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Acusada de compra de votos, prefeita de Barra do Bugres mantém mandato

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A prefeita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira (Republicanos), e o vice-prefeito Arthur José Franco Pereira (PRD) permanecem nos cargos após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) rejeitar recurso que pedia a cassação da chapa eleita em 2024.

A decisão foi disponibilizada nesta terça-feira (8) no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-MT e encerra o julgamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela coligação “Renovação com Experiência”, ligada ao então candidato Luiz Sansão (Novo).

A acusação sustentava que a campanha de Azenilda teria praticado captação ilícita de sufrágio, conhecida como compra de votos, além de abuso de poder político. Entre os fatos apontados estava a suposta promessa de pagamento de R$ 2 mil a uma eleitora em troca de apoio eleitoral.

Ao analisar o caso, porém, a maioria dos desembargadores do Pleno do TRE-MT entendeu que as provas reunidas no processo não apresentavam força suficiente para justificar uma medida extrema como a cassação dos mandatos.

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Para a Corte, a retirada dos mandatos conquistados nas urnas exige comprovação segura da prática ilícita e de sua gravidade, o que não teria sido demonstrado de maneira inequívoca no processo.

O julgamento resultou apenas em um ajuste no acórdão para reconhecer a legitimidade passiva de um terceiro apontado no processo, que não integrava a disputa eleitoral como candidato.

Com a decisão, Azenilda e Arthur continuam à frente da Prefeitura de Barra do Bugres.

Nas eleições de 2024, Maria Azenilda foi reeleita com 8.987 votos, correspondentes a 51,88% dos votos válidos. Luiz Sansão terminou em segundo, com 8.240 votos, ou 47,57%. O candidato Dr. Josué Alves (PV) obteve 94 votos, equivalente a 0,54%.

OUTRA AÇÃO

A prefeita também enfrentou outro processo na Justiça Eleitoral envolvendo a campanha de 2024. Em março deste ano, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra rejeitou um pedido de cassação relacionado à divulgação de atos da administração municipal nas redes sociais durante período eleitoralmente proibido.

Na ocasião, a Justiça aplicou multa de R$ 5.320,50 por publicação, mas concluiu que não houve utilização de recursos públicos nem gravidade suficiente para comprometer o resultado das eleições.

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Antes disso, Azenilda e o vice já haviam sido absolvidos pelo juiz Silvio Mendonça Ribeiro Filho, da 13ª Zona Eleitoral de Barra do Bugres, em outra AIJE que também investigava uma suposta compra de votos durante a eleição de 2024.

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“Laudicério sobe o tom e diz que MT precisa transformar dinheiro público em serviço para o povo”

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Laudicério Machado (Agir) quer transformar a eficiência da máquina pública em uma das principais bandeiras de sua campanha. Militar de carreira e formado em Administração com gestão em serviços de saúde, ele afirma que o Estado dispõe de recursos, mas ainda falha em transformar orçamento em atendimento efetivo para a população.

“Se o governo não proporciona benefício ao povo, ele não é eficiente”, afirmou Laudicério durante entrevista nesta terça-feira (8).

Com experiência na Polícia Militar e atuação como presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT), o candidato sustenta que sua trajetória profissional permitiu conhecer de perto problemas enfrentados diariamente pela população.

“Ser policial me trouxe a habilidade de estar próximo do povo e saber as dores e demandas”, declarou.

Na segurança pública, uma das prioridades apresentadas por Laudicério é o reforço do efetivo das forças policiais. Segundo ele, a falta de agentes sobrecarrega as equipes e reduz a capacidade de policiamento ostensivo, principalmente nos bairros e regiões mais afastadas.

A proposta é ampliar o número de policiais e bombeiros militares para evitar que áreas inteiras fiquem desguarnecidas enquanto equipes atendem ocorrências. O candidato também defende a ampliação do uso de tecnologia e inteligência policial, mas afirma que ferramentas digitais não substituem a presença do agente nas ruas.

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Para Laudicério, viaturas circulando, policiamento ostensivo e profissionais valorizados são elementos indispensáveis para uma política de prevenção ao crime. Ele também defende o cumprimento das recomposições salariais e melhores condições de trabalho para os servidores da segurança.

Na Saúde, a crítica do candidato se concentra principalmente na demora para consultas, exames e atendimentos especializados. Com formação na área de gestão de serviços de saúde, Laudicério afirma que o problema está menos na falta de dinheiro e mais na forma como os processos são administrados.

Entre as propostas está a desburocratização dos fluxos da Central de Regulação, com o objetivo de reduzir o tempo de espera dos pacientes. A ideia é reorganizar processos, melhorar a gestão das demandas e utilizar de forma mais eficiente os recursos disponíveis.

O candidato também defende o fortalecimento das parcerias com instituições filantrópicas de referência, citando o Hospital de Câncer de Mato Grosso como exemplo. A proposta inclui garantir repasses contínuos e ampliar a oferta de atendimento especializado para pacientes do interior, reduzindo a necessidade de deslocamento para Cuiabá.

A Saúde ganhou um peso pessoal na campanha de Laudicério. Em um debate recente, ele se emocionou ao relatar a situação de sua mãe, que perdeu a visão após enfrentar demora no atendimento.

 

O episódio, segundo o candidato, não deve ser tratado como peça eleitoral, mas como retrato de um problema que continua atingindo milhares de famílias.

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“Não quero que considerem a situação da minha mãe como palco eleitoreiro. Eu apresentei a situação da minha mãe de forma espontânea, pois são as dores que nós sentimos e que também são de muitas pessoas. O que ocorreu com minha mãe há 15 anos acontece até hoje. Foi isso que me fez me preparar e lutar para que isso não ocorra com mais pessoas”, afirmou.

Laudicério também critica o que chama de política voltada à manutenção do poder e defende que o foco da administração pública seja o cidadão.

Além de Saúde e Segurança, o candidato coloca a valorização do funcionalismo público entre suas prioridades. Para ele, servidores respeitados, carreiras estruturadas e direitos salariais garantidos são condições para que o Estado consiga oferecer serviços públicos de melhor qualidade.

A proposta de Laudicério, portanto, parte de uma premissa central: reduzir a distância entre o dinheiro público investido e o serviço efetivamente entregue ao cidadão. Na avaliação do candidato, eficiência não deve ser apenas um discurso administrativo, mas precisa aparecer na ponta, na consulta que deixa de demorar, na viatura que chega mais rápido e no servidor que trabalha com estrutura e valorização.

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