Política MT

Workshop discute potencial do Pangasius e fortalece piscicultura em Mato Grosso

Publicado em

A piscicultura mato-grossense ganha um novo impulso com a realização do Workshop sobre o cultivo do Pangasius, nesta quinta-feira (26), A iniciativa é do deputado estadual Gilberto Cattani, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat), Sebrae, Famato, PeixeBR e Sindicato Rural de Cuiabá.

O objetivo do evento é fomentar a produção do Pangasius, espécie de peixe de água doce com alto valor comercial e excelente desempenho produtivo, especialmente entre pequenos e médios produtores.

Cattani é autor da Lei 11.930/2022, que trata da regulamentação do cultivo do Pangasius em Mato Grosso. Lei questionada pelo Ministério Público do Estado (MPMT) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com o argumento de que a lei ultrapassa a competência legislativa dos estados.

Como alternativa, o parlamentar propôs a criação da Câmara Setorial Temática (CST) “Projeto Panga”, que discute a viabilidade da espécie no estado e busca soluções técnicas e legais para o desenvolvimento sustentável da atividade.

“O workshop reúne especialistas de diferentes áreas para que possamos conhecer e entender melhor a espécie. Assim como aconteceu com a Tilápia, que enfrentou muitas especulações e resistência antes de ser regulamentada. Queremos evitar esse atraso com o Pangasius e ampliar o conhecimento técnico e as oportunidades de mercado”, explica Darci Fornari, presidente da Aquamat e da CST Projeto Panga.

Leia Também:  Russi classifica como positivo o encontro com o ministro Flávio Dino

Além da troca de experiências, o evento trará orientações sobre boas práticas de manejo, sanidade, licenciamento ambiental, sistemas produtivos e estratégias de comercialização, debatendo os principais desafios regulatórios e de mercado no Brasil.

“O Pangasius tem alta conversão alimentar, consome pouco oxigênio, cresce rápido e traz rentabilidade ao pequeno produtor. Seu filé é de alta qualidade e o cultivo pode diversificar e fortalecer a piscicultura em Mato Grosso. Por ser originária do Vietnã, como a Tilápia é considerada exótica, propusemos uma legislação específica para viabilizar sua criação aqui”, afirma o deputado Cattani.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas presencialmente no local ou on-line pelo link: https://mt.loja.sebrae.com.br/workshop-sobre-pangasius-353936292

Programação

• 8h30 – Abertura oficial

• 9h30 – Histórico da situação, produção e importância comercial do cultivo do Pangasius no Brasil e no mundo

Palestrante: Profa. Dra. Luciana Seki Dias – UFSCar

• 10h10 – Mitos e verdades sobre o cultivo do Pangasius

Palestrante: Martinho Colpani – Colpani Piscicultura

• 10h50 – Coffee break

• 11h15 – Sistemas produtivos para o Pangasius

Leia Também:  Moretto debate integração produtiva na Bolívia

Palestrante: Bruno Machado Queiroz – ETHOS AQUACULTURA

• 12h00 – Boas práticas de manejo e sanidade no cultivo do Pangasius

Palestrante: Camila Marra – ETHOS AQUACULTURA

• 12h40 – Almoço

• 13h40 – Licenciamento ambiental da aquicultura

Palestrante: Bruno Machado Queiroz – ETHOS AQUACULTURA

• 14h20 – Gestão dos processos e os impactos na qualidade do Pangasius fresco

Palestrante: Luciana Lacerda – Equali-Z

• 15h00 – Coffee break

• 15h30 – Estratégias para a comercialização do Pangasius no varejo

Palestrante: Elane Correia Santos – Equali-Z

• 16h10 – Mesa-redonda final

Discussão aberta, coordenada pela AQUAMAT, SEBRAE e FAMATO.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Mato Grosso 278 anos: Assembleia Legislativa fortalece a voz dos municípios

Published

on

Com 142 municípios e realidades distintas entre o Pantanal, Araguaia, Baixada Cuiabana, Nortão, Oeste e polos agrícolas em expansão, Mato Grosso completa 278 anos neste sábado (9), consolidando uma trajetória marcada pela diversidade econômica, cultural e territorial. A data consta na Lei 8.007/2003, que institui o aniversário de Mato Grosso como efeméride estadual de grande importância para o estado.

Nesse cenário, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) exerce papel fundamental como elo entre as demandas da população e o poder público estadual. Por meio da atuação parlamentar, reivindicações de prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e da sociedade civil chegam ao debate público e podem ser transformadas em políticas públicas por meio de indicações, requerimentos, audiências públicas, projetos de lei e emendas parlamentares.

O presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos), destacou que o Parlamento estadual atua diretamente na escuta e encaminhamento das necessidades dos municípios.

“O que a Assembleia mais faz é ouvir, propor e fazer com que as políticas públicas cheguem na ponta. São 278 anos da história de Mato Grosso e 190 anos da Assembleia Legislativa participando de forma intensa do desenvolvimento desse estado gigante e rico que tanto nos orgulha”, afirmou o presidente.

