POLÍTICA NACIONAL

Liga do Bem comemora 10 anos e é homenageada em sessão especial

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A Liga do Bem — grupo formado por colaboradores voluntários do Senado que atua em campanhas solidárias — foi homenageada em sessão especial promovida nesta terça-feira (2) pelo Senado.

Senadores e convidados elogiaram o impacto social das ações da Liga do Bem, que completou 10 anos em 2025. O grupo estima que já arrecadou e distribuiu mais de 300 toneladas de alimentos, 38 mil fraldas e 8 mil agasalhos.

O projeto foi criado em novembro de 2015 a partir de uma sugestão do servidor do Senado Alisson Bruno Dias de Queiroz.

A sessão especial desta terça-feira aconteceu a pedido da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Ela solicitou a homenagem por meio de um requerimento: o RQS 263/2025.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) presidiu a sessão.

— A Liga do Bem, silenciosa muitas vezes, tem salvado vidas em Brasília, no Distrito Federal, e influenciado grandes projetos sociais em todo o país. Dez anos de grandes entregas, dez anos em que estamos cuidando das pessoas, dez anos em que estamos fazendo a diferença — disse Damares.

Para a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), as ações do grupo fazem diferença na vida pessoas por meio de uma conduta que ultrapassa ideologias, partidos políticos ou formalismos. Para ela, a Liga do Bem é um exemplo de que “a Casa legislativa pode e dever ser também um agente de amparo e fraternidade”.

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Impacto social

A Liga do Bem realiza todos os anos várias campanhas e projetos, como o Natal Solidário, o Outubro Rosa, o Corte Solidário e o Tudo para Elas. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, destacou que as ações do grupo são uma das formas de o Senado ter impacto sobre a sociedade.

Coordenadora da Liga do Bem, Patrícia Seixas Alves ressaltou o trabalho em conjunto dos envolvidos.

— Muitas pessoas não sabem o que está por trás de uma campanha. Não é apenas uma caixa de doação no corredor; é muito mais que isso. O nosso cronograma, com todas as campanhas e ações, é entregue por inteiro à nossa diretora-geral no mês de fevereiro. Após a sua aprovação, as equipes entram em ação e os trabalhos começam a se conectar. É nos bastidores de uma campanha que se trabalha incansavelmente, em silêncio, para que tudo saia perfeito.

O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou a campanha SOS Rio Grande do Sul, promovida pela Liga do Bem, que enviou ao estado gaúcho, em 2024, cerca de 207 toneladas de doações, além da arrecadação financeira. Foram enviados às vítimas das enchentes no estado itens como alimentos, roupas, cobertores e água.

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— A Liga do Bem, além de levar toneladas e toneladas de doações, ofereceu ombro, ofereceu uma mão estendida para acariciar e dar aquilo que a gente quer muito em um momento desses: o abraço — declarou o senador.

Representantes de diversas instituições agradeceram a parceria com a Liga do Bem e enfatizaram o impacto dessas campanhas na vida dos beneficiários. Vários convidados afirmaram que celebrar o aniversário do grupo salienta a capacidade de mobilizar coletivos, engajar instituições e inspirar as pessoas.

— A dedicação, a generosidade e o compromisso da Liga do Bem foram fundamentais para que tantos projetos pudessem avançar e alcançar quem mais precisava de ajuda. Cada gesto solidário, cada hora de voluntariado e cada iniciativa conjunta refletem o verdadeiro sentido de empatia e serviço ao próximo — salientou Larissa Bezerra da Silva, gestora da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Justiça suspende direitos políticos de Garotinho: entenda a decisão

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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta segunda-feira (10), que o candidato ao governo do estado, Anthony Garotinho (Republicanos), deve cumprir uma sentença por improbidade administrativa. A decisão, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, manda comunicar a suspensão dos direitos políticos dele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). O principal efeito dessa medida é a inelegibilidade, que será analisada pelos tribunais eleitorais.

  • Garotinho foi condenado por desvio de R$ 234 milhões na Saúde, quando era secretário do governo de sua esposa, Rosinha.
  • O Ministério Público Estadual pediu a execução da pena após o fim dos recursos, tornando a condenação definitiva.
  • A defesa do ex-governador afirma que a suspensão dos direitos políticos já terminou e que ele pode concorrer.
  • Garotinho continua com a candidatura e critica a decisão, dizendo que é apenas um pedido, não uma decisão final.
  • A Justiça Eleitoral será a responsável por decidir se o registro da candidatura de Garotinho será aceito.

