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Assembleia Legislativa celebra 190 anos da Polícia Militar com sessão especial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), uma sessão especial proposta pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), para celebrar os 190 anos de fundação da Polícia Militar do Estado. O evento reuniu autoridades civis e militares no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour e contou com a entrega de mais de 70 comendas, títulos e moções de aplausos a policiais militares que contribuíram para a segurança pública.

Entre as homenagens, destacou-se a entrega da Comenda Filinto Müller, a mais alta honraria concedida pelo Legislativo estadual, ao coronel César Roveri. Também foram outorgadas a Comenda Marechal Cândido Rondon e o Título de Cidadão Mato-Grossense a militares que se destacaram em suas trajetórias, como os coronéis José Nildo de Oliveira, Noelson Carlos Silva Dias, e o tenente-coronel Thiago Braz de Oliveira.

Além deles, outros policiais militares receberam moções de aplausos, reconhecendo o trabalho desempenhado em diversas regiões do estado. O comandante-geral da corporação, coronel Claudio Tinoco, agradeceu a homenagem e reforçou a importância da parceria entre a Polícia Militar e a Assembleia Legislativa. Segundo ele, o apoio do Parlamento estadual é fundamental para fortalecer as ações da corporação.

Durante a sessão especial, o deputado Wilson Santos (PSD) destacou a relevância histórica e social da Polícia Militar, ressaltando que a corporação representa o próprio Estado em sua essência, com virtudes e desafios. Ele enfatizou a necessidade de aprender com os 190 anos de trajetória, mas sobretudo de projetar o futuro de uma polícia cada vez mais técnica, instrumentalizada e próxima da comunidade.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

“A Polícia Militar foi criada no mesmo ano da Assembleia Legislativa, em 1835, constitui, ao lado do Parlamento e de outras carreiras de Estado, um pilar fundamental na construção de Mato Grosso, devendo ser vista não como uma instituição a ser temida, mas respeitada pelo seu papel de garantir paz, ordem e segurança à sociedade”, afirmou Santos.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Tinoco, destacou que a instituição soma 190 anos de dedicação e compromisso, marcada pela entrega de homens e mulheres que, mesmo diante de riscos e perigos, deixaram suas famílias para proteger a sociedade mato-grossense.

Ele ressaltou que a PM está em todos os municípios do estado, garantindo segurança para que Mato Grosso se consolidasse como potência nacional na produção agrícola e na exportação de grãos. “A Operação Tolerância Zero tem garantido resultados expressivos, com redução de quase 30% nos homicídios e mais de 40% nos roubos e furtos, além de assegurar segurança jurídica no campo, coibindo ocupações ilegais e fortalecendo o ambiente de desenvolvimento econômico”, explicou Tinoco.

O secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto Roveri, afirmou durante a sessão a relevância histórica da Polícia Militar, que nasceu praticamente junto com a Assembleia Legislativa, ambas garantindo os direitos constitucionais da população desde 1835.

Roveri ressaltou o apoio do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta nos investimentos realizados na segurança pública, além de citar a aprovação de leis que ampliaram vagas de promoção dentro da carreira militar, beneficiando subtenentes e sargentos.

“Em dezembro será encaminhado à Assembleia Legislativa um novo projeto de lei para a promoção de 1.200 soldados da Polícia Militar e mais de 300 soldados do Corpo de Bombeiros, reforçando que nenhum profissional das forças de segurança será deixado para trás”, anunciou Roveri.

Durante a sessão solene, o deputado Wilson Santos leu o discurso do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), que está em viagem, destacando os 190 anos de história da Polícia Militar de Mato Grosso. No texto, Russi ressaltou que a corporação se consolidou como referência em disciplina, coragem e compromisso com a vida, lembrando que, além das homenagens, a semana foi marcada pela promoção de 980 policiais, entre praças e oficiais, fortalecendo a liderança da instituição.

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No discurso, Russi frisou o papel da Assembleia Legislativa na valorização da “tropa” e na modernização da estrutura de segurança, reforçando a importância de unir esforços contra os desafios do crime organizado, que se reinventa constantemente. “O enfrentamento às facções, ao tráfico de drogas, ao contrabando e à lavagem de dinheiro exige não apenas força, mas também inteligência, tecnologia e integração entre os Estados, área em que a Polícia Militar de Mato Grosso tem se mostrado protagonista”, disse Russi.

O coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Ottoni Cézar Castro Soares, afirmou a importância da instituição como promotora da paz social e garantidora de direitos fundamentais, como liberdade, igualdade, justiça e ordem pública. Segundo ele, a formação dos policiais exige preparo diferenciado, pois esses profissionais são chamados justamente quando outras instâncias, como a família, a igreja e os grupos sociais, falham.

“Nos momentos de tensão e desequilíbrio é essencial que o policial militar demonstre equilíbrio emocional e siga protocolos adequados para restabelecer a harmonia”. Com quase três décadas de carreira, Ottoni afirmou que levará consigo amizades, aprendizados e uma nova forma de enxergar a sociedade. Ao receber o título de cidadão mato-grossense, ele enfatizou seu vínculo com o estado, onde vive desde 1985 e aprendeu a valorizar a dedicação de um povo trabalhador e de bem.

Criação da PMMT – Polícia Militar de Mato Grosso teve sua origem em 31 de agosto de 1835, quando a Comissão das Câmaras apresentou o projeto que previa a criação de uma companhia provisória de “Homens do Mato”. O texto foi deliberado como Projeto nº 49 e aprovado em 3 de setembro do mesmo ano, sendo oficializado pela Lei Provincial nº 30, publicada em 5 de setembro de 1835, data que passou a ser reconhecida como marco da fundação da instituição.

A Comenda Filinto Müller

Coronel PM – César Augusto de Camargo Roveri

Outorga Marechal Cândido Rondon:

Coronel José Nildo de Oliveira

Coronel Noelson Carlos Silva Dias

Tenente-Coronel PM Marion Silva Metello

Tenente-Coronel Thiago Braz de Oliveira

Tenente-Coronel Thiago Vinícius Pinheiro da Silva

Outorga de Título de Cidadão Mato-Grossense

Coronel Ottoni Cézar Castro Soares

Moções de Aplausos

Cel. PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco – Comandante Geral PMMT

Cel. PM André Willian Dorileo – Comandante Adjunto da PM

Ten. Cel. PM Adão Cesar Rodrigues Silva – 6º CR

1º Sgt. PM Admilson Duarte de Oliveira – 7° CR

Sub Ten. PM Alessandro Ramos de Moura – 2º CR

Ten. Cel. PM Anderson Luiz do Prado – 12º CR

2º Sgt. PM André Luiz Ferreira de Souza – CPE

Sub Ten. PM Antônio Vieira de Abreu Filho – CPE

Ten. Cel. PM Breno Chaves Nogueira Comandante do 4º BPM

Sold. PM Carlos Richeli Guimarães Escola Tiradentes de Diamantino

Sub Ten. PM Christian Eduardo Pereira – 4º CR

Cap. PM Cláudia Regina de Souza Gabinete do Comandante-Geral (QCG)

3º Sgt. PM Cleia Costa Monteiro – 9º CR

1º Sgt. PM Clélio Luiz Oliveira 27ª CIPM de Confresa

3º Sgt. PM Daniel Francis Dionezio – 15º CR

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Sub Ten. PM Edenil Bosco Soares de Paula – 7º CR

3º Sgt. PM Edilaine Donini Duarte – 13º CR

Sub Ten. PM Edinaldo Marques de Oliveira – 15º CR

2º Sgt. PM Ediney dos Santos Barbosa – 6º CR – NPM de Curvelândia

Ten. Cel. PM Edylson Figueiredo Pintel – 3º CR

Sub Ten. PM Eldione Luz Silva – 5º CR

Cel. PM Fábio Luiz Bastos – 11º CR

Ten. Cel. PM Fábio Mota de Souza – 15º CR

Sub Ten. PM Geraldo Arquaz Neto – 14º CR – 26º BPM de Nova Mutum

Ten. Cel. PM Gibson Almeida Costa Júnior – 5º CR

Cel. PM Grasielle Paes Silva Bugalho – 4º CR

Ten. Cel. PM Gyancarlos Paglyneari Cabelho – 13º CR

1º Sgt. PM Halan Coelho da Silva – 11º CR

Sub Ten. PM Hélio Borba de Castro Júnior – 10º CR – 27ª CIPM de Confresa

Ten. Cel. PM Hender Ulisses da Silva – 8º CR

Sold. PM Herivan Batista Boa Morte – 11º CR

Cel. PM Januário Antônio Edwiges Batista – 2º CR

3º Sgt. PM Jaqueline Dourado Domingues Gabinete do Comandante-Geral Adjunto (QCG)

