POLÍTICA NACIONAL

Moro alerta para risco de impunidade com PEC

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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (22), o senador Sergio Moro (União-PR) afirmou ser contra a PEC 3/2021. O texto restringe a prisão em flagrante de parlamentares apenas a crimes inafiançáveis previstos na Constituição. Para o senador, a proposta “é um remédio errado para um problema real” e pode abrir espaço para a impunidade. 

Moro explicou que vê como legítimo reforçar garantias procedimentais ligadas à imunidade parlamentar por opiniões, palavras e votos, mas ressaltou que não se pode ampliar esse alcance para crimes comuns.  

 Jamais podemos aceitar estender alguma espécie de garantia ou proteção maior em relação aos crimes comuns, em relação ao desvio de dinheiro público, em relação ao crime de suborno, de corrupção, peculato, todos os crimes contra a administração pública — declarou. 

O parlamentar alertou ainda para o avanço do crime organizado no país e defendeu que não haja mecanismos que dificultem investigações sobre políticos. Ele lembrou exemplos de escândalos envolvendo parlamentares no passado, como os casos de Hildebrando Pascoal (condenado como mandante de homicídio de um policial em Rio Branco em 1997) e João Alves (que em 1994 renunciou ao mandato de deputado antes de ser julgado por envolvimento escândalo dos Anões do Orçamento) e José Dirceu (condenado no Mensalão). 

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Ao comentar os protestos de domingo (21) contra a proposta, Moro disse respeitar as manifestações, mas apontou contradição na participação de apoiadores do governo federal. Segundo ele, o Executivo atual já enfrenta suspeitas de irregularidades envolvendo o INSS e a Petrobras. 

O senador reiterou que votará contra a PEC da forma como se encontra e destacou que sua esposa, a deputada Rosangela Moro (União-SP), já se posicionou contra a proposta na Câmara dos Deputados. 

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Davi Alcolumbre manifesta apoio a Jaques Wagner e defende presunção de inocência

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou nesta quinta-feira (18) solidariedade ao líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), após operação da Polícia Federal que teve este último como alvo.

Davi afirmou que todos os cidadãos têm direito à presunção de inocência e criticou o que classificou como julgamentos antecipados de agentes públicos (antes da conclusão dos processos judiciais).

— Meu apoio e minha solidariedade integral a um colega senador da República. Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona. 

Essa declaração foi feita pelo presidente do Senado durante a coletiva de imprensa em que ele anunciou o cancelamento da sessão do Congresso Nacional — que estava prevista para esta quinta-feira.

A operação da Polícia Federal, que também aconteceu nesta quinta e incluiu um mandado de busca e apreensão, faz parte das investigações sobre o Banco Master.

Polarização

Davi reconheceu que investigações fazem parte do Estado Democrático de Direito, mas ressaltou que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado (quando uma decisão judicial se torna definitiva, pois não é mais possível entrar com recurso contra ela).

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— Todos neste país podem ser investigados, mas todos também têm de ter a presunção da inocência, sejam eles senadores ou deputados federais do PT ou do PL. 

O presidente do Senado também disse que a polarização política contribui para reações distintas a operações judiciais, a depender do partido atingido. Para Davi, tanto parlamentares de esquerda quanto de direita costumam comemorar ações contra adversários políticos — comportamento que ele critica.

— Eu não comemoro nada contra a história de ninguém antes do trânsito em julgado de um processo.

Exposição pública

O presidente do Senado também criticou a exposição pública de investigados antes do conhecimento do conteúdo dos respectivos processos. Ele destacou que muitas autoridades conseguiram comprovar sua inocência ao longo das investigações.

Para Davi, existe hoje uma inversão do princípio constitucional da presunção de inocência.

— Todo mundo tem de ser inocente até que se prove o contrário. Mas está muito difícil, porque hoje está todo mundo culpado e condenado antes de ser julgado.

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Além disso, após relatar preocupações apresentadas por advogados sobre dificuldades de acesso aos autos de investigações para o exercício pleno da defesa, ele defendeu o respeito às garantias processuais (os direitos que têm o objetivo de assegurar um julgamento justo a qualquer pessoa).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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