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A Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça realiza, na quinta feira (27 de outubro), o lançamento das obras jurídicas desenvolvidas por oito servidores e servidoras do judiciário mato-grossense durante o Mestrado em Direito pela Universidade de Marília (Unimar) de São Paulo, iniciado em agosto de 2019 e concluído neste mês.
 
Os oito novos mestres fazem parte da turma de 20 servidores e servidoras do judiciário mato-grossense contempladas com o convênio celebrado entre o Tribunal de Justiça e Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) com a instituição de ensino superior para cursar o Programa de Mestrado em Direito que tem como área de concentração: Empreendimentos Econômicos, Desenvolvimento e Mudança Social.
 
O lançamento das obras, com a participação dos autores, será às 9h30, na Escola dos Servidores Desembargador Atahide Monteiro da Silva, no Anexo Administrativo, na sede do Tribunal de Justiça, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
 
Confira, abaixo, a relação dos autores com o título das respectivas obras:
 
1 – Celso Ferreira da Cruz Victoriano. A mediação e arbitragem como instrumentos de governança nas empresas familiares. Editora Dialética, 2021.
 
2 – Fabiano Fernando da Silva. Do proletariado ao cibertariado: a concepção de um Estado Democrático de Direito de dimensão dromológica para o enfrentamento do desemprego tecnológico no Brasil. Editora Dialética, 2022.
 
3 – Gean Carlos Bauduino Junior. O Destino do Homo Consumericus -Perspectivas Acerca do Superendividamento a Partir da Dignidade e da Solidariedade. Editora Processo, 2021.
 
4 – Heverton Lopes Rezende. O refúgio no Brasil: da travessia às políticas públicas para a integração local. Editora Dialética, 2021.
 
5 – Luciana Faria de Carvalho. O teletrabalho/home office no Poder Judiciário brasileiro: desafios econômicos, regulatórios e socioambientais. Editora Dialética, 2022.
 
6 – Marcos Vinícius Marini Kozan. A Economia Compartilhada como alternativa para o desenvolvimento urbano sustentável. Editora Dialética, 2022.
 
7 – Mireni de Oliveira Costa Silva. A Constituição Federal de 1988 e a Economia de Francisco: reflexões sobre o direito fundamental ao desenvolvimento. Editora Dialética, 2022.
8 – Valdiney da Silva Nogueira. Inteligência Artificial para os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. Clube de Autores, 2022.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Carlinhos Bezerra diz que arrependimento o “corrói todos os dias” e afirma que perdeu o controle ao matar casal

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O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, afirmou nesta sexta-feira (31), durante o Tribunal do Júri, que se arrepende diariamente dos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. Réu confesso no processo, ele declarou que o crime cometido em janeiro de 2023 representa o maior erro de sua vida.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, afirmou o empresário durante o interrogatório. Em outro momento, disse que lamenta diariamente a morte de Thays e o impacto causado à filha da vítima.

O depoimento durou cerca de duas horas. Carlinhos respondeu às perguntas da defesa, do Ministério Público e da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O julgamento é aberto ao público, mas a captação de imagens pela imprensa não foi autorizada.

Durante o interrogatório, o empresário descreveu o relacionamento com Thays como intenso, marcado por sucessivos términos e reconciliações ao longo de três anos e sete meses. Segundo ele, o casal chegou a planejar o casamento antes da separação definitiva.

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Carlinhos relatou que o rompimento ocorreu no fim de dezembro de 2022 e afirmou que ainda acreditava em uma reconciliação. Disse que, como ambos compartilhavam a localização dos celulares, decidiu procurar a ex-companheira para conversar e entender os motivos do término.

Ao falar sobre o dia do crime, afirmou que encontrou Thays e Willian por acaso quando seguia para um shopping. Segundo sua versão, ao questionar a ex-companheira por que ela não atendia suas ligações, Willian teria se aproximado do veículo e o insultado.

“Na hora em que ele veio para a minha direção e me xingou, eu perdi o controle”, declarou.

O empresário afirmou que o primeiro disparo tinha como alvo Willian e alegou ter sofrido um “apagão”, dizendo não se lembrar dos demais momentos da ação. Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de essa versão não ter sido apresentada durante a investigação, respondeu que havia contado o episódio ao antigo advogado, mas que, após a prisão, não conseguia falar sobre o caso.

Durante o depoimento, Carlinhos também negou ter perseguido Thays antes do crime. Apesar das investigações da Polícia Civil apontarem monitoramento sistemático da vítima, ele afirmou que apenas utilizava o compartilhamento de localização existente entre os dois e que as anotações encontradas em sua residência eram um hábito pessoal.

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O réu ainda explicou por que viajou para Campo Verde após os homicídios. Segundo ele, precisava “racionalizar” o que havia acontecido antes de se apresentar às autoridades e afirmou que nunca teve intenção de fugir.

O caso

Carlinhos Bezerra responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e do empresário Willian César Moreno, de 30. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, o casal aguardava um veículo de aplicativo quando foi surpreendido pelo empresário, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, enquanto Willian sofreu disparos no braço e no tórax.

O julgamento prossegue no Fórum de Cuiabá, onde os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu e a eventual condenação.

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