Sd. PM Jefferson Vitor Santos Ribeiro – 14º CR

1º Sgt. PM Joemil Almeida Santana – 14º CR

2º Sgt. PM Jonatas Vieira da Silva Gabinete do Subchefe do Estado-Maior (QCG)

2º Sgt. PM Kláristton da Cruz Souza – 10º CR

2º Sgt. PM Kleia Silva Magalhães – 5º CR

Cabo PM Leislhe Patricia Rodrigues de Souza – Gabinete do Comandante

Maj. PM Maíla Ferreira Barbosa – Gabinete do Comandante-Geral (QCG)

2º Sgt. PM Mariano Neto de Souza 10º CR

3º Sgt. PM Marineia Eterna de Oliveira – 3º CR

3º Sgt. PM Maurílio Amercino Rocha Filho – 12º CR

Ten. Cel. PM Murilo Franco de Miranda – 7º CR

Sd. PM Nayara Rodrigues Belo – 1º CR – Força Tática Cuiabá

Ten. Cel. PM Oswaldo Marins Rabelo – 9º CR

Cel. PM Paulo Cesar da Silva – 1º CR

Ten. Cel. PM Paulo Jailson Sechi de Ávila – 14º CR

1º Sgt. PM Paulo Severino Duarte – 8º CR

2º Sgt. PM Renato Alves de Matos – 13º CR

3º Sgt. PM Rodolfo Castrão Clemente – 3º CR

Cel. PM Ronaldo Roque da Silva – CPE Geral (QCG)

3º Sgt. PM Ronilson Morais da Cruz – 12º CR

Ten. Cel. PM Roosevelth Fabiano Oliveira Escolástico – 10º CR

Sub Ten. PM Rosana Domingas Prado – CR

Ten. Cel. PM Sávio Pellegrini Monteiro – Comandante do 3º BPM

Cb. PM Shirlene Costa de Araújo – 1º CR

2º Sgt. PM Walmir César Dias de Moura – 6º CR

3º Sgt. PM Wanderleia Pereira da Silva – 8º CR

Sub Ten. PM Wanderley Campos Pereira – 6º CR

Cabo. PM Welder Douglas Grutka da Purificação – 9º CR

1º Sgt. PM Weliton Divino de Almeida – 1º CR

2º Sgt. PM Wellington Santos da Silva – 4º CR

Sgt. PM Willian Vagner de Souza Silva – Comando-Geral

Maj. PM Wladia Maria Maia Oliveira Monteiro – Diretoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (QCG).

Fonte: ALMT – MT

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Projeto propõe orientação e apoio em relação ao consumo de canetas emagrecedoras

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Quem nunca viu na internet ou ouviu falar sobre as famosas “canetas que emagrecem”, como a Tirzepatida e a Semaglutida? O assunto está em todo lugar, mas junto com o interesse por esses medicamentos veio um desafio real: o crescimento da automedicação e do uso sem acompanhamento médico adequado no estado.
Para enfrentar essa realidade, o Projeto de Lei nº 615/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), apresentado no último dia 13, propõe a criação de uma rede de governança, monitoramento e apoio clínico dentro da rede pública de saúde. O objetivo da proposta é estruturar um porto seguro para o cidadão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo suporte técnico para quem lida com a obesidade e o sofrimento psíquico associado à imagem corporal.
A ideia principal do projeto é garantir que o cidadão Mato-Grossense que sofre com o peso encontre no posto de saúde uma equipe preparada, com médicos, nutricionistas e psicólogos, para acolhê-lo. No atendimento, o paciente receberá orientações claras, entenderá como esses medicamentos funcionam de verdade, descobrirá se o tratamento serve para o seu caso e terá todo o acompanhamento necessário.
É uma forma de trazê-lo para um ambiente seguro e dar apoio real para sua saúde. A proposta é um tratamento para quem realmente precisa, não sendo indicado para quem faz seu uso para fins estéticos.

