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Deputado estadual Chico Guarnieri integra CST da Usina Hidrelétrica de Colíder

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O deputado Chico Guarnieri (PRD) integra a Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que vai debater os impactos do rebaixamento do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) de Colíder. A mudança no nível do reservatório ocorreu por conta do rompimento de dutos do sistema da UHE, localizada no Rio Teles Pires.

A instalação da CST foi realizada nesta segunda-feira (15), em Cuiabá, na Assembleia Legislativa e põe no protagonismo o rebaixamento controlado do nível do reservatório da UHE de Colíder, iniciado em agosto de 2025. À época, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), empresa responsável pela usina, identificou problemas em quatro dos 70 drenos existentes no sistema.

“Isso causou uma vazão hídrica acima do normal e, assim, a empresa responsável decidiu reduzir o nível do reservatório, como medida protetiva. A Eletrobrás afirmou não haver risco de rompimento da barragem da hidrelétrica que abrange: Colíder, Nova Canaã do Norte, Cláudia e Itaúba, produzindo energia suficiente para abastecer aproximadamente 850 mil habitantes”, explica o deputado Chico Guarnieri.

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Segundo ele, a ação de rebaixamento gerou muitos impactos ambientais como a mortandade de peixes em áreas ensecadas, o que influencia na segurança alimentar da população da região. Além disso, empreendimentos turísticos e pesqueiros também sofreram prejuízos com cancelamento de reservas e suspensão de eventos relacionados ao rio, que seriam realizados nesse período. Essas situações foram, inclusive, reconhecidas em uma vistoria feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

O deputado Chico Guarnieri afirma que é preciso compreender que os impactos desse rebaixamento vão muito além da questão técnica da usina para que a ALMT possa atuar assertivamente em prol da população afetada.

“É nosso dever, aqui na Câmara Setorial Temática, atuar de forma firme para buscar soluções que protejam esse patrimônio natural e garantam a sustentabilidade do setor turístico e econômico da região. Vamos cobrar medidas responsáveis, que preservem o meio ambiente, assegurem os direitos das comunidades e mantenham vivo esse potencial turístico que é fundamental para o desenvolvimento regional de Mato Grosso”, afirma.

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Deliberações – Durante a reunião de instalação, a CST aprovou uma série de requerimentos solicitando informações a diferentes órgãos e instituições. Os pedidos têm como foco esclarecer os fatores técnicos, ambientais, econômicos e sociais relacionados à medida que afetou diretamente comunidades, trabalhadores e o meio ambiente no entorno do reservatório.

Composição da CST – A Câmara é presidida pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), tem o deputado Beto Dois a Um (PSB) como relator e a deputada Janaina Riva (MBD) como secretária. Os demais membros são: Faissal Calil (Cidadania), Gilberto Cattani (PL), Júlio Campos (União Brasil), e os prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (PRD), de Colíder, Marcos Fernando Feldhaus (União), de Cláudia, Antônio Ferreira de Oliveira Neto (PSB), de Itaúba, e Vinicius Oliveira (União Brasil), de Nova Canaã do Norte.

Fonte: ALMT – MT

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Janaina Riva defende penas mais severas e reforça papel das procuradorias no combate à violência

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A inauguração da 48ª Procuradoria da Mulher de Mato Grosso, na Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis, foi marcada por uma fala contundente da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que defendeu o endurecimento das leis brasileiras contra crimes sexuais e reforçou a importância da atuação integrada da rede de proteção às mulheres e crianças para romper o ciclo da violência.

Durante a solenidade, realizada nesta terça-feira (23), a parlamentar destacou que o enfrentamento à violência não pode se limitar às ações após a ocorrência do crime e defendeu o fortalecimento das estruturas de acolhimento nos municípios.

“Hoje, quando a gente fala de violência, nós falamos de enxugar gelo, porque quase sempre o combate acontece depois que o crime já foi cometido. Precisamos trabalhar de forma preventiva e é justamente esse o papel das procuradorias”, afirmou.

Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Janaina ressaltou que as procuradorias municipais funcionam como porta de entrada para mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento dentro da rede de proteção.

Segundo ela, a experiência da Procuradoria da Mulher da Assembleia demonstra a importância dessa proximidade com a população. “Em apenas um ano, atendemos quase 600 mulheres. Muitas não sabem sequer qual órgão procurar. Elas procuram o vereador, a deputada, porque existe uma relação de confiança e proximidade que a política proporciona”, explicou.

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A deputada também chamou atenção para os altos índices de violência registrados em Mato Grosso, estado que lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de feminicídios proporcionais.

“Hoje, a chance de uma mulher morrer em Mato Grosso é quase o dobro da média nacional. Nossas crianças também correm muito mais risco de serem vítimas de abuso sexual. Existe algo errado e esse algo é a ausência de prevenção”, alertou.

Janaina defendeu que o trabalho preventivo seja levado para dentro das escolas, creches, bairros e comunidades, por meio da atuação conjunta entre os poderes públicos, entidades e lideranças locais.

“Quem cuida das mulheres de Campo Novo são vocês, que estão próximos delas. Não adianta imaginar que a Assembleia ou o Governo do Estado vão resolver tudo. O enfrentamento à violência é uma rede e essa rede precisa estar unida”, disse.

Ao abordar a legislação penal brasileira, a parlamentar afirmou que o Congresso Nacional precisa enfrentar com mais firmeza o debate sobre punições mais severas para crimes praticados contra crianças e mulheres.

“Tenho convicção de que precisamos mudar as legislações brasileiras. Não é apenas aumentar pena. Pedófilo tem que apodrecer dentro da cadeia. Não pode voltar ao convívio social. Precisamos ter coragem para discutir isso”, declarou.

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Janaina também reforçou a necessidade de romper a cultura do silêncio em torno da violência doméstica e dos abusos sexuais, defendendo que a denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de agressões.

“Não denunciar é o que leva ao feminicídio, à morte e à continuidade da violência. Precisamos acabar com essa ideia de que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Tem que meter a colher, sim”, afirmou.

A deputada destacou ainda os resultados obtidos por mecanismos como a Patrulha Maria da Penha, que apresenta baixos índices de reincidência entre os casos acompanhados, e defendeu a ampliação do atendimento psicológico e psiquiátrico tanto para vítimas quanto para agressores, como forma de evitar novos episódios de violência.

Para Janaina, a inauguração da Procuradoria da Mulher em Campo Novo do Parecis representa um avanço importante na construção de uma rede permanente de proteção.

“Compartilhar informação é salvar vidas. É conversando, orientando e acolhendo que conseguiremos preparar as novas gerações para que, no futuro, não precisemos mais apenas enxugar gelo”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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