POLÍTICA NACIONAL

CAE retoma votações nesta terça com foco nos motoristas profissionais

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) retoma as votações de projetos nesta terça-feira (11), às 10h. Entre os cinco itens da pauta, está o projeto que obriga o empregador a pagar o exame toxicológico exigido para motoristas profissionais na obtenção e na renovação da carteira de habilitação (PL 1.075/2022).

O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 1997) exige que condutores profissionais passem por exame para detectar substâncias psicoativas que comprometam a capacidade de direção. A exigência é para condutores das categorias C, D e E — que vão desde caminhonetes e micro-ônibus até ônibus articulado e carretas.

O autor da matéria, senador Fabiano Contarato (PT-ES), lembra que os exames toxicológicos exigidos previamente à admissão e ao desligamento e o exame periódico regular já são custeados pelo empregador. O pagamento dos exames para obtenção e renovação, segundo Contarato, é uma solução que preserva a segurança no trânsito e atende aos anseios dos condutores.

O texto recebeu relatório favorável do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). No relatório, ele elogia o projeto e destaca que informações disponibilizadas pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) confirmam a redução no número de acidentes com vítimas desde 2015, quando o exame toxicológico obrigatório foi introduzido.

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Se a matéria for aprovada na CAE, seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde vai tramitar em decisão final. 

Danos

Outro projeto que consta da pauta da CAE é o que responsabiliza aplicativos de transporte individual, como Uber e 99, por danos ao veículo causados pelos passageiros. O PL 1.565/2023, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS).

O texto original previa a obrigatoriedade de que as empresas intermediadoras de transporte individual fornecessem aos motoristas colaboradores, sem ônus, equipamentos de monitoramento em tempo real e geolocalizado (GPS). Segundo Veneziano, seria uma forma de proteger os motoristas da violência urbana a que estão expostos.

Paim, no entanto, propôs que o projeto altere o Código Civil (Lei 10.406, de 2002) para responsabilizar a empresa intermediadora por quaisquer danos causados ao veículo pelos passageiros, inclusive o roubo do veículo. Além disso, a emenda torna opcional o fornecimento do equipamento localizador, com a ressalva de que, se esse equipamento for fornecido e o motorista se recusar a utilizá-lo, a empresa ficará isenta da responsabilidade por eventuais danos.

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Eleição

Na mesma reunião desta terça, a CAE vai eleger seu vice-presidente. No dia 19 de fevereiro, a comissão elegeu como presidente o senador Renan Calheiros (MDB-AL). No discurso de posse, ele anunciou que vai priorizar a votação de matérias que promovam o controle dos gastos públicos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

MP do Frete: comissão mista aprova alterações na medida provisória

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A comissão mista — formada por senadores e deputados federais — que analisa a Medida Provisória 1.343/2026 aprovou nesta quarta-feira (17) o parecer do deputado Zé Trovão (PL-SC). Além de reforçar os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, o texto aprovado institui um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.

Devido às alterações feitas, a medida provisória foi transformada em um projeto de lei de conversão (PLV). As próximas etapas em sua tramitação serão a votação da matéria nos Plenários da Câmara e do Senado, respectivamente.

Fiscalização

Em vigor desde março, a MP 1.343/2026 foi editada pela Presidência da República para fortalecer a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Para isso, torna obrigatório o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que reúne informações sobre contratante, transportador, origem e destino da carga e valor do frete.

O respectivo sistema deve impedir a emissão do código quando a contratação registrar valor inferior ao piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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Parecer

O parecer aprovado pela comissão mista mantém a estrutura da medida provisória, mas promove alterações em sua redação.

Uma das alterações é a que modifica a Lei 13.103, de 2015, que regulamenta a profissão de motorista. Essa mudança prevê: 

  • piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas de longa distância;
  • ampliação das ações apoiadas pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), incluindo renovação e modernização da frota, implantação de pontos de parada e descanso, qualificação profissional, inovação tecnológica, segurança viária e melhoria das condições de trabalho;
  • criação, no âmbito do Procargas, da Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas (PNPR-Cargas);
  • prioridade para transportadores autônomos de cargas (TACs) e cooperativas de transporte de cargas no acesso a ações, financiamentos, incentivos e programas vinculados ao Procargas.

Entre as demais mudanças, o parecer detalha a metodologia que deverá ser utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos de frete, além de determinar a publicação semestral das planilhas e das memórias de cálculo.

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O texto também amplia as regras relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que passa a registrar informações sobre a forma e o prazo de pagamento do frete.

Frete adiantado

O parecer assegura aos transportadores autônomos de cargas o adiantamento de pelo menos 70% do valor do frete no momento da contratação, com pagamento do saldo em até três dias úteis após a entrega da carga.

A comissão

A comissão mista responsável pela análise da MP 1.343/2026 foi instalada em 9 de junho — e nessa mesma data foram eleitos o vice-presidente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS); o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC); e o relator-revisor, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

O presidente da comissão, senador Carlos Fávaro (PSD-MT), foi eleito nesta quarta-feira.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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