POLÍTICA NACIONAL

Sergio Moro defende liberdade de expressão no debate político

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O senador Sergio Moro (União-PR) utilizou a tribuna do Senado nesta quarta-feira (1º) para comemorar uma decisão da Justiça do Paraná que absolveu o delegado e ex-prefeito de Paranavaí Carlos Henrique Rossato Gomes, conhecido como Delegado KIQ, da acusação de difamação eleitoral. Para Moro, a sentença representa uma vitória da liberdade de expressão e do debate democrático, especialmente em um cenário que, segundo ele, tem assistido a tentativas de censura no espaço público.

— O debate sobre assuntos públicos pode ser veemente, pode ser desagradável, sim, às autoridades constituídas (…), mas o debate tem que ser livre e sem restrições. A liberdade de expressão é essencial para o bom funcionamento da democracia — afirmou.

A acusação contra o delegado se deu após uma encenação, durante ato político no segundo turno das eleições de 2022, em que um homem fantasiado de presidiário foi apresentado como alusão ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. KIQ teria feito referência ao personagem como “ladrão”, sendo posteriormente denunciado pelo Ministério Público do Paraná.

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Segundo Moro, que prestou depoimento como testemunha de defesa no processo, a crítica estava inserida no contexto do debate eleitoral e baseada em fatos públicos, como condenações anteriores do presidente Lula, que foram posteriormente anuladas por decisões do Supremo Tribunal Federal. O senador argumentou que não houve declaração de inocência nos processos anulados e que a manifestação do delegado, ainda que polêmica, estava protegida pelo direito à opinião. Para ele, o caso reforça a necessidade de vigilância contra o uso do sistema judicial como ferramenta de intimidação política.

— Jamais se deve utilizar o mecanismo da Justiça para cercear o debate público — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Oficina Legislativa promove premiação para estudantes e professores do DF

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A Oficina Legislativa do Senado Federal iniciou, nessa quarta-feira (29), o cadastro de propostas legislativas para a premiação de estudantes e professores do Distrito Federal. A iniciativa vai reconhecer, na categoria aluno, os dois autores das ideias legislativas com maior número de apoios no portal e-Cidadania. Na categoria professor, serão premiados os dois docentes com maior número de alunos com ideias aprovadas e publicadas. 

Criada em 2020, a Oficina Legislativa busca aproximar estudantes do processo legislativo. A atividade estimula a identificação de problemas nas comunidades e a elaboração de propostas que podem se transformar em projetos de lei.  

Nesta edição piloto de 2026, somente as instituições públicas e privadas do Distrito Federal podem participar. Serão entregues quatro notebooks, doados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), sendo dois para estudantes e dois para professores. 

Como funciona 

Podem participar estudantes a partir de 12 anos e professores de instituições de ensino público e privado do Distrito Federal, incluindo educação básica, ensino técnico e superior, além de modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino especial, do campo, indígena e quilombola.  

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Para concorrer, o professor deve cadastrar ao menos uma turma no sistema e gerar um código. Os alunos devem utilizar esse código ao enviar suas ideias legislativas pelo portal e-Cidadania, vinculando a proposta à turma. Os vencedores precisarão comprovar vínculo com a instituição de ensino por meio de ofício assinado via Gov.br. 

Cronograma

  • Cadastro de ideias: de 29 de abril a 5 de novembro de 2026. 
  • Contagem de apoios: de 29 de abril a 20 de novembro de 2026. 
  • Divulgação do resultado preliminar: até 4 de dezembro de 2026. 
  • Prazo para recursos: até três dias úteis após a divulgação do resultado preliminar. 
  • Resultado final: após a análise dos recursos. 

Mais informações estão disponíveis no regulamento da premiação. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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