Durante a sessão plenária desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um pronunciamento firme sobre a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais. Ele cobrou transparência da gestão estadual e defendeu um reajuste superior ao índice proposto pelo Executivo de 4,26%.
Ao tratar da situação fiscal, o parlamentar destacou que o governo de Mato Grosso encerrou o exercício de 2024 com mais de R$ 11 bilhões em caixa, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Segundo ele, os números demonstram claramente que há margem financeira para avançar na recomposição salarial do funcionalismo público. “Contra fatos não há argumentos. Ao mesmo tempo, concedeu cerca de R$ 10 bilhões em incentivos fiscais, recursos que deixaram de entrar nos cofres públicos”, afirmou.
Wilson também ressaltou que aproximadamente 31% da receita estadual deixou de ser arrecadada devido à política de incentivos fiscais, enquanto os servidores públicos acumulam perdas salariais significativas ao longo dos últimos anos.
Durante a sua fala, o parlamentar declarou apoio à proposta apresentada pelo deputado Lúdio Cabral (PT), que busca ampliar o percentual de recomposição salarial. A emenda prevê que, além dos 4,26% propostos pelo governo do Estado – índice baseado no IPCA -, os servidores recebam mais 4,92%, como forma de amenizar parte das perdas acumuladas nos últimos sete anos.
Apesar do debate em plenário, o projeto de lei que trata da RGA ainda não foi encaminhado pelo governador Mauro Mendes (União) à Assembleia Legislativa. A ausência da proposta impediu qualquer votação nesta quarta-feira. Nesta condição, o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (PSB), explicou que a sessão foi marcada devido ao prazo necessário para que o reajuste possa ser incluído na folha de pagamento dos servidores. No entanto, sem o envio formal do projeto pelo Executivo, não há base legal para a deliberação.
“Coloquei o projeto na pauta por causa do prazo para entrar na folha, mas ele não chegou à Assembleia. Se não chegar, não tem como votar”, afirmou Max Russi que solicitou aos parlamentares ficarem de sobreaviso para retomarem a votação, assim que o projeto da RGA for oficialmente protocolado na Casa de Leis.
O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), evitou comentar nesta segunda-feira (3) as articulações que envolvem a formação das chapas para as eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal da CBN Cuiabá, ele afirmou que aguardará a conclusão das convenções partidárias antes de se posicionar sobre a possível composição entre PL, MDB e outras siglas.
Questionado sobre a eventual confirmação de José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) como candidatos ao Senado na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), Galvan descartou fazer qualquer avaliação neste momento.
“Eu não entro nessa discussão da política ping-pong. Uma hora está aqui, outra hora está ali. Na quinta-feira, quando estiver tudo consolidado, quem é quem e onde cada um vai estar, eu vou me manifestar sobre esse assunto”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o cenário político ainda é marcado por mudanças constantes, o que, na avaliação dele, impede qualquer análise definitiva antes do encerramento das convenções.
“O que o político fala de manhã já muda ao meio-dia. O que fala ao meio-dia já muda à tarde. Vamos deixar consolidar para depois definir o que pode ser falado sobre esse assunto”, acrescentou.
Durante a entrevista, Galvan também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a responsabilização de ministros da Corte. Ao responder perguntas sobre sua posição em relação ao Judiciário, afirmou discordar das decisões envolvendo os atos de 8 de Janeiro e do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pré-candidato citou ainda o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu enquanto estava preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, e questionou decisões tomadas pelo STF.
Galvan também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que há denúncias envolvendo diferentes ministérios e voltou a defender a instalação de investigações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao final da entrevista, ao ser questionado sobre investigações envolvendo integrantes da família Bolsonaro, Galvan respondeu que também deveriam ser discutidos casos envolvendo integrantes do governo federal e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça.
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