Tribunal de Justiça de MT

Estudantes de Direito de Cuiabá conhecem o funcionamento do Tribunal de Justiça

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Acadêmicos do 1º ao 7º semestres do Curso de Direito, da Faculdade Invest de Ciência e Tecnologia de Cuiabá, participaram da visita técnica guiada ao Tribunal de Justiça programada pelo Nosso Judiciário, projeto desenvolvido pelo Espaço Memória do Judiciário de Mato Grosso.
 
Além de acompanhar uma sessão de julgamento da Câmara de Direito Público e Privado, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a sede da Justiça estadual. “Participar dessa visita foi enriquecedor e gratificante na nossa formação, uma vez que, na sessão da Câmara, pudemos verificar o trabalho do advogado na sustentação oral. Foi uma aula”, frisou Natalie Duarte, do 2º semestre.
 
Para o advogado Thomas Ubirajara, professor de Processo Civil, a visita tem um significado extremamente importante porque contribui na aproximação dos futuros juristas com o Judiciário. “É enriquecedor e complementa os conhecimentos adquiridos na escola”, disse o docente, que estava acompanhado da colega Erika Soler, professora de Direito do Trabalho.
 
Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer a desembargadora Serly Marcondes Alves. O encontro foi no Espaço Memória, e a magistrada falou sobre a carreira dela e o trabalho realizado na Justiça. A desembargadora destacou a satisfação em fazer parte do Judiciário, contou um pouco da trajetória de estudos e de trabalho e ainda incentivou os futuros advogados e advogadas a investirem na formação.
 
Antes da fala da desembargadora, os acadêmicos receberam informações sobre o tramite processual e as câmaras de julgamentos do 2º Grau. Anda Duarte, assessora da Coordenadoria Judiciária, fez destaques ainda sobre o Processo Judicial Eletrônico (PJe) e a importância do estudante aprofundar o conhecimento sobre esse sistema virtual de tramitação dos atos judiciais no Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
#ParaTodosVerem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Descrição das imagens. Foto 1 – imagem em formato horizontal colorida: alunos e professores tendo ao centro a desembargadora. Foto 2 – imagem em formato horizontal colorida: alunos verificando acervo do Espaço Memória.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Tribunal de Justiça de MT

Carlinhos Bezerra diz que arrependimento o “corrói todos os dias” e afirma que perdeu o controle ao matar casal

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O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, afirmou nesta sexta-feira (31), durante o Tribunal do Júri, que se arrepende diariamente dos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. Réu confesso no processo, ele declarou que o crime cometido em janeiro de 2023 representa o maior erro de sua vida.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, afirmou o empresário durante o interrogatório. Em outro momento, disse que lamenta diariamente a morte de Thays e o impacto causado à filha da vítima.

O depoimento durou cerca de duas horas. Carlinhos respondeu às perguntas da defesa, do Ministério Público e da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O julgamento é aberto ao público, mas a captação de imagens pela imprensa não foi autorizada.

Durante o interrogatório, o empresário descreveu o relacionamento com Thays como intenso, marcado por sucessivos términos e reconciliações ao longo de três anos e sete meses. Segundo ele, o casal chegou a planejar o casamento antes da separação definitiva.

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Carlinhos relatou que o rompimento ocorreu no fim de dezembro de 2022 e afirmou que ainda acreditava em uma reconciliação. Disse que, como ambos compartilhavam a localização dos celulares, decidiu procurar a ex-companheira para conversar e entender os motivos do término.

Ao falar sobre o dia do crime, afirmou que encontrou Thays e Willian por acaso quando seguia para um shopping. Segundo sua versão, ao questionar a ex-companheira por que ela não atendia suas ligações, Willian teria se aproximado do veículo e o insultado.

“Na hora em que ele veio para a minha direção e me xingou, eu perdi o controle”, declarou.

O empresário afirmou que o primeiro disparo tinha como alvo Willian e alegou ter sofrido um “apagão”, dizendo não se lembrar dos demais momentos da ação. Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de essa versão não ter sido apresentada durante a investigação, respondeu que havia contado o episódio ao antigo advogado, mas que, após a prisão, não conseguia falar sobre o caso.

Durante o depoimento, Carlinhos também negou ter perseguido Thays antes do crime. Apesar das investigações da Polícia Civil apontarem monitoramento sistemático da vítima, ele afirmou que apenas utilizava o compartilhamento de localização existente entre os dois e que as anotações encontradas em sua residência eram um hábito pessoal.

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O réu ainda explicou por que viajou para Campo Verde após os homicídios. Segundo ele, precisava “racionalizar” o que havia acontecido antes de se apresentar às autoridades e afirmou que nunca teve intenção de fugir.

O caso

Carlinhos Bezerra responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e do empresário Willian César Moreno, de 30. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, o casal aguardava um veículo de aplicativo quando foi surpreendido pelo empresário, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, enquanto Willian sofreu disparos no braço e no tórax.

O julgamento prossegue no Fórum de Cuiabá, onde os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu e a eventual condenação.

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