Agronegócio

IPPA segue praticamente estável ao longo de 2022

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O IPPA/Cepea (Índices de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) vem se mantendo praticamente estável ao longo deste ano. Conforme as pesquisas do Cepea, de janeiro a setembro de 2022, o Índice registrou apenas uma leve queda de 0,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Neste último trimestre (julho a setembro/22) o IPPA/Cepea apresentou um pequeno crescimento de 0,7% ante ao trimestre anterior (de abril a junho/22). 

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a estabilidade do IPPA se deve ao contrabalanceamento das variações dos índices dos grupos de alimentos. Por exemplo, nos nove primeiro meses de 2022, enquanto o IPPA-Grãos e o IPPA-Pecuária recuaram respectivos 3,9% e 3,4% frente ao mesmo período do ano passado, o IPPA-Hortifrutícolas e o IPPA-Cana-Café avançaram 17,8% e 19,3%.

A redução do índice de grãos e do esteve atrelada às desvalorizações do arroz, do milho e da soja. Para a pecuária o resultado reflete as queda nos preços da arroba bovina e também dos suínos. Já as fortes variações positivas observadas aos Índices de hortifrúti e de cana e café se devem aos expressivos avanços nas cotações da batata, tomate, banana e uva e às elevações nos preços da cana e do café.

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Na comparação entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, o cenário foi de queda de 3% para o IPPA-Grãos, devido a baixa nos preços do algodão em pluma, do milho, da soja e do milho. Já o IPPA-Pecuária, a alta de 4,9% registrada foi sustentada pelas valorizações do suíno, do leite e dos ovos. O IPPA-Hortifrutícola, impulsionado pelas elevações nos valores da banana, laranja e uva, apresentou um crescimento de 19,7%. Já o IPPA-Cana-Café permaneceu praticamente estável, com ligeira baixa de 0,04%., devido ao avanço nas cotações do segundo produto, tendo em vista que a cana se desvalorizou no período.

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Maio começa com chuva irregular, calor persistente e risco de geadas

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O mês de maio começa com padrão climático mais instável no País, marcado por chuvas mal distribuídas, temperaturas acima da média na largada e possibilidade de frio mais intenso a partir da segunda semana. A tendência, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é de precipitação abaixo da média em grande parte do Centro-Sul e volumes mais elevados concentrados em áreas específicas do Norte e do Sul, cenário que já começa a influenciar decisões no campo.

A configuração ocorre em um momento de transição climática. As condições ainda são de neutralidade, mas há aumento relevante na probabilidade de formação do El Niño. Segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a chance de desenvolvimento do fenômeno chega a 61% entre maio e julho e pode alcançar até 90% no segundo semestre, o que tende a reforçar a irregularidade das chuvas no Brasil.

Na prática, o início do mês será de calor persistente em boa parte do País, especialmente no Centro-Oeste e no interior do Sudeste, com redução gradual das temperaturas a partir da segunda semana. Modelos meteorológicos indicam a entrada de massas de ar frio a partir do dia 7, com potencial para provocar queda acentuada nos termômetros e formação de geadas, sobretudo no Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

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No Sul, a previsão do Inmet aponta chuvas acima da média no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o que pode atrasar o plantio do trigo, enquanto o Paraná tende a registrar volumes menores. O frio ganha força ao longo do mês, elevando o risco de geadas em áreas produtoras.

No Sudeste e no Centro-Oeste, a tendência é de tempo mais seco e temperaturas elevadas na primeira metade de maio, condição favorável para o avanço da colheita de culturas como cana-de-açúcar, café e laranja, mas que preocupa no caso do milho segunda safra, especialmente pela falta de umidade no solo.

No Norte e no Nordeste, a chuva tende a se concentrar em faixas específicas influenciadas pela Zona de Convergência Intertropical (Zona de Convergência Intertropical – ZCIT), principalmente entre o litoral do Rio Grande do Norte e o Amapá. Nas demais áreas, a previsão é de precipitação abaixo da média, o que pode afetar o desenvolvimento de lavouras, especialmente de milho.

Outro ponto de atenção é a possibilidade de friagem na Região Norte a partir de meados do mês, fenômeno típico provocado pela entrada de ar frio do Centro-Sul, com impacto em estados como Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

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Para o campo, o cenário de maio reforça um padrão cada vez mais recorrente: maior variabilidade climática e janelas mais curtas para tomada de decisão. A irregularidade das chuvas e as mudanças bruscas de temperatura exigem monitoramento constante e ajustes rápidos no manejo, principalmente em culturas sensíveis à umidade e ao frio.

Fonte: Pensar Agro

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