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Sábado, 3 de outubro de 2026

Brasil

Suprema Vergonha, STF protagonista politíca

Suprema Vergonha, STF protagonista politíca

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Suprema Vergonha, STF protagonista politíca

O papel constitucional do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil sempre foi o de agir como o "guardião da Constituição", funcionando como um árbitro neutro, técnico e distante das paixões partidárias. Nos últimos anos, contudo, essa premissa foi profundamente alterada. A Suprema Corte brasileira passa por um processo acelerado de politização, transformando-se em um verdadeiro epicentro de decisões políticas, interferindo diretamente nas atribuições do Poder Legislativo e do Poder Executivo, o que gera intensos debates sobre o equilíbrio entre os Três Poderes.

No centro dessa metamorfose institucional, duas figuras se destacam pela fusão explícita entre a magistratura e a articulação política de bastidores: os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino.

O Fator Gilmar Mendes: O Decano da Articulação de Bastidores
Decano do tribunal, Gilmar Mendes personifica a figura do juiz que não se limita aos autos do processo. Ao longo de sua extensa trajetória no STF, Mendes consolidou-se como um dos maiores articuladores políticos de Brasília. Suas declarações públicas frequentes sobre temas da agenda nacional e seus encontros fora da agenda com presidentes da República, lideranças do Congresso e caciques partidários evidenciam sua forte influência na governabilidade do país.
A atuação de Gilmar Mendes frequentemente dita o ritmo de crises institucionais. Seja suspendendo nomeações ministeriais, alterando entendimentos consolidados sobre a prisão em segunda instância ou mediando acordos fiscais complexos entre o Executivo e o Legislativo, o ministro atua como um poder moderador informal, esvaziando o caráter técnico que se espera da mais alta corte judicial do país.

Flávio Dino: A Transição Direta da Esquerda para a Toga
Se Gilmar Mendes construiu sua influência política de dentro do tribunal para fora, o ministro Flávio Dino representa o caminho inverso. Ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Justiça do governo Lula, Dino foi alçado ao STF carregando consigo uma bagagem puramente partidária e ideológica de esquerda.

A indicação e a subsequente atuação de Dino no STF simbolizam o ápice da sobreposição de papéis na República. Em vez de um período de distanciamento para a purificação técnica, sua atuação na corte manteve o mesmo viés combativo de seus tempos de palanque e ministério. Ao relatar temas de alta voltagem política, como a suspensão de emendas parlamentares ou o controle de atos do Congresso, Dino frequentemente adota uma postura que reflete os interesses e a visão do atual governo federal, minando a percepção pública de isenção que o STF deveria preservar.

As Consequências para a Democracia
Essa atuação hiperativa e politizada do STF cobra um preço alto para a estabilidade democrática do Brasil. Quando ministros passam a agir como legisladores ou conselheiros políticos, a segurança jurídica é fragilizada. O cidadão comum e o mercado deixam de enxergar o STF como uma corte de justiça e passam a vê-lo como um terceiro turno eleitoral permanente, onde derrotas políticas sofridas no Congresso podem ser revertidas por meio de liminares amigáveis.

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