POLÍTICA NACIONAL

CCJ aprova destruição de bens usados na fabricação clandestina de cigarros

Publicado em

Os bens utilizados na fabricação ilegal de cigarros deverão ser destruídos, de acordo com projeto aprovado nesta quarta-feira (26) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O PL 3.000/2025, do senador Sergio Moro (União-PR), recebeu parecer favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O relatório foi lido pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados. 

De acordo com o projeto, deverão ser destruídos maquinários, produtos, subprodutos e instrumentos utilizados na fabricação de cigarros e outros derivados do tabaco apreendidos por infração fiscal. A medida altera o Decreto-Lei 1.593, de 1977, que prevê apenas a destruição de cigarros e outros derivados do tabaco.  

Pela proposta, os bens apreendidos deverão ser entregues à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) em cinco dias úteis, para que sejam destruídos ou inutilizados. Quando for inviável ou difícil remover os produtos do local, as autoridades responsáveis pela apreensão deverão apresentar justificativa à RFB. Caso o órgão não se manifeste em 15 dias úteis, as autoridades municipais, estaduais, distritais ou federais ficam autorizadas a destruir os bens.  

Leia Também:  Terras em faixas de fronteira estão na pauta do Plenário nesta terça

O projeto também modifica o Decreto-Lei 1.455, de 1976, que estabelece normas sobre mercadorias estrangeiras apreendidas, ao incluir que produtos, subprodutos, instrumentos ou maquinários utilizados para a fabricação de cigarros ou outros derivados do tabaco deverão sempre ser destruídos ou inutilizados após a apreensão.  

Mourão destaca que a medida está alinhada ao Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco, que determina a destruição de equipamentos confiscados. Segundo ele, países como Itália, Romênia e Ucrânia já determinam a destruição de máquinas utilizadas na fabricação ilegal de cigarros, enquanto no Brasil esses equipamentos têm sito furtados de depósitos públicos e reutilizadas. 

— O comércio ilegal de cigarros responde por parcela significativa do consumo nacional, afetando a saúde pública e financiando as facções e organizações criminosas. O projeto, ao permitir que as autoridades destruam as máquinas sem prévia autorização judicial, impede seu extravio e reutilização — leu Mecias de Jesus. 

Para o autor do projeto, a proposta também busca tornar as ações de fiscalização mais eficientes e aumentar a eficácia no combate à comercialização ilícita do tabaco. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia Também:  CDH pode votar projeto que impede candidatura de agressores de mulheres

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

MP do Frete: comissão mista aprova alterações na medida provisória

Published

on

A comissão mista — formada por senadores e deputados federais — que analisa a Medida Provisória 1.343/2026 aprovou nesta quarta-feira (17) o parecer do deputado Zé Trovão (PL-SC). Além de reforçar os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, o texto aprovado institui um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.

Devido às alterações feitas, a medida provisória foi transformada em um projeto de lei de conversão (PLV). As próximas etapas em sua tramitação serão a votação da matéria nos Plenários da Câmara e do Senado, respectivamente.

Fiscalização

Em vigor desde março, a MP 1.343/2026 foi editada pela Presidência da República para fortalecer a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Para isso, torna obrigatório o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que reúne informações sobre contratante, transportador, origem e destino da carga e valor do frete.

O respectivo sistema deve impedir a emissão do código quando a contratação registrar valor inferior ao piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Leia Também:  CDH pode votar projeto que impede candidatura de agressores de mulheres

Parecer

O parecer aprovado pela comissão mista mantém a estrutura da medida provisória, mas promove alterações em sua redação.

Uma das alterações é a que modifica a Lei 13.103, de 2015, que regulamenta a profissão de motorista. Essa mudança prevê: 

  • piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas de longa distância;
  • ampliação das ações apoiadas pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), incluindo renovação e modernização da frota, implantação de pontos de parada e descanso, qualificação profissional, inovação tecnológica, segurança viária e melhoria das condições de trabalho;
  • criação, no âmbito do Procargas, da Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas (PNPR-Cargas);
  • prioridade para transportadores autônomos de cargas (TACs) e cooperativas de transporte de cargas no acesso a ações, financiamentos, incentivos e programas vinculados ao Procargas.

Entre as demais mudanças, o parecer detalha a metodologia que deverá ser utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos de frete, além de determinar a publicação semestral das planilhas e das memórias de cálculo.

Leia Também:  Bolsonaro critica monitoramento do Pix e acusa Lula de prejudicar os mais pobres

O texto também amplia as regras relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que passa a registrar informações sobre a forma e o prazo de pagamento do frete.

Frete adiantado

O parecer assegura aos transportadores autônomos de cargas o adiantamento de pelo menos 70% do valor do frete no momento da contratação, com pagamento do saldo em até três dias úteis após a entrega da carga.

A comissão

A comissão mista responsável pela análise da MP 1.343/2026 foi instalada em 9 de junho — e nessa mesma data foram eleitos o vice-presidente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS); o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC); e o relator-revisor, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

O presidente da comissão, senador Carlos Fávaro (PSD-MT), foi eleito nesta quarta-feira.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA