POLÍTICA NACIONAL

Aprovadas na CI, indicações para ANP e Aneel vão a Plenário

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (19) quatro indicados para cargos de direção na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os indicados foram sabatinados na comissão e agora serão submetidos à apreciação do Plenário. 

Artur Watt Neto foi aprovado para o cargo de diretor-geral, na vaga decorrente do término do mandato de Rodolfo Henrique de Saboia. A indicação foi relatada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

Funcionário de carreira da Advocacia Geral da União (AGU), Watt é especialista em direito público e no setor de gás e petróleo, com atuação no setor de arbitragem, entre outros cargos.

Watt defendeu a adoção de soluções criativas para quebrar paradigmas, diminuir gargalos procedimentais, otimizar fluxos de trabalho e alavancar uso de tecnologia na ANT.

O indicado destacou que o uso da inteligência artificial poderá aumentar a capacidade de processamento e análise de dados e reduzir o tempo gasto com atividades burocráticas, além de melhorar a fiscalização e dar retorno mais seguro e célere à sociedade e investidores do setor.

Watt apontou ainda a importância da nova geração de combustíveis, com tecnologias avançadas e maior eficiência energética ambiental.

— A ANP tem um papel central nesse avanço, e minha gestão estará atenta também às novas competências que esse Parlamento nos deu no que toca o setor de hidrogênio, que é um vetor energético promissor com potencial para revolucionar diversas indústrias e setores, possui sinergias importantes com gás natural e biometano. A ANP atuará na construção de um arcabouço regulatório que estimule investimentos também nessa área — disse aos senadores.

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Transição energética

Pietro Adamo Sampaio Mendes foi aprovado para o cargo de diretor, na vaga decorrente do término do mandato de Cláudio Jorge Martins de Souza. A indicação foi relatada pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Desde o início de sua trajetória, em 2006, Mendes atuou em áreas estratégicas e técnicas do setor energético, com ênfase em petróleo, gás natural e biocombustíveis, além da formulação de políticas públicas e gestão institucional. Na ANP, ele foi superintendente adjunto de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos entre outubro de 2017 e maio de 2018, entre outras funções.

Mendes destacou que o momento atual é marcado pela transição energética, destinada à substituição de uma fonte de energia como o petróleo, que já conta com uma estrutura longamente consolidada. A substituição por biocombustíveis ou hidrogênio precisa levar em conta a segurança energética, pois não se pode abrir mão das reservas petrolíferas existentes nas novas fronteiras, a exemplo da margem equatorial, segundo ele.

— A gente vai atingir um pico de 5,3 milhões de barris por dia em 2030 e depois a gente vai entrar num declínio muito rápido. A gente precisa avançar em áreas de novas fronteiras — afirmou.

Mendes disse ainda que pretende dar concretude ao trabalho que o Senado e a Câmara dos Deputados têm feito no esforço de modernizar não só a legislação de biocombustíveis, como também o aumento da competição no setor. Ele ressaltou ainda a necessidade de regulamentação de dispositivos da legislação relacionada ao hidrogênio, energia eólica off shore e gás, para que as alterações legais se tornem realidade.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

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Willamy Moreira Frota foi aprovado para o cargo de diretor, na vaga decorrente do término do mandato de Hélvio Neves Guerra. A indicação foi relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Engenheiro eletricista, ele atuou por mais de 30 anos no setor elétrico com destaque para a Eletronorte e algumas empresas do grupo Eletrobrás.

Na sabatina, Frota destacou que a energia elétrica constitui um bem essencial à cidadania e um vetor estratégico para o desenvolvimento do crescimento e progresso de qualquer sociedade.

— No entanto, vivemos hoje a dinâmica de uma nova era energética, marcada pela transição energética justa que impõe muitos desafios tanto a Aneel quanto a todo o setor elétrico brasileiro — afirmou.

Desafios

Gentil Nogueira de Sá Júnior também foi aprovado para o cargo de diretor, na vaga decorrente do término do mandato de Ricardo Lavorato Tili. A indicação é relatada pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Engenheiro mecânico e especialista em regulação da Aneel, Gentil atuou por quase 20 anos nas áreas de fiscalização regulação técnica e comercialização. Desde 2023 ocupa a posição de secretário nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, responsável por políticas públicas do setor elétrico.

— A posição para a qual me submeto pressupõe compromisso com o interesse público, atuação independente e respeito ao poder público, consumidores e agentes regulados — afirmou.

Gentil destacou que esses quatro desafios não são independentes entre si, trazem diversas intercessões e a contínua necessidade de interlocução, equilíbrio e fundamentação técnica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Infraestrutura defende duplicação da BR-070 em visita a MT

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A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realizou diligência externa nesta quinta-feira (18) em Mato Grosso, para averiguar in loco a situação da rodovia BR-070 no trecho entre os municípios de Barra do Garças e Primavera do Leste. A diligência foi seguida de uma audiência pública em Primavera do Leste.

O trecho visitado tem pista simples e passará a receber um intenso tráfego de caminhões com a conclusão do terminal ferroviário da Malha Norte, em Dom Aquino (MT), como destacou o autor do requerimento (REQ 33/2026) para a visita, senador Wellington Fagundes (PL-MT).

Participaram da audiência pública parlamentares, lideranças políticas locais, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi). Eles defenderam a necessidade de obras de intervenção urgentes no trecho, como a duplicação da pista, obras de acostamento, terceira faixa e reforço na sinalização para evitar acidentes e garantir o escoamento da produção.

A diligência externa também permitiu que a comissão colhesse informações técnicas junto aos órgãos competentes e dialogasse com autoridades federais, estaduais e municipais diretamente envolvidas na questão do tráfego na rodovia.

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Ferrovia 

Na abertura da audiência pública, Wellington afirmou que Mato Grosso está vivendo um momento histórico, com a entrega, nos próximos dias, do primeiro trecho da ferrovia estadual ligando Rondonópolis à região de Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste. Segundo ele, são 162 quilômetros de trilhos, mais de R$ 5 bilhões de investimentos e mais de 5 mil empregos gerados.

— Essa obra coloca o Mato Grosso na vanguarda da logística brasileira. Esta ferrovia representa muito mais do que trilhos. Representa visão, planejamento, competitividade, representa a capacidade de pensar no futuro antes que os problemas possam chegar — observou, elogiando o empenho do senador Jayme Campos (União-MT).

Estudo de viabilidade 

Ao final da reunião, autoridades e lideranças assinaram a “Carta de Primavera”, documento que será encaminhado ao governo federal defendendo a priorização da duplicação da BR-070. O senador anunciou que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental da duplicação já foi contratado, conforme entendimento com o governo federal. De acordo com informações da assessoria do parlamentar, a próxima etapa será a elaboração dos projetos executivos.

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Wellington Fagundes explicou que a proposta é desenvolver um projeto amplo, integrando a rodovia desde Brasília até Mato Grosso e consolidando a BR-070 como um importante corredor logístico nacional. Afirmou que o terminal ferroviário terá a capacidade para movimentar cerca de 10 milhões de toneladas por ano, e questionou se a BR-070 está preparada para essa nova realidade.

— Ela foi construída com padrão de estrada estadual. Não tem acostamento, não tem terceira faixa. Por isso, quanto mais aumenta o volume de carga, mais possibilidade de acidentes frontais, com mortes, e não dá pra dimensionar o valor de uma vida perdida. Não adianta ganhar eficiência nos trilhos e perdê-la no asfalto. Não adianta o trem chegar, se a estrada não estiver preparada pra receber — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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