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Jornada debate desafios da saúde da mulher e defende ampliação de políticas públicas em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado Paulo Araújo (Republicanos), realizou a 1ª Jornada Mato-Grossense de Saúde da Mulher, nesta terça-feira (9), no auditório Milton Figueiredo. O debate teve como objetivo fortalecer a conscientização sobre a saúde feminina, e ampliar o acesso à informação de qualidade.

Com o tema “Cuidar de Si é o primeiro passo para uma vida plena”, a jornada busca incentivar o autocuidado, a prevenção de doenças e fortalecimento das redes de apoio às mulheres. A programação contou com palestras ministradas por profissionais reconhecidas, abordando assuntos, que vão desde a saúde ginecológica até a saúde mental e o enfrentamento à violência contra a mulher.

De acordo com médica ginecologista, Vânia Viana, que falou do tema “Saúde Ginecológica da Mulher, a dificuldade de acesso a exames básicos, a demora para diagnósticos e o longo tempo de espera por tratamentos especializados continuam sendo alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres na rede pública de saúde.

Ela, que está atuando em Mato Grosso há mais de duas décadas, aponta a necessidade de políticas públicas permanentes e efetivas voltadas à saúde feminina. Segundo a médica, procedimentos considerados simples, como a realização de exames preventivos, mamografias e ultrassonografias, ainda estão fora do alcance de muitas pacientes.

Como consequência, diversas mulheres acabam chegando aos serviços de saúde apenas quando a doença já apresenta sintomas ou está em estágio mais avançado. “São exames básicos que muitas vezes não conseguem ser realizados. Quando a mulher finalmente consegue atendimento, geralmente já está enfrentando algum problema de saúde. Precisamos mudar essa realidade”, afirmou Viana.

Além da prevenção, a especialista destaca as dificuldades enfrentadas por pacientes que aguardam cirurgias ginecológicas para doenças benignas, além da demora para a confirmação de diagnósticos e início de tratamentos em casos de câncer.

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Viana ressalta que a atenção à saúde da mulher não deve se limitar ao combate ao câncer. Doenças como a endometriose, que afeta milhões de brasileiras, e questões relacionadas à menopausa também precisam ser incorporadas de forma mais ampla às políticas públicas.

“A mulher precisa de assistência integral. Muitas pacientes com endometriose não encontram locais adequados para tratamento. A menopausa também exige acompanhamento e informação. É preciso olhar para a saúde feminina de forma completa”, observou a ginecologista.

Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliação da estrutura especializada em Mato Grosso. Para a médica, um estado com a dimensão territorial e a importância econômica de Mato Grosso precisa contar com um hospital materno-infantil de referência capaz de atender tanto a capital quanto os municípios do interior.

“Precisamos de uma estrutura completa, com maternidade, exames especializados, ultrassonografia e atendimento de alta complexidade. Mato Grosso tem condições de oferecer isso à população”, avaliou.

Representando o deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos), Dúbia Oliveira Campos destacou que a 1ª Jornada da Saúde da Mulher foi realizada com o objetivo de discutir temas alinhados à realidade enfrentada pelas mulheres e contribuir para a construção de um projeto voltado inicialmente aos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo ela, a proposta é expandir a iniciativa para as regionais, aproximando os serviços da população por meio de uma equipe multidisciplinar capacitada para promover o diagnóstico precoce e o acompanhamento de mulheres com maior propensão ao câncer.

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A psicóloga Adriana Kliemaschewsk, que falou sobre os desafios da saúde mental feminina, destacando questões como sobrecarga emocional e promoção do bem-estar, chamou a atenção à necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao acolhimento e à promoção da saúde feminina, destacando que as mulheres apresentam índices mais elevados de ansiedade e depressão em comparação aos homens.

Segundo a especialista, a realidade vivida por muitas mulheres é marcada por múltiplas responsabilidades, que vão desde as atividades profissionais até os cuidados com a família e a comunidade. Esse acúmulo de funções acaba gerando uma sobrecarga emocional que afeta diretamente a qualidade de vida e o bem-estar.

“A mulher enfrenta jornadas múltiplas, além de lidar com desigualdades sociais e com uma responsabilidade maior relacionada ao cuidado. Tudo isso contribui para o aumento dos quadros de ansiedade e depressão”, explicou.

Durante sua fala, a psicóloga ressaltou que a saúde deve ser compreendida de forma integral, envolvendo aspectos físicos, mentais e sociais. Para ela, cuidar da saúde mental feminina é tão importante quanto garantir acesso a exames, consultas e tratamentos médicos.

A psicóloga também destacou a relevância do debate promovido pela Assembleia Legislativa e o papel estratégico do poder público na formulação de ações voltadas às mulheres. De acordo com ela, os impactos do sofrimento emocional feminino ultrapassam a esfera individual e refletem diretamente na dinâmica familiar, comunitária e profissional.

“Quando uma mulher sofre, esse sofrimento não fica restrito a ela. Ele alcança a família, a comunidade e os ambientes de trabalho. Por isso, precisamos compreender a saúde mental da mulher como uma questão de saúde pública”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta sobe para 42,4% e Wellington cai para 29,6%, aponta Paraná Pesquisas

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 42,4% das intenções de voto na nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para o Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) registra 29,6%, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 13,5%.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a diferença entre Pivetta e Fagundes é de 12,8 pontos percentuais. Os demais candidatos aparecem abaixo de 1%.

Sargento Laudicério (Agir) registra 0,8%, enquanto Mauricio Coelho (PMN) e Rafaell Milas (Missão) aparecem com 0,4% cada. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7,1%. Outros 5,8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa mostra ainda mudanças nas intenções de voto em relação às rodadas anteriores do instituto. Pivetta passou de 39% em agosto para 40,8% no início de setembro e chegou aos atuais 42,4%. Fagundes, por sua vez, tinha 35% em agosto, registrou 30% na pesquisa anterior e aparece agora com 29,6%. Natasha também oscilou positivamente, passando de 8,7% para 12% e, posteriormente, para 13,5%.

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Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Pivetta aparece com 27%, seguido por Fagundes, com 14%, e Natasha, com 5,9%. Laudicério registra 0,3% e Rafaell Milas, 0,1%. Outros nomes somam 0,4%.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Fagundes. Nesse cenário, Pivetta registra 49,1% das intenções de voto, enquanto Fagundes aparece com 37,4%. Brancos, nulos e nenhum dos candidatos somam 7,7%, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

Em dezembro de 2025, no mesmo confronto, Fagundes aparecia com 48,6% e Pivetta com 32,8%, segundo o levantamento citado na pesquisa atual.

A Paraná Pesquisas também mediu a rejeição. Fagundes registra 26,8%, seguido por Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%. Nesse quesito, os entrevistados poderiam indicar mais de um candidato.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 1.352 eleitores de 50 municípios de Mato Grosso. A margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-09335/2026.

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