POLÍTICA NACIONAL

Trechos de rodovia em MS terão nomes de ex-senador e de líder regional

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (16) dois projetos que dão nomes de personalidades ligadas à história de Mato Grosso do Sul a trechos da rodovia BR-419.

As propostas, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), tiveram relatoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM). Como foram aprovadas em decisão final na CI, poderão seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

De acordo com o PL 1.521/2025, o trecho da BR-419 entre Aquidauana e Rio Verde de Mato Grosso passará a se chamar Rodovia Presidente José Fragelli. Já o PL 1.522/2025 denomina como Rodovia Coronel Zelito o percurso entre Aquidauana e Anastácio.

Fragelli e a transição democrática

Ex-presidente do Senado e ex-governador de Mato Grosso, José Manuel Fontanillas Fragelli teve papel central na política nacional, especialmente durante a transição democrática dos anos 1980.

Foi ele quem deu posse a José Sarney em 1985, após a morte de Tancredo Neves. Tereza Cristina destacou a firmeza do homenageado, ao assegurar estabilidade institucional em um dos momentos mais delicados da República.

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— Foi um homem muito importante, de honestidade e personalidade marcantes. Graças a sua posição, garantiu a posse de José Sarney e abriu caminho para um novo momento da democracia brasileira.

Coronel Zelito e a segurança 

Já o coronel José Alves Ribeiro, conhecido como Coronel Zelito, foi figura fundamental na segurança e na organização social da região quando Mato Grosso ainda era um estado único.

Proprietário de terras na área por onde passa a BR-419, ele teve atuação reconhecida pela defesa da população e pelo fortalecimento do município de Aquidauana, afirmou Tereza Cristina. Para a senadora, a homenagem é um reconhecimento histórico:

— O coronel Zelito foi importantíssimo para a segurança daquela região. Essa é uma homenagem mais do que justa para alguém que marcou presença no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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