POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova indicados para a Anatel e nomes seguem para Plenário

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (19) os nomes de Edson Victor Eugênio de Holanda e Octavio Penna Pieranti para compor o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Durante a sabatina, presidida pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), os indicados destacaram a importância de ampliar a conectividade à internet, fortalecer a proteção aos consumidores e modernizar a regulação diante das transformações digitais. Agora as indicações precisam ser confirmadas em Plenário. 

Edson Victor Eugênio de Holanda (MSF 42/2025) reforçou seu compromisso, caso aprovado, com o fortalecimento das políticas públicas do setor, com a modernização e proteção dos consumidores finais. 

— Hoje voz, vídeo, mensagem e dados convergem na internet. O WhatsApp substituiu a chamada telefônica, o YouTube substituiu a TV. O setor telecom se transformou em um setor de conectividade e dados que são a base das soluções digitais. E para isso é preciso atualizar as bases de regulação.  

Ainda de acordo com ele, a Anatel precisa garantir, com metas para cada região, que o espectro (conjunto de frequências usadas para transmitir sinais de comunicação) não seja monopolizado, promover o incentivo a empresas locais e regionais e seguir fomentando leilões para ampliação do alcance da conectividade 5G com foco na ampliação do acesso e não na geração de receita.

— Metas que já conectaram 13 mil escolas públicas e levaram 5G para todas as capitais. A Anatel precisa induzir investimentos sustentáveis e garantir a participação de pequenos e médios operadores.  

Para proteção dos usuários, segundo Edson Holanda, é preciso enfrentar com firmeza o problema de chamadas abusivas, ampliar o uso da inteligência artificial e criar indicadores que levem em conta a qualidade percebida pelos cidadãos. 

Já Octavio Penna Pieranti (MSF 45/2025) destacou que, no Brasil, cerca de 85% da população tem acesso à internet. Por outro lado, 15% das pessoas com mais de dez anos de idade não acessam a rede. Para ele é fundamental que a Anatel trabalhe para acelerar as metas de conectividade e assegurar para a quase totalidade da população a chamada conectividade significativa, que seja rápida, confiável e acessível. 

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— A Anatel estabeleceu metas ousadas até 2027 como garantir a conectividade a mais de 95% da população brasileira, levar infraestrutura de internet por fibra ótica para todos os municípios brasileiros e mais que dobrar a velocidade da internet banda larga fixa contratada. É preciso não apenas atingir essas metas, como também criar as condições para que sejam alcançadas o quanto antes, antes de 2027. Garantir um padrão adequado de conectividade passa também por um olhar da Anatel para as desigualdades regionais e sociais. 

Ele ainda salientou que também é preciso fortalecer o papel da Anatel quanto à defesa de uma conectividade segura, o que inclui uma atuação focada em cibersegurança, resguardando a privacidade, o combate à pirataria e à atenção à inteligência artificial. 

Chamadas abusivas 

Durante a sabatina, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) questionou os indicados sobre medidas para punir empresas responsáveis por sistemas de chamadas automáticas abusivas, os chamados robocalls, que usam sistema de discagem computadorizado para reproduzir mensagens pré-gravadas, e pela comercialização de dados utilizados em fraudes eletrônicas. O parlamentar destacou a existência de um mercado ilegal de venda de informações pessoais e pediu propostas concretas para responsabilizar toda a cadeia envolvida nessas práticas.

— Existe um mercado de venda de dados não autorizados. Quais medidas concretas podem ser adotadas para responsabilizar toda a cadeia envolvida nessas práticas abusivas? — questionou o senador. 

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Em resposta, Octavio Pieranti afirmou que a Anatel dispõe de instrumentos como multas, suspensão e até a revogação de autorizações em casos extremos. Ele acrescentou que a agência também tem recorrido a termos de ajustamento de conduta e à criação de novas obrigações regulatórias. Pieranti reconheceu, no entanto, a dificuldade de atuação quando as empresas envolvidas não pertencem diretamente ao setor de telecomunicações e alegou insegurança jurídica como fator de limitação à reação da agência. 

O indicado citou ainda que, até o momento, a Anatel já conseguiu bloquear cerca de 2 bilhões de ligações indesejadas, mas ressaltou que ainda é necessário avançar no enfrentamento desse problema.

ANTT

Antes do início das sabatinas, foi lido o relatório da indicação de Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio para exercer o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na vaga decorrente do término do mandato de Rafael Vitale Rodrigues. Após a leitura, o presidente da CI, senador Marcos Rogério, concedeu vista coletiva ao relatório (MSF 53/2025) de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT). A sabatina do indicado ocorrerá na quarta-feira (21). 

Guilherme Sampaio tem graduação em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), com pós-graduações em gestão empresarial, gestão jurídica e de contencioso e direito processual. É mestre em direito econômico e desenvolvimento e mestrando em gestão e políticas públicas. O indicado foi chefe de gabinete da presidência da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e, desde 2021, é diretor da ANTT.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Modelo da Justiça do Trabalho tem que ser revisto, propõe Eduardo Girão

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), criticou os gastos da Justiça do Trabalho e defendeu a revisão do formato adotado no país.

Segundo ele, a Justiça do Trabalho custou cerca de R$ 30 bilhões em 2025, com parcela relevante concentrada no Tribunal Superior do Trabalho (TST).  Para o senador, o sistema reúne despesas elevadas e um grande volume de processos. Ele comparou a estrutura brasileira à dos Estados Unidos.

— Nos Estados Unidos da América não existe sequer Justiça trabalhista nos moldes brasileiros. Lá, esses processos são julgados pela Justiça comum, no âmbito estadual e federal, ou por agências administrativas. Não tem essa estrutura da Justiça do Trabalho no Brasil, que, muitas vezes, enterra a geração de emprego e inibe empreendedores — afirmou.

Girão observou que magistrados têm recebido remunerações que superam o teto constitucional, devido aos chamados “penduricalhos”. Segundo ele, esses benefícios adicionais ampliam a pressão sobre as contas públicas e reforçam a necessidade de maior transparência e controle nos gastos do Judiciário.

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O senador comentou uma declaração atribuída ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que teria separado os juízes do trabalho entre “vermelhos” e “azuis”, segundo a posição ideológica. Vieira de Mello afirmou que sua manifestação foi distorcida. Para Girão, porém, a repercussão do episódio trouxe questionamentos sobre a atuação institucional do tribunal.

— Segundo ele [Vieira de Mello], foi tirado de contexto, e eu não quero aqui fazer julgamento. Eu não estava lá e acredito na palavra do presidente [do TST]. Agora, existe uma afirmação que não foi corrigida, e isso é muito sério: “Há aqueles que têm causa e aqueles que têm interesses.” Essa afirmação abala um dos principais pilares do Estado de direito: tribunais devem ter a aparência e a prática da imparcialidade, da ética, da probidade — afirmou Girão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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