituir todas as tubulações antigas da ala, pois o prédio onde funciona a unidade existe há mais de 200 anos e ainda conta com paredes de taipa socada e pilares de aroeira. As melhorias são fundamentais para modernizar o ambiente e garantir um atendimento de excelência.

“O Hospital Estadual Santa Casa entrega um importante serviço à população e atua como uma das principais referências em pediatria no estado de Mato Grosso. Com essa reforma, o espaço ficará mais moderno e adequado às necessidades do Pronto Atendimento Pediátrico”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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A diretora do Hospital Estadual, Patrícia Neves, informou que os atendimentos ofertados pelo Pronto Atendimento Infantil seguem normalmente durante a obra, pois o setor foi remanejado para o espaço do Ambulatório Geral da unidade.

“Com essa readequação predial, conseguiremos seguir à risca todas as normas vigentes. A modernização é necessária, pois o prédio é muito antigo, e após a reforma teremos uma melhor distribuição das salas para suprir as demandas do Pronto Atendimento. É importante reforçar que os atendimentos não foram interrompidos e tudo está sendo pensado para que a população seja atendida da melhor forma”, pontuou.

De janeiro a agosto de 2023, o Pronto Atendimento Infantil do Hospital Estadual Santa Casa realizou cerca de 26.272 atendimentos.

Para a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, o investimento será revertido em benefícios para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

“Esse novo espaço do Pronto Atendimento Infantil proporcionará diversas melhorias para os pacientes e profissionais que atuam no setor. A estrutura física e humanizada facilitará o fluxo de atendimento aos pacientes. Mesmo diante de tantas dificuldades, estamos conseguindo avançar e melhorar a estrutura do Hospital Estadual”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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