Tribunal de Justiça de MT

Saúde do homem é tema de Seminário realizado no Tribunal de Justiça

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Homens vivem sete anos a menos que as mulheres, segundo dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dos motivos apontados pelos profissionais da área da saúde é a dificuldade deles buscarem ajuda. O problema observado na sociedade brasileira como um todo vem se repetindo nas unidades prisionais de Mato Grosso.
 
Com intuito de discutir soluções para mudar esta realidade, profissionais da saúde das equipes multidisciplinares que atuam nas audiências de custódia, no sistema prisional e também nos atendimentos do público egresso do sistema prisional, participam do I Seminário Intersetorial da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem –PNAISH: Diretrizes, Ações Estratégicas e Desafios de sua implementação.
 
O evento começou na tarde desta segunda-feira (07) e abre o curso de Formação de Multiplicadores da PNAISH, realizado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT), do Poder Judiciário mato-grossense, por meio do Escritório Regional de Saúde do Município de Cuiabá, em parceria com o Ministério da Saúde do Governo Federal, a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (Saap/Sesp-MT) e a Secretaria Municipal de Saúde da capital (SMS).
 
O gestor do GMF, Lusanil Cruz, destacou que a parceria surgiu da necessidade de se ter um olhar para a saúde dos homens. “Precisamos buscar a conscientização desse público e trabalhar em ações para que esses homens comecem a cuidar da saúde e garantir uma vida plena após a prisão, uma vida saudável”, avalia. “Nessa semana vamos discutir temas relevantes sobre a saúde do homem e ao final vamos elaborar uma carta de compromisso com as ações prioritárias para serem efetivadas dentro do sistema prisional por todos os atores envolvidos”, antecipa.
 
De acordo com a superintendente de Política Penitenciária da Saap, Fabiana da Siqueira, atualmente a população carcerária de Mato Grosso é de 11.128 pessoas, desse total 10.600 são homens, ou seja 95,25% e a grande maioria não procura pelos serviços de saúde ofertados nas unidades de prisionais, e quando vai em busca de auxilio já está em sofrimento. Entre as principais doenças que acometem os homens nas unidades prisionais estão: Tuberculose, Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, contemplados em programas nacionais de Atenção Básica.
 
“Estamos discutindo como fazer essa população compreender a importância do acesso à saúde, não só quando já está acometido por alguma doença, mas também para atuar na prevenção”, afirma Fabiana.
 
A atividade faz parte da campanha Novembro Azul, que visa sensibilizar e conscientizar a população masculina em relação aos cuidados com a saúde de uma forma mais ampla do que comumente abordado no mês de conscientização do combate ao câncer de próstata. Este ano o mote da campanha nacional é “Homem, cuide da sua saúde de novembro a novembro”. “Nosso objetivo é capacitar agentes de saúde nos princípios e diretrizes para a implementação das ações estratégicas da Politica Nacional-PNAISH, com ênfase no acesso e acolhimento. Também vamos discutir os avanços e desafios na implementação dessas ações no município de Cuiabá e criar um plano de ação para o início dos trabalhos de atendimento na rede de forma qualificada”, explicou Marcia Rocha, responsável técnica da Política Municipal de Atenção Integral à Saúde do Homem.
 
A capacitação é umas das estratégias municipal e regional para implantação de ações e serviços no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção à Saúde dos Homens dentro do Eixo Paternidade e Cuidado, estratégia do Pré-Natal do Parceiro.
 
O curso de formação ocorrerá nos dias 08 e 09 de novembro na sala Mangabeiras, na Escola do Servidor no TJMT. Irá trabalhar as temáticas: Acesso aos serviços de saúde e acolhimento; Sexualidade responsável e Planejamento Familiar; Paternidade e Cuidado; Doenças prevalentes na população masculina; Prevenção de Violências; Prevenção de acidentes (causas externas); Saúde prisional; Saúde do caminhoneiro e apresentação da Carta Cuiabá-MT. Nos dias 10 e 11 de novembro as equipes gestoras realizam visita técnica.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 1 – horizontal colorida de um dos participantes. Ele está sentado e na carteira é possível ver uma pasta com a arte do evento. Foto 2 – horizontal colorida da abertura doe vento. A superintendente da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária e o gestor do GMF estão de frente para os participantes, que se encontram sentados em carteiras.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Perri diz que ‘vale-peru’ foi dado para compensar ‘esforço desumano’ de servidores

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O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, defendeu enfaticamente o pagamento do “vale-peru” de R$ 8 mil concedido em dezembro a todos os servidores da Corte estadual. Perri destacou que o TJ foi reconhecido com o “Selo Ouro”, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se destacam em governança e transparência.

 

“O Tribunal de Mato Grosso foi, mais uma vez, selo ouro. A intenção (do auxílio-alimentação) foi bonificar, gratificar, premiar o esforço desumano dos servidores na obtenção do selo, na produtividade que eles alcançaram”, afirmou o desembargador na última sexta-feira, 7, a sites noticiosos de Cuiabá. Ao Estadão, Perri confirmou o teor de suas declarações.

 

O “vale-peru” foi concedido em dezembro pela então presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino Silva. Ela liberou R$ 8 mil a todos os funcionários administrativos e R$ 10 mil aos juízes. A medida provocou forte reação e críticas, inclusive do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que mandou servidores e juízes de Mato Grosso devolverem o penduricalho.

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Os juízes, segundo Orlando Perri, já atenderam a determinação do ministro. Os servidores, por sua vez, se insurgiram e decidiram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do sindicato da categoria, para não terem que devolver o dinheiro. Eles alegam que agiram de “boa-fé”.

 

Orlando Perri é um dos desembargadores mais experientes e respeitados de Mato Grosso. Ele ingressou na magistratura em 1983. Perri já presidiu o tribunal entre 2013 e 2014. Também exerceu as funções de corregedor-geral e vice-presidente. Entre 1999 e 2000 presidiu o Tribunal Regional Eleitoral no Estado.

 

O desembargador avalia que Clarice “não agiu de má fé”. Para ele, a desembargadora apenas adotou o mesmo expediente de outros tribunais. “Querem sacrificar apenas o tribunal de Mato Grosso? Outros tribunais também deram o bônus.”

 

Perri disse que a colega de toga agiu “na maior boa fé, tomando como exemplo outros tribunais que bonificaram seus servidores por sua produtividade”.

 

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