Essa medida atende a um pedido do Ministério Público feito no último dia 6. O órgão afirmou que os recursos apresentados por Garotinho nos tribunais superiores acabaram e que não havia mais nenhuma decisão suspendendo os efeitos da sentença. Com isso, a pena se tornou definitiva e deve ser cumprida. O ex-governador, que governou o Rio entre 1999 e 2002, foi condenado em 2018 por desvios de R$ 234 milhões na área da Saúde, quando era secretário de Governo de sua própria mulher, Rosinha.

Na época, a defesa de Garotinho recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que as provas eram ilegais. Em uma decisão temporária, o ministro Cristiano Zanin suspendeu os efeitos da condenação sobre a inelegibilidade, devolvendo os direitos políticos do ex-governador enquanto o processo era analisado. Porém, após essa nova determinação, a defesa reforçou que a suspensão dos direitos políticos terminou em 1º de agosto de 2026.

Veja a nota na íntegra:

“A defesa de Anthony Garotinho contesta, com veemência, a decisão proferida em 10 de agosto de 2026, pelo Juízo da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, que determinou a comunicação da suspensão dos direitos políticos ao TRE-RJ e ao TSE.

Aquele r. Juízo foi informado por nós, em defesa, que o título condenatório transitou em julgado, juridicamente, em 1º de agosto de 2018. Os recursos seguintes foram inadmitidos por intempestividade, de modo que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores possuem natureza meramente declaratória e efeitos anteriores (ex tunc), conforme pacífica orientação do Supremo, do STJ e do próprio Tribunal Superior Eleitoral. A suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026.

Conforme informado por nós, àquele Juízo, repita-se, a certidão formal de trânsito em julgado não cria o marco temporal; apenas o documenta. Sendo assim persistir na execução de uma pena já exaurida viola o art. 20 da Lei de Improbidade, viola a segurança jurídica e também viola a própria limitação temporal fixada no título.

A defesa assim reitera sua convicção de que o sr. Anthony Garotinho está em pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil”.

O processo tramita em segredo de Justiça.

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Garotinho garante candidatura

Nas redes sociais, Garotinho garantiu sua candidatura ao governo do estado e criticou o pedido da Justiça. “O que foi pedido pelo juiz de uma Vara da Fazenda Pública não significa que foi decidido. Uma coisa é um pedido, outra é uma decisão. Vamos deixar bem claro e pontuar aqui todas as questões que envolvem essa situação. Primeiro, a estranheza de um fato ocorrido em 2005 vir à tona agora. Segundo, lamentar que algumas autoridades se prestem a determinado tipo de situação, como se fossem cabos eleitorais de candidatos”, disse.

O ex-governador frisou que ficou inelegível até 2018, a pedido do Ministério Público, mas afirmou estar dentro da lei. “O próprio MPRJ pediu a impugnação da minha candidatura e juntou um documento dizendo que eu estava inelegível até 2018. Qualquer decisão diferente disso vai contra a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e contra o que escreveu o próprio MPRJ. Esse fato me causou bastante perplexidade porque as pessoas estão dando um pedido como se fosse uma decisão. Mas pedir qualquer um pode. Quem decide se o registro é ou não apto, se o candidato pode ou não disputar a eleição, não é um juiz de Fazenda Pública, é a Justiça Eleitoral”, destacou.

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Garotinho ainda criticou os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). “Eu até entendo o desespero de alguns articulistas e jornalistas. Afinal de contas, eu não sou o candidato deles ou do sistema. Um fez um papelão no debate, fingindo que não era o candidato do governo. Se negava a dizer que era candidato do Castro, embora tenha sido, durante um grande período, secretário do Castro. E o outro fugiu, o fugitivo. Então, essa notícia não tem o menor fundamento. Eu estou entrando com o registro da minha candidatura hoje e não haverá nenhum problema para que eu possa disputar a eleição”, afirmou.

O candidato também negou as acusações de improbidade administrativa, disse que é inocente e acusou os adversários de estarem com medo da concorrência. “Estão com muito medo da minha candidatura. Os senhores sabem que, além da minha vida como repórter, eu denunciei muita gente importante, políticos, empresários, muitos políticos envolvidos com organização criminosa. As instituições estão contaminadas em parte, não em toda. Não há nada que impeça minha candidatura. Estou enfrentando candidatos envolvidos com organização criminosa (…) Não existe possibilidade de o meu registro ser negado. Eu não fiz nada do que está escrito ali, mas, se tivesse feito, isso teria terminado em 2018. Nada vai impedir minha candidatura. Estou dentro da lei”, reforçou.

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