Para estimular a doação de sangue e ajudar o MT-Hemocentro a aumentar seu estoque, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza uma ação para captar doadores. A iniciativa faz parte do desafio lançado pela Gincana 10S da Solidariedade, em parceria com o MT-Hemocentro, e estima coletar 100 bolsas de sangue com a campanha.
Os atendimentos serão feitos entre os dias 14 e 18, das 8 às 17h, na unidade móvel do MT-Hemocentro estacionada em frente ao Teatro Zulmira Canavarros. A campanha está na segunda edição de 2023 e visa sensibilizar sobre a importância da doação de sangue.
O servidor Luís Carlos Culca, um dos coordenadores do Programa 10S, explica que a competição gera mais interesse das pessoas em se tornarem doadores. “É uma possibilidade a mais de aumentar o número de doadores fidelizados”, afirma. “Contar com uma estrutura no local de trabalho facilita o acesso e ajuda muito, principalmente, para quem nunca doou e pode tirar dúvidas e se programar para fazer isso ao longo dessa semana”, complementa.
Culca explica que na primeira edição da campanha de doação de sangue, realizada em abril deste ano, foram arrecadadas 92 bolsas, em três dias de ação. “Dessa vez, esperamos uma coleta um pouco maior, porque aumentamos o prazo para doação que agora é de cinco dias”, adianta com confiança.
Ele destaca que o atendimento está aberto à comunidade em geral, basta procurar a unidade móvel do MT-Hemocentro. Culca destaca ainda alguns cuidados de preparação para quem vai doar. “Estar com bom estado de saúde, ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50kg. Além disso, é importante não ingerir bebidas alcoólicas 24h antes do procedimento, beber bastante líquidos e se alimentar bem até 3 horas antes”. Ele lembra que pessoas com febre, gripe ou resfriado, ou outros quadros de enfermidades não podem doar temporariamente.
Gincana 10S da Solidariedade da ALMT
Está na terceira edição e envolve 31 setores da Casa de Leis, entre núcleos administrativos e gabinetes. O projeto visa trabalhar o 4º Senso, voltado à saúde, e o 10º, que trata da solidariedade. “Pensamos em unir as duas temáticas e propor atividades de empatia e responsabilidade social”, afirma o coordenador.
Os desafios principais acontecem durante o mês de novembro, mas o projeto tem atividades que contam pontos durante o ano todo, como é o caso das campanhas de doação de sangue, entre outras iniciativas.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá.
Em reunião realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o prefeito Abilio Brunini (PL) e representantes de outros poderes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual (MPE), para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes.
O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema.
“Estou muito feliz! O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Sargento Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou.
A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Mantelli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá.
Foto: Gil Gomes/Assessoria de Gabinete
Liminar de desapropriação – Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental.
A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.
No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso.
Encaminhamento das soluções – Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto.
Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário.
Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do governo para serem realocados em outra região.
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