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Paulo Araújo propõe criação da Política Estadual de Prevenção e Tratamento do Câncer Masculino

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A luta contra o câncer masculino ganhou um novo reforço na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Paulo Araújo (PP) apresentou, durante a sessão plenária da última quarta-feira (29), o Projeto de Lei nº 1715/2025, que institui a Política Estadual de Prevenção, Diagnóstico Precoce e Tratamento do Câncer Masculino. A proposta estabelece diretrizes e ações permanentes voltadas à saúde do homem, com foco especial na prevenção do câncer de próstata e do câncer testicular.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa busca quebrar paradigmas culturais e aproximar os homens dos serviços de saúde, promovendo uma mudança de comportamento que salve vidas. “Ainda há muito preconceito e desinformação quando se fala em prevenção entre os homens. Muitos só procuram atendimento quando os sintomas já estão avançados, e isso tem custado vidas. A nossa proposta vem justamente para mudar essa realidade, incentivando o cuidado com a saúde e garantindo atendimento especializado e gratuito em todo o estado”, destacou Paulo Araújo.

A política estadual proposta abrange campanhas permanentes de conscientização, ampliação do acesso aos serviços especializados em urologia e oncologia, além de capacitação de profissionais de saúde para o atendimento humanizado ao público masculino. O texto também prevê parcerias com universidades, conselhos de saúde, empresas e organizações da sociedade civil, visando fortalecer as ações educativas e de prevenção.

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O projeto ainda institui o Mês Estadual de Conscientização sobre o Câncer Masculino, a ser celebrado anualmente em novembro, reforçando as ações da campanha: “Novembro Azul”. Durante o período, o Poder Público deverá realizar mutirões de exames preventivos, campanhas educativas e iluminação de prédios públicos na cor azul, como forma de chamar atenção para o tema. “Esse projeto é um compromisso com a vida e com a saúde dos homens mato-grossenses. Queremos que o Estado atue de forma permanente, descentralizada e preventiva, garantindo que o diagnóstico chegue cedo e o tratamento seja acessível a todos”, completou o deputado.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Estima-se que milhares de novos casos sejam registrados anualmente, muitos deles evitáveis com prevenção e diagnóstico precoce.

O Projeto de Lei, agora passará por cinco sessões e, posteriormente segue para análise das comissões permanentes da Assembleia Legislativa, antes de ser votado em plenário.

Fonte: ALMT – MT

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Política MT

Eliane Xunakalo defende redirecionar emendas para apoio a mulheres vítimas de violência

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(Matéria de Jairo Pitolé)

A deputada em exercício, Eliane Xunakalo (PT), apresentou na manhã desta quarta-feira (29), um substitutivo integral ao Projeto de Lei 1.470/2024, em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A nova redação prevê a destinação de emendas parlamentares para criação de casas de acolhimento e de um programa de capacitação profissionais para as mulheres vítimas de violência. Ao contrário da redação anterior, que previa destino de emendas a clubes de tiros, localizados em Mato Grosso, para aquisição de munições e alvos e alvos destinados a mulheres detentoras de porte ou posse de arma de fogo.

Segundo a deputada, Mato Grosso tem registrado a maior taxa proporcional de feminicídios no país. Ou seja, Mato Grosso é líder nesta modalidade. “Arma de fogo em casa é um perigo. Por isso, o seu uso jamais pode ser visto como opção para reverter essa situação. Ao contrário, o que precisamos é de políticas públicas, que previnam, acolham e mantenham vivas as mulheres. Mulheres vivas significam famílias vivas”, justificou.

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Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 42 casos de feminicídios em Mato Grosso, o que representa uma taxa de 2,5 casos a cada 100 mil habitantes – a maior do Brasil. Já no ano passado (2025), de acordo com os dados do Observatório Caliandra, divulgado pelo MPMT (Ministério Público de Mato Grosso), foram 52 casos. Entre as vítimas, sete possuíam medidas protetivas de urgência, ao contrário das outras 45, que, quando foram assassinadas, não possuíam nenhum tipo de proteção judicial.

Neste ano, com base nos dados registrados até 12 de abril, Mato Grosso registrou 13 casos. As principais causas destes crimes são término de relacionamento, ciúmes associados ao sentimento de posse e a total falta de respeito à condição feminina.

Fonte: ALMT – MT

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