Segundo Russi, os desafios enfrentados pelos municípios são diversos e exigem uma atuação próxima do Legislativo. “As cidades enfrentam problemas de todos os tipos e de todas as formas. A gente precisa ter uma Assembleia sempre presente, próxima, atendendo e encaminhando os problemas da nossa população para que sejam solucionados”, ressaltou.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, o “Maninho”, ex-prefeito de Colíder, reforçou a importância da parceria entre a Assembleia Legislativa e os municípios na defesa das pautas municipalistas.

“A Assembleia Legislativa é uma parceira do municipalismo. É uma grande caixa de ressonância que recebe as demandas de todas as regiões do estado e ajuda os municípios a buscar soluções. Os prefeitos enfrentam hoje o desafio de fazer mais com menos recursos, principalmente nas áreas de saúde, educação, assistência social, transporte escolar e manutenção das estradas”, destacou.

Leia Também:  Juca do Guaraná leva projeto Piscicultura no Campo para comunidade rural em Rosário Oeste

Segundo Maninho, entre as principais reivindicações apresentadas pelos gestores municipais estão o fortalecimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), recursos para manutenção das estradas vicinais, atualização dos repasses do transporte escolar e apoio às demandas da saúde pública.

“O município é onde as coisas acontecem no dia a dia. Por isso, essa união entre Assembleia, prefeitos e AMM é fundamental para melhorar a qualidade de vida da população mato-grossense”, completou.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), afirmou que grande parte das demandas municipais depende do diálogo entre municípios, Estado e Legislativo, principalmente na área da saúde.

“Se houver união entre Estado e municípios, é possível melhorar muito mais a saúde da população. Cuiabá e Várzea Grande precisam caminhar juntas, porque é aqui que está concentrada a alta complexidade que atende todo Mato Grosso”, declarou.

Além da saúde, Dr. João destacou que infraestrutura e agricultura familiar estão entre os principais pedidos apresentados por prefeitos e vereadores ao Parlamento estadual.

“A agricultura familiar deu um salto importante nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito. Mato Grosso tem capacidade para produzir alimentos e garantir desenvolvimento para os municípios”, pontuou.

O parlamentar também deixou uma mensagem aos mato-grossenses pelos 278 anos do estado. “Mato Grosso continua crescendo e recebendo pessoas com carinho, hospitalidade e amor. É um estado pelo qual eu sou apaixonado”, afirmou.

História e diversidade Para o professor e historiador do Instituto Memória da ALMT, Edevamilton de Lima Oliveira, compreender os 278 anos de Mato Grosso passa necessariamente pela relação histórica entre Cuiabá e a formação territorial do estado.

“Primeiro veio Cuiabá. A antiga Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá surgiu antes mesmo da criação da Capitania de Mato Grosso. Esse território chegou a compreender áreas que hoje pertencem aos estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia”, explicou.

Segundo ele, a diversidade regional do estado é resultado dos diferentes processos históricos de ocupação, colonização e exploração econômica.

Leia Também:  Russi classifica como positivo o encontro com o ministro Flávio Dino

“Conseguimos compreender o atual Mato Grosso a partir dos movimentos históricos de colonização, da Marcha para o Oeste, das colonizadoras e também da exploração mineral. Muitos municípios nasceram da mineração do ouro e do diamante e hoje enfrentam novos desafios econômicos”, observou.

O historiador também ressaltou a importância da Assembleia Legislativa na organização administrativa do estado e no atendimento das demandas municipais.

“A Assembleia não está limitada ao espaço físico desta Casa. Os parlamentares têm responsabilidade com todos os 142 municípios, independentemente do tamanho ou da localização”, destacou.

Desafio das distâncias Com dimensões continentais, Mato Grosso enfrenta desafios históricos relacionados às distâncias e à integração regional. Conforme Edevamilton, aproximar os municípios mais distantes da capital e fortalecer a identidade mato-grossense ainda é uma missão permanente dos poderes públicos.

“Sentir a dor de quem mora em Guarantã do Norte, Vila Rica, Santa Terezinha, Luciara, Ponte Branca ou Nova Bandeirantes não é tarefa fácil. A função desta Casa é justamente contribuir para amenizar esses impactos por meio da legislação e das políticas públicas para que todos municípios se desenvolvam”, afirmou.

O historiador lembrou ainda que muitos moradores de regiões de fronteira cultural acabam consumindo serviços e referências de outros estados, o que reforça a importância da atuação institucional no fortalecimento da identidade estadual.

“Mato Grosso talvez seja um dos estados mais diversos culturalmente do Brasil. Temos 46 povos indígenas, além de migrantes de todas as regiões do país. Essa diversidade é uma das maiores riquezas do estado”, concluiu.

LEI – A celebração dos 278 anos de Mato Grosso é oficialmente reconhecida pela Lei nº 8.007, de 26 de novembro de 2003, de autoria do então deputado estadual João Malheiros, sancionada durante o governo de Blairo Maggi. A legislação instituiu o aniversário do estado como efeméride estadual e definiu o dia 9 de maio como data oficial de comemoração da história, da cultura e do desenvolvimento mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA