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ALMT homenageia profissionais de Educação Física

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David Moura, secretário Adjunto de Esporte e Lazer

Foto: Marcos Lopes

Em comemoração ao Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) prestou homenagem aos profissionais da área durante sessão especial realizada na noite desta segunda-feira (11). Na solenidade, requerida pelo deputado estadual Beto Dois a Um (PSB), foram entregues moções de aplauso para 57 educadores físicos. 

Beto Dois a Um abordou os desafios da categoria e defendeu a sua valorização, destacando que os educadores físicos são hoje reconhecidos como profissionais que contribuem para a promoção da saúde e da qualidade de vida. “É uma honra poder prestar essa homenagem. O esporte é o fator de transformação social mais importante que nós temos. O poder público precisa estar atento a isso”, defendeu.

A celebração ocorre nesta data por coincidir com a instituição da lei federal nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, que regulamentou a profissão de Educação Física e criou os Conselhos Federais e Regionais de Educação Física. Edson Luiz Manfrin, Presidente do Conselho Regional de Educação Física de Mato Grosso (Cref 17-MT), foi um dos homenageados e destacou os avanços alcançados desde a regulamentação da profissão. “A regulamentação foi há 25 anos, mas o Conselho Regional de Educação Física de Mato Grosso existe somente há 8 anos. Fruto de um árduo trabalho de muitos profissionais que se dedicaram e contribuíram, inclusive financeiramente, para essa conquista”, contextualizou. Segundo ele, o Brasil tem mais de seiscentos e cinquenta mil profissionais cadastrados no sistema e nove mil no estado. “Com o trabalho que está sendo feito para valorização da profissão temos certeza que esse número vai aumentar muito”, defendeu.

Para Carlos Alberto Eilert, 2º vice-presidente do Conselho Federal De Educação Física (Confef), a homenagem é o conhecimento de uma luta que começou muitos anos antes, na década de setenta, com a formação superior dos primeiros educadores físicos. “Formei na primeira turma do curso da Universidade Federal de Mato Grosso e fiz parte dos movimentos que consolidaram e regulamentaram a profissão. São mais de quarenta anos de luta e muita coisa ainda por fazer”, afirmou Eilert com orgulho.

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O educador físico Jefferson Carvalho Neves é o atual secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e também foi um dos homenageados. Ele destacou em sua fala os desafios enfrentados pela categoria durante muitas gestões quando o poder público não tinha maior comprometimento por ausência de profissionais habilitados na construção de políticas públicas específicas. “Durante muito tempo, como profissional e atleta, me esquivei de buscar apoio no poder público pela dificuldade de conseguir acesso. Hoje tenho a oportunidade de estar do outro lado para mudar essa realidade e trabalhar no fortalecimento do esporte como transformador social acessível a todos”, afirmou o secretário.

O diferencial em ter profissionais habilitados à frente de pastas específicas como a do esporte também foi uma questão reforçada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Secitec), Allan Kardec Benitez. Ele é formado em Educação física, já esteve à frente da Secretaria de Esportes do Estado e também recebeu a homenagem. “Pode-se dizer que Mato Grosso tem investido em um perfil técnico. O estado tem profissionais dessa categoria atuando nas mais diversas áreas, inclusive em secretarias de estado e dos municípios. Esse fortalecimento na gestão pública é uma conquista muito grande para uma área tão importante que agrega a educação, saúde e bem-estar da população como um todo. Isso faz a diferença no desenvolvimento dos projetos e na efetivação de políticas públicas”, defendeu. 

Para o professor de Educação Física e presidente da Federação de Esportes Universitários, Elvis dos Santos Magalhães, a homenagem é o reconhecimento dos profissionais que estão também nas bases, formando crianças e jovens.  “A prática esportiva é um grande diferencial na formação para o desenvolvimento físico, de integração social e como possibilidade de carreira profissional. Quando se tem uma boa base, os benefícios são para toda vida”, destacou.

O Ex-judoca e secretário adjunto da Secel, David Moura, participou do evento e falou da importância, como atleta profissional, dos educadores para formação de esportistas como ele. “Ninguém chega aonde cheguei na carreira de atleta sem o acompanhamento de profissionais comprometidos e capacitados. Nunca é uma conquista solitária”, afirmou. David falou ainda da influência que teve do pai, atleta como ele, e da responsabilidade por ser uma referência para jovens que sonham com uma carreira. “Nós não ensinamos só movimentos físicos, vai muito além disso, ensinamos valores de vida também como disciplina, comprometimento e responsabilidade, entre tantos outros”, defendeu.

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Homenageados

1.            Adilson Domingos dos Reis Filho

2.            Aldo Ricci Figueiredo Filho

3.            Alexandre Moreno Espindola

4.            Allan Kardec Pinto Acosta Benitez

5.            Antonio Carlos Guerrise dos Santos

6.            Antonio Duarte de Figueiredo Neto

7.            Arnaldo Rodrigues de Souza

8.            Camila Colucci Batista

9.            Carlos Alberto Eilert

10.          Caroline Maria de Lima

11.          Cid Dos Anjos Costa Filho

12.          Claudemir José Bernardi

13.          Claudinei da Silva Farina

14.          Claudio Augusto Boschi

15.          Claudio Rodrigues Dias

16.          Danúbio Lindomar de Almeida Campos

17.          Edmar Joaquim dos Santos

18.          Edson Luiz Manfrin

19.          Eduardo Francisco Cardozo

20.          Edval Alves Ribeiro

21.          Elvis dos Santos Magalhaes

22.          Emanuel Natan Velasco Silva de Paula

23.          Fabiane Vivian de Moraes Martins

24.          Francisca Rodrigues de Amorim

25.          Harvey Jorge Brizola da Silva

26.          Jackson Timóteo Lopes

27.          Jailson Alves Bomfim

28.          Jeferson de Moraes Prado

29.          Jefferson Carvalho Neves

30.          Jhony Camargo

31.          João Batista de Andrade

32.          João Batista Franco Borges

33.          João Carlos Schnoor

34.          Jorge Steinhilber

35.          José Bonifácio Ojeda

36.          Juliana Silvia Piaia

37.          Júlio César de Souza Garcia

38.          Lucas Francelino da Silva

39.          Newton Geraldo Fiorenza

40.          Nilson James de Freitas

41.          Orlando Elias Júnior

42.          Otávio Rodrigo Palacio Favaro.

43.          Patrícia Galilei

44.          Raphael Perez Olívio

45.          Rêmolo Claudio Abbas de Carvalho

46.          Rildo Gonçalves de Amorim

47.          Riller Silva Reverdito

48.          Roberto Carlos Vieira Junior

49.          Rodrigo da Silva Jesus

50.          Romário Rocha

51.          Sebastião Rodrigues da Silva

52.          Sergio Carlos Passos

53.          Sivirino Souza dos Santos

54.          Tamires Cortat Ribeiro

55.          Toshio Onghero Takagui

56.          Valdecir Amaral (In Memoriam)

57.          Vinicius Pires dos Santos

Fonte: ALMT – MT

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Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

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A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.

“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.

Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos

Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.

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Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.

Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.

“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.

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Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.

De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.

“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.

Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

Fonte: ALMT – MT

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