Tribunal de Justiça de MT

Magistradas participam de caminhada e roda de conversa sobre prevenção e tratamento do câncer

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A desembargadora Clarice Claudino da Silva, eleita presidente para a próxima gestão do Poder Judiciário de Mato Grosso no biênio 2023/2024, e a juíza Jaqueline Cherulli, da 3ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Várzea Grande, participaram da Caminhada e Roda de Conversa promovida pelo Grupo Life ‘Curadas para Curar’ e parceiros no sábado (29 de outubro), no Parque das Águas, em Cuiabá.
 
O evento teve o objetivo de reunir pacientes que estão em tratamento ou já superaram o câncer, aliados a profissionais da área da saúde e da área jurídica com o propósito de chamar a atenção da sociedade e ampliar as redes de apoio a quem enfrenta a doença.
 
“Valorizar o ser humano é o que eu gosto e sei fazer. Eu acredito que é obrigação das pessoas que tem sob seus ombros essas responsabilidades mais relevantes de gestão, de poder, fazer com que outras pessoas mais simples olhem isso como exemplo. Institucionalizar isso dá mais força”, destaca a desembargadora.
 
O mesmo ponto de vista de que a participação em ações sociais chega a ser uma obrigação dos magistrados e das magistradas também é partilhado pela juíza Jaqueline Cherulli. “Eu vejo quase como uma obrigação. Quando nós temos maior abertura e mais facilidade para estar e temos algo que possa contribuir com uma ação social, com determinado grupo, com algum trabalho, é quase uma obrigação nossa tornar isso disponível ao outro”, ressalta.
 
O grupo que promoveu o evento foi criado em 2019 pelas amigas Camila Bernal e Tâmara Gomes. “Nós trouxemos ao público essa informalidade, aproximação entre paciente, médico, familiares, equipe multidisciplinar, todos juntos, porque o tratamento humanizado é isso, cuidar da pessoa e não da doença. Nosso objetivo é acolher, ajudar, orientar e cuidar, passar todo o processo ao lado da pessoa”, explica Tâmara.
 
O evento teve a participação de diversos patrocinadores e apoiadores, entre eles o Instituto Mario Cardi, presidido pelo advogado Ussiel Tavares, o laboratório Imedi, Oncocenter, Oncolog, Unimed, IMN, Eukero Decorações, Eskimó Sorvetes, dentre outros.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: fotografia horizontal colorida dos participantes da Caminhada e Roda de Conversa do Grupo Life. Várias pessoas estão andando, vestindo camiseta rosa choque, em uma pista de caminhada do Parque das Águas. Na frente estão as magistradas Clarice e Jaqueline e o advogado Ussiel.
Segunda imagem: fotografia horizontal colorida dos participantes do evento diante de um painel com as logos dos patrocinadores e balões rosa e branco. Na fotos estão as magistradas, o advogado e as fundadoras do grupo.
Terceira imagem: fotografia horizontal colorida da desembargadora Clarice falando para o público. Ela está em pé, fala ao microfone, as pessoas estão sentadas em cadeiras, no deck do espaço Lagoa Food Park. Todos vestes camiseta rosa choque.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Tribunal de Justiça de MT

Júri de Bezerra: investigadora revela que vítima acreditava ter celular rastreado pelo ex

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O júri popular de Carlos Alberto Gomes Bezerra Filho, acusado de matar a ex-companheira, Thays Machado, e o namorado dela, Willian Moreno, foi marcado por novos depoimentos sobre o comportamento do réu antes do crime. Durante a sessão realizada no Fórum de Cuiabá, testemunhas afirmaram que Thays acreditava estar sendo monitorada e relataram episódios de perseguição e violência.

O delegado Marcelo Oliveira, responsável pela investigação do caso, afirmou que o relacionamento entre o réu e a vítima era marcado por comportamento obsessivo. Segundo o policial, testemunhas ouvidas durante o inquérito relataram crises de ciúmes, ameaças e tentativas de controlar os passos de Thays.

De acordo com o delegado, o histórico de violência incluía diversas ligações insistentes, perseguições e até uma tentativa de atropelamento. Ele também citou danos causados à residência da vítima, apontados durante a investigação.

Outra testemunha ouvida no julgamento, a investigadora da Polícia Civil Luciene Benedita Taques de Abreu, contou que atendeu Thays pouco antes do duplo homicídio. Segundo ela, a vítima chegou à delegacia bastante assustada após ser perseguida pelo ex-companheiro.

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“Ela imaginava que o celular estava com rastreador, porque, segundo a vítima, se não houvesse esse rastreador, não teria como ele saber onde ela estava”, relatou a policial em juízo.

Ainda conforme o depoimento, a investigadora chegou a sacar a arma ao perceber que dois veículos se aproximavam da unidade policial. O carro conduzido por Carlos Bezerra deixou o local antes da abordagem.

Durante o julgamento, a defesa voltou a pedir que o réu recebesse tratamento de saúde fora da prisão, alegando que ele estaria com sarna. O pedido foi negado pela juíza responsável pelo caso, que entendeu que a enfermidade pode ser tratada no sistema prisional.

A defesa também solicitou novo adiamento do júri sob o argumento de que não teve tempo suficiente para analisar o processo após assumir o caso. O pedido foi rejeitado. A magistrada destacou que o crime ocorreu há mais de três anos e observou que a defesa já havia apresentado diversos recursos ao longo da tramitação do processo.

Carlos Bezerra Filho é julgado pelo assassinato de Thays Machado e Willian Moreno, mortos a tiros em janeiro de 2023, em frente a um edifício comercial no bairro Consil, em Cuiabá. O Ministério Público sustenta que o crime teve motivação passional e foi praticado de forma premeditada. A defesa busca a desclassificação das acusações ou eventual redução da responsabilização penal do réu.

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