“Me preocupa muito ver o desespero de tantas pessoas recorrendo a esses remédios sem orientação, muitas vezes arriscando a própria vida por falta de acompanhamento adequado. A obesidade é uma doença séria, não é uma questão de estética. Não podemos fechar os olhos para o perigo da automedicação; precisamos trazer esse paciente para dentro do SUS com urgência e responsabilidade”, alerta Chico Guarnieri.
Além do cuidado com a vida das pessoas, o projeto traz uma lógica econômica estratégica para a gestão da saúde pública. Hoje, estima-se que entre 28% e 36% da população adulta de Mato Grosso conviva com a obesidade.
O tratamento dessa doença e de suas comorbidades (como diabetes e problemas cardiovasculares) custa cerca de R$ 25,8 milhões por ano ao Estado. Só no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, são realizadas cerca de 1.200 cirurgias bariátricas anualmente. O problema é que cada procedimento desses custa cerca de R$ 21 mil para os cofres públicos, e a fila de espera permanece extensa.
É aí que entra a visão preventiva do projeto: acompanhar o paciente no começo da linha, com orientação e o cuidado certo, traz mais eficiência e economia para o Estado do que aguardar o agravamento do quadro clínico até a necessidade de uma cirurgia complexa de estômago ou de vesícula.

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Para viabilizar a estrutura e centralizar as demandas, o projeto autoriza a criação do Fundo de Combate à Obesidade do Estado (FCOE). Esse fundo funcionará de forma contábil e financeira para garantir o direcionamento correto e transparente dos recursos.
A proposta prevê que esse fundo seja abastecido por várias frentes. É o local exato para onde vereadores e deputados estaduais podem enviar suas emendas parlamentares voltadas à saúde. Além disso, o fundo está autorizado a receber verbas do governo do estado, repasses diretos da União (Governo Federal), convênios e até doações de empresas privadas ou pessoas físicas que queiram apoiar a causa.
Com esse orçamento unificado, fica muito mais fácil organizar os programas nos municípios, monitorar os resultados de cada paciente e garantir que o recurso seja aplicado exatamente onde há critérios técnicos e necessidade.
Para garantir a segurança e a eficácia do programa, o texto original do Projeto de Lei, estabelece regras claras, como prever prioridade para casos graves, com foco principal do acompanhamento são pessoas com obesidade grave (IMC igual ou maior que 40) ou pessoas com IMC acima de 35 que já sofram com comorbidades associadas (como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão ou apneia do sono.
Também estão previstos, acompanhamento Prévio para casos moderados ou pessoas que sofrem psicologicamente com a imagem corporal, o projeto exige que o paciente comprove pelo menos 6 meses de tratamento não farmacológico no posto de saúde (com avaliação nutricional, incentivo a exercícios e suporte psicológico) antes de qualquer avaliação para remédios; abordagem multiprofissional com o tratamento andará obrigatoriamente de mãos dadas com consultas contínuas nas áreas de medicina, nutrição, psicologia e educação física e prazo para o estado, sendo que assim que a lei for aprovada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) terá 180 dias para publicar o protocolo clínico oficial com as metas terapêuticas e regras de segurança. Esse protocolo será revisado a cada 24 meses para acompanhar as novas evidências da ciência.
“Este projeto foi desenhado para ser um verdadeiro mecanismo de proteção à nossa população. Ao organizar critérios rígidos de atendimento, nós não estamos apenas protegendo a saúde das pessoas contra o perigo invisível da automedicação, mas também estamos zelando pela responsabilidade fiscal do nosso Estado. Estamos provando na prática que o acompanhamento técnico e preventivo é, e sempre será, o caminho mais seguro e eficiente para a saúde pública de Mato Grosso”, finaliza Chico Guarnieri.

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Fonte: ALMT – MT

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