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ALMT homenageia lideranças do comércio e reconhece trabalho das CDLs de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta quinta-feira (19), uma sessão especial que destacou o protagonismo do comércio nacional e mato-grossense, com a entrega da Comenda Marechal Cândido Rondon, uma das mais altas honrarias do Parlamento estadual, e de 92 moções de aplauso a lideranças do setor e colaboradores com mais de 10 anos de atuação no sistema lojista. Proposta pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), a solenidade reuniu, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de diversas regiões, além de colaboradores e familiares.

A Comenda Marechal Cândido Rondon foi concedida ao presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa. Ao destacar a homenagem, José César afirmou que receber a comenda em Mato Grosso teve um significado especial. Segundo ele, a honraria representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas também o trabalho desenvolvido em conjunto com as CDLs de todo o país. “É uma honra muito grande ser homenageado nesta Assembleia. Posso dizer que esta é uma das comendas mais importantes da minha vida”, declarou.

O presidente da CNDL também lembrou a ligação da entidade com Mato Grosso e ressaltou que o estado marcou a trajetória da confederação desde o início das atividades em Brasília. Além do reconhecimento, ele chamou atenção para os desafios enfrentados pelo comércio, especialmente diante das mudanças trazidas pela reforma tributária, da concorrência internacional e do crescimento do comércio digital.

Foto: Helder Faria

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), David Pintor, agradeceu ao Parlamento pela abertura ao diálogo com o setor e destacou a parceria construída com a Assembleia ao longo dos últimos anos. Atualmente, a FCDL-MT reúne cerca de 50 mil associados em todo o estado.

David ressaltou que o movimento lojista apresentou seis projetos de lei à ALMT, dos quais cinco foram aprovados. Um deles, embora vetado no âmbito estadual, avançou posteriormente em outra esfera e já está em funcionamento por meio de resolução. Para ele, isso demonstra a força do diálogo entre o setor e o Poder Legislativo.

O dirigente também enfatizou a importância da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio de Bens e Serviços, criada com apoio do deputado Diego Guimarães, como espaço de escuta e construção de propostas para melhorar o ambiente de negócios em Mato Grosso. Segundo ele, o comércio tem papel decisivo no desenvolvimento do estado, na geração de empregos e no fortalecimento da economia local.

“Não é só o agro que move Mato Grosso. O comércio também tem grande participação nessa balança e é o setor que mais emprega no estado”, afirmou David Pintor, ao agradecer ainda o empenho dos presidentes de CDLs e dos colaboradores homenageados na solenidade.

Autor da proposta, o deputado Diego Guimarães disse que a sessão foi um momento de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas CDLs e pela federação em defesa do comércio mato-grossense. Ele lembrou que o setor tem contribuído com debates importantes no Parlamento, especialmente por meio da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio de Bens e Serviços, criada desde o primeiro ano de seu mandato.

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Segundo o parlamentar, a atuação conjunta já resultou em avanços como a criação de leis voltadas ao fortalecimento do comércio local, à defesa do contribuinte e à redução de entraves para quem empreende. Diego também destacou a importância de valorizar não apenas os dirigentes, mas os colaboradores que atuam diariamente para manter o sistema lojista ativo em todas as regiões.

“É um momento de celebrar o trabalho desenvolvido pelas CDLs em prol do comércio local. O comércio é o coração das cidades, responsável pela geração de emprego, renda e pelo sustento da economia”, afirmou.

Ao falar sobre os desafios do setor, Diego Guimarães reforçou a necessidade de fortalecer o comércio local diante do novo cenário da reforma tributária. Para ele, Mato Grosso precisará, cada vez mais, incentivar o consumo interno, atrair empresas, investir em qualificação profissional e ampliar oportunidades para manter a economia aquecida.

O deputado também observou que o comércio precisa ser visto de forma ampla, incluindo produtos, serviços e áreas como o turismo, que podem contribuir para a geração de divisas e o crescimento do estado. Filho de comerciantes, ele disse conhecer de perto a rotina e as dificuldades enfrentadas por quem empreende.

“Muitas vezes, o comerciante está tão envolvido em manter seu negócio funcionando que não consegue acompanhar de perto as políticas públicas que impactam o setor. Por isso, é fundamental que o Parlamento tenha esse olhar atento e atue em defesa de quem gera emprego e movimenta a economia”, destacou.

Entre os homenageados com moção de aplauso, o presidente da CDL de Primavera do Leste, Naudi Rohr, destacou a importância do reconhecimento ao setor. “Fiquei muito feliz com essa homenagem. É um reconhecimento a quem luta pelo comércio e contribui para o desenvolvimento das nossas cidades. Agradeço ao deputado Diego, que, com sensibilidade, tem olhado para o nosso setor”, afirmou.

