Tribunal de Justiça de MT

Igreja Batista Nacional adere à campanha Livro para ser livre do Poder Judiciário

Publicado em

Reduzir índices de criminalidade é um desafio para toda a sociedade e uma forma de tirar do ciclo da criminalidade pessoas que já cumprem pena no sistema prisional é oferecer opções. O trabalho e o estudo no contexto prisional vêm se mostrado grandes aliados para transformar a vida de quem busca uma nova oportunidade. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aposta nessas ideias e lançou a campanha “Livro para ser livre”, que acaba de firmar parceria com uma instituição religiosa, a Igreja Batista Nacional (IBN Cristo Rei).
 
A união de esforços vai fomentar arrecadação de livros que vão incrementar as bibliotecas nas unidades prisionais de Mato Grosso. A leitura é uma das formas de remição de pena, que é a possibilidade do indivíduo que está em regime fechado ou semiaberto de reduzir sua pena em função de dias trabalhados, horas de frequência escolar presenciais ou Ensino à Distância (EAD), e pela leitura de obras literárias.
 
A presa ou o preso retira o livro na biblioteca da unidade penal e tem 21 dias para fazer a leitura e escrever uma resenha. O texto escrito por ele é submetido a uma comissão de validação, que é formada por juízes e professores voluntários, e somente após aprovado o preso terá direito a 4 dias remidos por obra lida. O limite de livros lidos por ano é de 12 e ele tem a possibilidade de remir, no máximo, 48 dias.
 
O pastor Osvaldo Coutinho Júnior recebeu o desembargador Orlando Perri, que é presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF), na última quinta-feira (20). As doações de livros podem ser entregues na sede da IBN que fica na Av. Dom Orlando Chaves, 956 – Cristo Rei, Várzea Grande.
 
Os livros arrecadados serão distribuídos para as 43 unidades penais do Estado, entre cadeias e penitenciárias, que abrigam 11.040 pessoas privadas de liberdade, sendo 10.510 do sexo masculino e 530 do feminino. Do total de unidades penais, 25 contam com espaços para acomodação de livros e leitura. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).
 
Atualmente, os espaços de leitura nas unidades penais contam com um acervo de 16.900 livros, dos quais 13.500 foram doados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) em agosto de 2011. Apesar do grande volume, são apenas 11 títulos diferentes.
 
Livro para Ser Livre – A campanha de arrecadação de livros usados e novos do Tribunal de Justiça acontece através do GMF, em parceria com a Sesp-MT e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional de Mato Grosso.
 
Pontos de coleta – Além das caixas instaladas nas faculdades, interessados podem fazer a doação de livros em pontos de coleta nos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Sorriso, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis.
 
Drive thru – No Tribunal de Justiça as doações podem ser entregues pelo sistema drive thru, de forma rápida e prática, na entrada do estacionamento de visitantes pela Rua C do Centro Político Administrativo, no horário do meio dia às 19 horas. Também é possível depositar as doações em caixas coletoras que estão dispostas na recepção central, no restaurante, no Anexo Desembargador Antônio Arruda e na Escola dos Servidores.
 
 
#ParaTodosVerem: Esse post possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Imagem colorida onde aparecem o pastor sentado à mesa, à sua frente o desembargador Orlando Perri e a diretora da TV.Jus, Nadja Vasques. Foto 2: Imagem colorida do ponto de coleta de livros na recepção da sede da Igreja. É uma caixa com um cartaz da campanha escrito “Livro para ser livre”.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Cartórios apoiam campanha de arrecadação de livros para unidades penais de Mato Grosso

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Perri diz que ‘vale-peru’ foi dado para compensar ‘esforço desumano’ de servidores

Published

on

 

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, defendeu enfaticamente o pagamento do “vale-peru” de R$ 8 mil concedido em dezembro a todos os servidores da Corte estadual. Perri destacou que o TJ foi reconhecido com o “Selo Ouro”, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se destacam em governança e transparência.

 

“O Tribunal de Mato Grosso foi, mais uma vez, selo ouro. A intenção (do auxílio-alimentação) foi bonificar, gratificar, premiar o esforço desumano dos servidores na obtenção do selo, na produtividade que eles alcançaram”, afirmou o desembargador na última sexta-feira, 7, a sites noticiosos de Cuiabá. Ao Estadão, Perri confirmou o teor de suas declarações.

 

O “vale-peru” foi concedido em dezembro pela então presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino Silva. Ela liberou R$ 8 mil a todos os funcionários administrativos e R$ 10 mil aos juízes. A medida provocou forte reação e críticas, inclusive do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que mandou servidores e juízes de Mato Grosso devolverem o penduricalho.

Leia Também:  Consciência Negra: Conselho Nacional de Justiça e parceiros organizam seminário antirracismo

 

Os juízes, segundo Orlando Perri, já atenderam a determinação do ministro. Os servidores, por sua vez, se insurgiram e decidiram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do sindicato da categoria, para não terem que devolver o dinheiro. Eles alegam que agiram de “boa-fé”.

 

Orlando Perri é um dos desembargadores mais experientes e respeitados de Mato Grosso. Ele ingressou na magistratura em 1983. Perri já presidiu o tribunal entre 2013 e 2014. Também exerceu as funções de corregedor-geral e vice-presidente. Entre 1999 e 2000 presidiu o Tribunal Regional Eleitoral no Estado.

 

O desembargador avalia que Clarice “não agiu de má fé”. Para ele, a desembargadora apenas adotou o mesmo expediente de outros tribunais. “Querem sacrificar apenas o tribunal de Mato Grosso? Outros tribunais também deram o bônus.”

 

Perri disse que a colega de toga agiu “na maior boa fé, tomando como exemplo outros tribunais que bonificaram seus servidores por sua produtividade”.

 

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA