POLÍTICA NACIONAL

Medalhista olímpica, Leila será presidente da CEsp no biênio 2025-2026

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A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita nesta quarta-feira (19) presidente da Comissão de Esporte (CEsp) para o biênio 2025-2026. Ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica nos Jogos de 1996 e 2000, ela sucederá na presidência da comissão o também ex-atleta e medalhista Romário (PL-RJ).

Leila assumirá a CEsp com um histórico de atuação legislativa voltada à valorização dos atletas, incentivo ao esporte educacional e fortalecimento das políticas públicas para o setor. Ela garantiu que dará continuidade a esse trabalho na chefia da comissão.

— Vamos trabalhar para fortalecer o setor, garantir oportunidades para os atletas e todos os envolvidos e, acima de tudo, criar ferramentas que ampliem o acesso da sociedade à prática esportiva. O esporte precisa ser um direito acessível a todos, com a promoção da saúde, bem-estar e lazer para a população — resumiu.

A senadora anunciou que as matérias da pauta da comissão que ainda não foram distribuídas para relatores terão encaminhamento na próxima semana. Também antecipou que o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) deverá ser confirmado como vice-presidente da CEsp.

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Elogios

A eleição de Leila para a presidência foi recebida com entusiasmo pelos demais parlamentares, que também ressaltaram a importância do setor na vida da população. O senador Efraim Filho (União-PB) afirmou que a CEsp tem a capacidade de trabalhar temas que “que dialogam com a vida real”.

— O jovem que está no esporte está longe das drogas e dos crimes. Precisamos pensar em educação ampliada, com a oferta de esportes, música e arte, para a formação do cidadão para a vida. Esse é o nosso ideal e tenho certeza de que sob a vossa presidência faremos um grande trabalho aqui — declarou.

A senadora Augusta Brito (PT-CE) elogiou o conhecimento e a “forma séria” como Leila trata do esporte. Já o senador Weverton (PDT-MA) destacou a importância do esporte na formação de cidadãos, afirmando que “é mais fácil educar uma criança do que transformar um homem”.

Biografia

Leila Gomes de Barros Rêgo, 53 anos, nasceu em Taguatinga, cidad-satélite de Brasília (DF), e foi jogadora profissional de vôlei de quadra e vôlei de praia. Foi secretária de Esportes e Lazer do Distrito Federal entre os anos de 2015 e 2018. Em 2019, tornou-se a primeira mulher eleita para representar o Distrito Federal no Senado. Atuou como procuradora Especial da Mulher e líder da Bancada Feminina, foi presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) e relatora da Lei Geral do Esporte (Lei 14.597, de 2023).

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A comissão

A CEsp é uma das comissões mais novas do Senado: foi estabelecida em 2023. São atribuições dela a análise de projetos que tratem de normas gerais sobre esporte e paraesporte, a organização dos sistemas esportivo e paraesportivo nacional, a política nacional de educação física e esportiva, políticas públicas de incentivo e desenvolvimento da prática esportiva, justiça desportiva e outros assuntos correlatos.

Composta por 11 titulares e outros 11 suplentes, a comissão tem reuniões previstas para as quartas-feiras, a partir das 10h30.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

MP do Frete: comissão mista aprova alterações na medida provisória

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A comissão mista — formada por senadores e deputados federais — que analisa a Medida Provisória 1.343/2026 aprovou nesta quarta-feira (17) o parecer do deputado Zé Trovão (PL-SC). Além de reforçar os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, o texto aprovado institui um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.

Devido às alterações feitas, a medida provisória foi transformada em um projeto de lei de conversão (PLV). As próximas etapas em sua tramitação serão a votação da matéria nos Plenários da Câmara e do Senado, respectivamente.

Fiscalização

Em vigor desde março, a MP 1.343/2026 foi editada pela Presidência da República para fortalecer a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Para isso, torna obrigatório o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que reúne informações sobre contratante, transportador, origem e destino da carga e valor do frete.

O respectivo sistema deve impedir a emissão do código quando a contratação registrar valor inferior ao piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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Parecer

O parecer aprovado pela comissão mista mantém a estrutura da medida provisória, mas promove alterações em sua redação.

Uma das alterações é a que modifica a Lei 13.103, de 2015, que regulamenta a profissão de motorista. Essa mudança prevê: 

  • piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas de longa distância;
  • ampliação das ações apoiadas pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), incluindo renovação e modernização da frota, implantação de pontos de parada e descanso, qualificação profissional, inovação tecnológica, segurança viária e melhoria das condições de trabalho;
  • criação, no âmbito do Procargas, da Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas (PNPR-Cargas);
  • prioridade para transportadores autônomos de cargas (TACs) e cooperativas de transporte de cargas no acesso a ações, financiamentos, incentivos e programas vinculados ao Procargas.

Entre as demais mudanças, o parecer detalha a metodologia que deverá ser utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos de frete, além de determinar a publicação semestral das planilhas e das memórias de cálculo.

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O texto também amplia as regras relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que passa a registrar informações sobre a forma e o prazo de pagamento do frete.

Frete adiantado

O parecer assegura aos transportadores autônomos de cargas o adiantamento de pelo menos 70% do valor do frete no momento da contratação, com pagamento do saldo em até três dias úteis após a entrega da carga.

A comissão

A comissão mista responsável pela análise da MP 1.343/2026 foi instalada em 9 de junho — e nessa mesma data foram eleitos o vice-presidente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS); o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC); e o relator-revisor, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

O presidente da comissão, senador Carlos Fávaro (PSD-MT), foi eleito nesta quarta-feira.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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