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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Brasil

Professora é afastada após dizer que alunos morreriam em eventual governo Flávio Bolsonaro

A prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PL), afirmou, em vídeo, que tomou conhecimento do caso após a mãe de uma aluna relatar que a filha chegou em casa chorando e contou o que havia ocorrido.

ANA SANTOS1 min de leitura
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Professora é afastada após dizer que alunos morreriam em eventual governo Flávio Bolsonaro

Uma professora de uma escola municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada após associar um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fascismo e afirmar a alunos que alguns deles morreriam nesse cenário. Durante a aula, segundo relatos divulgados pela imprensa, a docente teria usado características físicas e a cor da pele das crianças para indicar quem sobreviveria.

A uma aluna, a professora teria dito: “Você ia morrer, você é parda”. Sobre outro estudante, teria comentado: “Loirinho de olho claro”. O episódio levou ao acionamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), do juiz da Infância e da Juventude da comarca e do Conselho Tutelar.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal G1 e confirmadas pela Gazeta do Povo. O trecho da aula teria sido registrado por câmeras de segurança da escola.

A prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PL), afirmou, em vídeo, que tomou conhecimento do caso após a mãe de uma aluna relatar que a filha chegou em casa chorando e contou o que havia ocorrido.

A chefe do Executivo municipal destacou que as imagens das câmeras de segurança foram importantes para a apuração do relato. A professora foi afastada, e o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades acionadas.

Prefeitura diz que não tolera discriminação

Em nota, a Prefeitura de Potirendaba afirmou que não compactua com qualquer forma de discriminação e informou que a identidade das crianças será preservada, conforme prevê a legislação.

O caso envolve relatos de declarações feitas em ambiente escolar sobre um cenário político hipotético, com referências ao fascismo e à cor da pele dos estudantes. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da aula e eventuais responsabilidades.

Até que as investigações avancem, as declarações atribuídas à professora devem ser tratadas como relatos do episódio, sem antecipar conclusões sobre possíveis infrações.

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