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Curso da ALMT incentiva mulheres a ocuparem espaços na política

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Escola do Legislativo e da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), disponibiliza gratuitamente o Curso de Qualificação Político-Eleitoral para Mulheres. Oferecida na modalidade de ensino a distância (EAD), a capacitação busca ampliar o acesso das mulheres ao conhecimento político e eleitoral, fortalecendo a participação feminina nos espaços de decisão e o exercício da cidadania. As interessadas podem acessar a plataforma da Escola do Legislativo pelo link. É preciso realizar o cadastro ou fazer o login e, em seguida, localizar o curso na página inicial.

O curso aborda temas como Sistema Eleitoral Brasileiro, Legislação Eleitoral, Partidos Políticos, Inelegibilidades, entendimentos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além da atuação política feminina. O conteúdo está disponível para qualquer pessoa interessada.

De acordo com a subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o acesso das mulheres à formação política. “A Assembleia identificou o quanto ainda é difícil levar capacitação política às mulheres. Historicamente, muitas não tiveram acesso a esse conhecimento nem ao incentivo necessário para se sentirem preparadas para participar da política. O curso foi pensado justamente para mudar essa realidade, oferecendo informação de forma simples e acessível para que elas possam visualizar a política como parte dos seus projetos de vida”, destacou.

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Segundo Francielle, a formação contribui para aumentar a confiança das mulheres que desejam atuar na política. “Precisamos aumentar a representatividade das mulheres na política. Com capacitação, elas se sentem mais seguras para tirar esse sonho do papel ou mesmo para trabalhar com a política nos bastidores, entendendo melhor seu papel e sua representatividade”, afirmou.

Além de preparar futuras lideranças, o curso também busca fortalecer a participação cidadã das mulheres. “É efetivamente um serviço gratuito para a promoção da cidadania das mulheres. Foi pensado para que elas tenham acesso à informação de forma simples e gratuita, seja para atuar politicamente, ajudar outras pessoas ou exercer seu direito de cobrar e fiscalizar os agentes públicos”, observou.

A subprocuradora destaca que o conteúdo foi estruturado em linguagem acessível para mulheres de diferentes perfis. “É um curso pensado para qualquer mulher que tenha o sonho de entrar para a política ou de trabalhar na política. Desde a feirante, a presidente de associação ou a mulher que administra um grupo de mães, todas podem se beneficiar dessa capacitação”, explicou.

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O curso é resultado de uma parceria entre a Procuradoria Especial da Mulher, a Escola do Legislativo e a Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep). Com carga horária de oito horas, a capacitação é composta por seis módulos.

Fonte: ALMT – MT

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Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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