POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho critica discurso do ‘nós contra eles’ e diz que problema está nos Três Poderes

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (9), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) reiterou sua crítica do que ele chama de postura do “nós contra eles” adotada pelo governo. Ele afirmou que nenhum país encontra a prosperidade quando se encontra dividido. E que o problema central, na verdade, está na atuação dos Três Poderes.

— O empreendedor, o empresário, o trabalhador, vocês que são fonte de riqueza, são vocês que produzem. O Estado não produz nada, pelo contrário, te taca imposto e, na maioria das vezes, ainda te rouba esse imposto.

Cleitinho disse que o “problema do país” não está na população, mas no Congresso Nacional e nos Três Poderes, que precisam dar um bom exemplo ao país.

— Mas não dão exemplo nenhum, pelo contrário. E aí querem colocar “nós contra eles”; querem dividir vocês. E vocês não estão entendendo, população brasileira, que o problema está aqui [em Brasília].

O senador mineiro também cobrou atenção da população, tendo em vista a realização de eleições em 2026.

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— No ano que vem tem a festa da democracia. E essa festa da democracia custa caro. São R$ 5 bilhões que tem para gastar com política no ano que vem. E, na maioria das vezes, há o desvio desse dinheiro.

Cleitinho declarou ainda que a população brasileira precisa entender que “é a própria classe política quem tem de cortar na própria carne, e não o povo”.

— O povo não aguenta mais cortar da própria carne, pelo contrário. O povo, de tudo o que ele consome, de tudo o que ele produz, 50% vêm para cá. Vocês são sócios, mas acaba que vocês não são patrões, porque deveriam ser patrões. Quem quer ser patrão aqui somos nós. Mas, de verdade, quem são patrões são vocês.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Aprovado projeto que aumenta piso salarial de médicos e dentistas

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou na quarta-feira (20) o projeto de lei que estabelece novo piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas.

O valor passa a ser de R$ 13.662,00, com reajuste anual pelo IPCA, para a jornada de 20 (vinte) horas semanais no setor público e privado. O texto, que corrige o congelamento do piso desde 2022, também prevê adicional de 50% para trabalho noturno e horas extras, além de pausas durante a jornada.

O PL 1.365/2022 ainda será submetido a votação em turno suplementar na comissão. Sendo novamente aprovado, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para apreciação da matéria em Plenário.

O projeto da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) foi relatado pelo senador Fernando Dueire (PSD-PE), que manteve texto alternativo (substitutivo) aprovado anteriormente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

— A ausência de piso atualizado e indexado retroalimenta a precarização dos vínculos de trabalho na área da saúde. A denominada pejotização e a terceirização disseminaram-se no setor, privando profissionais de direitos previdenciários e trabalhistas fundamentais. A inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos. O novo marco proposto, ao fixar piso concreto com correção anual, contribui para reverter essa tendência — disse o relator.

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Fernando Dueire destacou ainda que a fixação de piso nacional condizente com a qualificação exigida é pré-condição para que políticas de interiorização de profissionais produzam efeitos duradouros, em vez de depender exclusivamente de programas emergenciais e transitórios.

Defensor do projeto, o senador Dr. Hiran (PP-RR) disse que a correção anual prevista no projeto evitará a desatualização do valor do piso. Ele também destacou a mobilização do movimento médico, das entidades sindicais e associativas, que acompanharam a votação do projeto na comissão.

O projeto também foi defendido pelos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Nelsinho Trad (PSD-MS) e Marcelo Castro (MDB-PI), que preside a CAS. E pelas senadoras Dra. Eudócia (PSDB-AL) e Roberta Acioly (Republicanos-RR).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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