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“Todos somos Bolsonaro”: Samantha usa foto da família para reafirmar posição política

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O 7 de Setembro teve um recado político bastante claro nas redes sociais da primeira-dama de Cuiabá e vereadora Samantha Íris (PL).

Em uma fotografia publicada durante a data cívica, a família aparece reunida, com os filhos vestidos com trajes que remetem à Polícia Militar. Mas foi a legenda que deu o tom político à imagem.

Sem deixar espaço para interpretações, Samantha escreveu: “Abílio é BOLSONARO. Samantha é BOLSONARO. Sebastian é BOLSONARO. Ana é BOLSONARO”.

A escolha das palavras chama atenção justamente pela repetição. O nome de Bolsonaro aparece associado individualmente a cada integrante da família, transformando uma fotografia familiar em uma espécie de declaração coletiva de identidade política.

Na política, símbolos raramente são escolhidos por acaso. E o 7 de Setembro, uma das principais datas do calendário cívico brasileiro, tornou-se nos últimos anos também um dos momentos de maior demonstração pública de força entre diferentes correntes políticas.

Em Cuiabá, a postagem ganha ainda outro ingrediente: Samantha não é apenas primeira-dama. É vereadora e se movimenta eleitoralmente de olho em uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nesse cenário, reafirmar o vínculo com o bolsonarismo significa também falar com um eleitorado que tem peso importante na política mato-grossense.

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A mensagem, portanto, vai além da fotografia de família. É uma sinalização política feita em público, em uma data carregada de simbolismo e com uma frase curta, direta e repetida quatro vezes.

Se havia alguma dúvida sobre qual identidade política a família pretende projetar neste momento, Samantha tratou de eliminá-la em poucas palavras: Bolsonaro, do primeiro ao último nome da legenda.

 

 

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Mazé quer saúde, educação e assistência trabalhando juntas para garantir aprendizagem

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Professora há quase 30 anos e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda quer ampliar o debate sobre educação para além da sala de aula. Para ela, garantir que uma criança aprenda exige também que o Estado consiga identificar e atender problemas de saúde, desenvolvimento e saúde mental que podem interferir diretamente no processo de aprendizagem.

Na avaliação da professora, a escola não pode ser responsabilizada sozinha por situações que dependem de atendimento especializado. Ela defende uma rede de apoio integrada, envolvendo educação, saúde e assistência social, com acesso a profissionais como psicólogos, pedagogos, psiquiatras, oftalmologistas e otorrinolaringologistas, conforme a necessidade de cada estudante.

“Eu quero que o Estado forneça uma rede de apoio. Saúde psicológica, escola, pedagogo, psiquiatra, toda a saúde precisa estar envolvida, porque dentro da escola estão os nossos estudantes e muitas vezes os problemas aparecem ali”, afirma Mazé.

A proposta encontra respaldo na Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares, criada pela Lei nº 14.819/2024. A legislação estabelece entre seus objetivos promover a saúde mental da comunidade escolar e garantir acesso à atenção psicossocial, além de determinar a integração entre os serviços de educação, saúde e assistência social.

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Para Mazé, essa integração precisa funcionar na prática. Ela cita situações em que o professor percebe que um aluno não consegue acompanhar as atividades, mas a dificuldade pode estar relacionada a um problema que precisa ser investigado por um profissional da saúde.

“Se o menino não enxerga, precisa de um oftalmologista. Se não ouve direito, precisa de um otorrino. Se existe uma questão psicológica ou psiquiátrica, precisa ser avaliada. Às vezes ele precisa de medicação e essa medicação não pode simplesmente faltar. A escola precisa ter condições de encaminhar e acompanhar esse estudante”, explica.

Segundo a professora, o objetivo não é transformar a escola em unidade de saúde, mas criar uma rede capaz de responder rapidamente às necessidades dos estudantes. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), por exemplo, tem caráter complementar ou suplementar à escolarização e busca promover autonomia e independência dos alunos, mas não substitui a frequência na sala de aula comum.

Aprendizagem não pode ser tratada apenas como índice

Mazé também critica uma visão de educação concentrada exclusivamente em metas e indicadores. Para ela, os resultados de aprendizagem precisam ser acompanhados, mas não podem ser analisados sem considerar as condições individuais de cada estudante.

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O próprio Inep utiliza avaliações como o Saeb para produzir informações sobre a qualidade da educação e subsidiar políticas públicas. O governo federal também estabeleceu metas de alfabetização e de recomposição das aprendizagens, especialmente nos anos iniciais.

“Não adianta olhar apenas para o resultado final. Antes de perguntar por que esse aluno não aprendeu, precisamos perguntar se ele está enxergando, se está ouvindo, se tem algum problema de saúde, se está emocionalmente bem e se recebeu o atendimento de que precisava”, argumenta a candidata.

Na visão da professora, uma política educacional eficiente precisa unir professor, família, escola e profissionais da saúde, criando um fluxo de atendimento para que a dificuldade identificada em sala de aula não se transforme em um problema permanente de aprendizagem.

“Quando a criança está na escola, o nosso objetivo é que ela aprenda. Mas, para isso, precisamos dar condições. A escola precisa ensinar e o Estado precisa garantir a rede de apoio para que esse aluno consiga aprender”, afirma Mazé.

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