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Vereadora propõe banir crianças de semáforos e gera polêmica

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A vereadora Dr.ª Mara (Podemos) defendeu nesta quinta-feira (6) um projeto de lei que busca proibir a presença de crianças em vias públicas, semáforos e avenidas de Cuiabá. Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal, ela alegou, sem apresentar comprovação científica, que a prática de pedir dinheiro nas ruas pode levar ao desenvolvimento de transtornos como bipolaridade e falta de senso de responsabilidade.

“As crianças são, em sua grande maioria, venezuelanas. A gente não vê o costume dessas crianças pedindo no semáforo e avenidas como, por exemplo, os filhos de haitianos”, declarou a parlamentar. Ela também afirmou, sem apresentar evidências, que há troca de crianças entre pedintes para aumentar a comoção e arrecadar mais esmolas.

Ainda segundo a vereadora, o Conselho Tutelar não notificou, nos últimos seis anos, nenhuma família envolvida nessas situações. Ela reforçou a ideia de que pedir esmolas prejudica o desenvolvimento infantil: “Elas desenvolvem transtornos bipolares, déficit de atenção nas escolas, não criam responsabilidade de crianças”, afirmou.

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Dr.ª Mara também declarou que os venezuelanos têm “o costume do pedinte” e chegou a acusar brasileiros de fingirem ser imigrantes para conseguir dinheiro nas ruas. Ela mencionou que a maioria das famílias venezuelanas está assistida por programas sociais como o Bolsa Família e pela Assistência Social do Município, mas não apresentou dados que sustentem essa informação.

Por outro lado, um estudo do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), baseado em informações da Associação da Comunidade Venezuelana de Cuiabá, aponta que 88% das mães venezuelanas na capital são mães solo. A pesquisa ainda revela que a pandemia de covid-19 agravou a situação econômica dessas famílias, aumentando o desemprego e a informalidade, que atinge cerca de 88% das mulheres imigrantes.

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Política MT

Pivetta sobe para 42,4% e Wellington cai para 29,6%, aponta Paraná Pesquisas

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 42,4% das intenções de voto na nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para o Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) registra 29,6%, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 13,5%.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a diferença entre Pivetta e Fagundes é de 12,8 pontos percentuais. Os demais candidatos aparecem abaixo de 1%.

Sargento Laudicério (Agir) registra 0,8%, enquanto Mauricio Coelho (PMN) e Rafaell Milas (Missão) aparecem com 0,4% cada. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7,1%. Outros 5,8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa mostra ainda mudanças nas intenções de voto em relação às rodadas anteriores do instituto. Pivetta passou de 39% em agosto para 40,8% no início de setembro e chegou aos atuais 42,4%. Fagundes, por sua vez, tinha 35% em agosto, registrou 30% na pesquisa anterior e aparece agora com 29,6%. Natasha também oscilou positivamente, passando de 8,7% para 12% e, posteriormente, para 13,5%.

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Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Pivetta aparece com 27%, seguido por Fagundes, com 14%, e Natasha, com 5,9%. Laudicério registra 0,3% e Rafaell Milas, 0,1%. Outros nomes somam 0,4%.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Fagundes. Nesse cenário, Pivetta registra 49,1% das intenções de voto, enquanto Fagundes aparece com 37,4%. Brancos, nulos e nenhum dos candidatos somam 7,7%, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

Em dezembro de 2025, no mesmo confronto, Fagundes aparecia com 48,6% e Pivetta com 32,8%, segundo o levantamento citado na pesquisa atual.

A Paraná Pesquisas também mediu a rejeição. Fagundes registra 26,8%, seguido por Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%. Nesse quesito, os entrevistados poderiam indicar mais de um candidato.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 1.352 eleitores de 50 municípios de Mato Grosso. A margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-09335/2026.

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