Também homenageado, o presidente da CDL de Barra do Garças, Leonardo Carvalho da Mota, ressaltou que a honraria ocorre em meio aos desafios enfrentados pelo comércio. “Ser homenageado é motivo de orgulho, mas o setor vive um cenário difícil para manter as portas abertas. Estar aqui hoje é importante, pois nos dá a oportunidade de dialogar com o Parlamento, acompanhar as decisões e sermos ouvidos”, disse.

Conheça as pessoas agraciadas com Moção de Aplausos:

Federação Das Câmaras De Dirigentes Lojistas De Mato Grosso (FCDL)

1. Ailton Porfirio Dos Santos

2. Alcionir Paulo Silvestro

3. Alex Fabiano Cavalheiro

4. Andrea Brustolin Pereira

5. Babton Parreira Carvalho Silva

6. Caio Henrique Moreira Roman

7. Carlos Alberto Rodrigues De Sousa

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8. Claiton Frioso

9. Claudineia Zarzenon Ramos

10. Daiani Curioni

11. Diego Laranjeira

12. Edenilson Salgueiro

13. Edmundo Costa Marques Neto

14. Edson Otaviano De Oliveira

15. Esly Sebastião Piovezan Moreira De Souza

16. Fabio De Quadros

17. Fernando Campos Lima

18. Gilvano Souza De Oliveira

19. Hadriel Da Silva Bizarello

20. Henieliton Faria Batista

21. Jeferson Volnei Portela Silveira

22. Joanil Oliveira Velasco

23. João Batista Guedes

24. Joldemar Camilo Vieira

25. Jose Leite Do Belem

26. Katia Regina Zeni

27. Leandro Aguirre Hendges

28. Leonardo Carvalho Da Mota

29. Leonardo Santos De Resende

30. Leonildo Jose Pereira Da Costa

31. Luis Roberto Adversi Silva

32. Marcio Silvestre Zanchin

33. Marcos Marinho Garcia

34. Maria Aparecida Marchett

35. Matheus Figueiredo Petri Sarmento

36. Naudi Rohr

37. Osmar Parra Fialho

38. Patricia Moreli De Almeida

39. Paulo Da Silva Teixeira

40. Pedro Lopes Da Silva Neto

41. Petronilio Jacinto De Souza

42. Rafaelle Aparecida Rodrigues Do Nascimento

43. Rodrigo Soares Da Silva

44. Thiago De Souza Santos

45. Ulisses Eguni

46. Valdir Adao Macagnam Junior

Colaboradores das CDL´s do estado com mais 10 Anos de atuação:

47. Adam Prospero De Paula

48. Adelson Alexandre Marques

49. Adriana Aparecida Alves Taveira

50. Adriana Dos Santos Rodrigues

51. Aldenir Gonçalves De Souza Nagai

52. Aline Solera Marcusse Dos Santos

53. Amanda Bena

54. Anny Caroliny Oliveira Pacheco

55. Celma Cristina Rocha De Souza

56. Claudio Ademar Neumann

57. Denise De Menezes Aragão

58. Edejarde Antônio De Oliveira Corrêa

59. Edna Fernandes Da Silva Pereira

60. Elaine Castilho

61. Eliane Maria Tomasin

62. Eliete Miranda De Farias Dos Santos

63. Geisy Kellen De Arruda Oliveira

64. Gleisia Teixeira Araújo

65. Idê Ribeiro

66. João Paulo Morini Peres

67. Jéssica Souza Alves

68. Laura De Mello Taques

69. Laury Sane Messias Barbosa

70. Leani Climike Donato

71. Liane Ribeiro De Oliveira

72. Lindalva Gomes Do Carmo Novaes

73. Lucelia S. Dourado

74. Luci Jose Da Silva

75. Luiz Da Guia Cintra Mendes

76. Luzia Gonçalves De Araújo

77. Marcy Lucy Silva Miranda

78. Marcelo Carrijo Ferraz

79. Maria Divina Martins Da Silva

80. Maria De Fatima Neto Dos Reis

81. Osmair Rodrigues Borges

82. Patricia Cristina Dos Santos

83. Reinaldo Cebalho Ferreira

84. Rogério Eduardo Almeida Barbosa

85. Rosalia Aparecida Da Silva

86. Rosa Guedes Da Rocha

87. Rosivane Resplande Dos Sa

88. Rozinete De Oliveira Santos

89. Suéli Aparecida Ribeiro Louredo

90. Vanessa Oliveira De Almeida

91. Vanusa Ires Da Silva Santos

92. Viviane Regina Camargo De Araujo Almeida

Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.

Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.

“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.

Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.

Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.

“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.

Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.

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“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.

A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.

“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.

Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.

“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.

“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.

O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.

Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.

“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.

Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.

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Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.

“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.

Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.

O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.

Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.

“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.

O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.

“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.

Fonte: ALMT – MT

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