POLÍTICA NACIONAL

Devemos continuar o legado do papa Francisco, diz Humberto Costa

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O senador Humberto Costa (PT-PE) enalteceu o legado do papa Francisco, em pronunciamento nesta terça-feira (22). Para ele, os atos de Francisco devolveram à Igreja “o frescor radical do Evangelho de Jesus Cristo” na solidariedade com os pobres, na busca da inclusão e na denúncia da desigualdade.

— Escolheu o nome Francisco não por acaso. [Foi] inspirado em São Francisco de Assis, o santo dos pobres, dos despojados, dos animais e da natureza. Ele nos convocou a olhar para o mundo com compaixão, com humildade e, sobretudo, com coragem.

Humberto salientou que Francisco rejeitou a “idolatria do dinheiro” e a cultura do ódio. Pediu diálogo entre as nações, e abriu diálogo com setores da sociedade que até então sentiam-se excluídos da Igreja. O parlamentar ainda lembrou do cuidado de Francisco com o meio ambiente, colocando o combate às mudanças climáticas como um dever ético de toda a humanidade, e destacou a atenção do papa às comunidades marginalizadas no Brasil.

— Com a sua morte, Francisco nos deixa um vazio, mas também uma missão. Nos cabe agora honrar sua memória com ação, continuar sua luta com ternura, e preservar sua herança de justiça, de fé e de coragem — ressaltou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projetos reajustam bolsa de médicos residentes

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O aumento do valor pago a médicos residentes, com mecanismo de atualização automática do benefício, é tema de dois projetos em tramitação no Senado. O objetivo das duas proposições é valorizar a residência médica, considerada etapa fundamental na formação de especialistas.

Do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o PL 1.800/2026 altera a legislação que rege a residência médica (Lei 6.932, de 1981) para atualizar o valor da bolsa e estabelecer reajustes anuais. A bolsa, atualmente fixada em R$ 2.384,82, passaria a ser corrigida periodicamente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de modo a evitar a defasagem dos pagamentos ao longo do tempo.

“Com efeito, a defasagem da bolsa tem gerado consequências negativas para a formação médica no Brasil. É possível observar que há abandono de programas de residência, especialmente nas especialidades consideradas menos lucrativas no mercado privado, bem como dificuldade de retenção de médicos residentes em regiões e especialidades de maior necessidade social”, pontua o senador na justificação do projeto.

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Natureza educacional

Outra proposta, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), prevê que a bolsa dos médicos residentes passaria a ser de R$ 8.105 mensais, para jornadas de até 60 horas semanais. O PL 1.809/2026, com o objetivo de valorizar a formação especializada dentro do sistema público de saúde, estabelece que o valor seja reajustado todos os anos com base na inflação oficial. A proposta também permite que estados, municípios ou instituições complementem esse valor, se desejarem.

Outro ponto da proposição destaca a manutenção da natureza educacional da residência médica. Segundo o texto, a bolsa não configura vínculo empregatício, mas uma etapa de formação profissional, ainda que em regime intensivo de trabalho. A medida busca dar segurança jurídica ao modelo já adotado no país.

Para a senadora, o valor de R$ 8.105 ainda não é ideal diante das exigências da atividade, mas representa “avanço relevante”.

“Programas federais de incentivo à atuação médica em regiões prioritárias chegam a prever bolsas em valores significativamente superiores, podendo ultrapassar R$ 12.000,00 mensais, o que demonstra a defasagem atualmente existente entre a bolsa da residência médica e outros programas estratégicos da área da saúde. A proposta busca, portanto, reduzir essa assimetria, ainda que de forma gradual e responsável do ponto de vista fiscal”, acrescenta Roberta Acioly.

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Os dois projetos foram apresentados em abril de 2026 e aguardam despacho para análise nas comissões temáticas do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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