Professora é afastada após dizer que alunos morreriam em eventual governo Flávio Bolsonaro
A prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PL), afirmou, em vídeo, que tomou conhecimento do caso após a mãe de uma aluna relatar que a filha chegou em casa chorando e contou o que havia ocorrido.

Uma professora de uma escola municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada após associar um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fascismo e afirmar a alunos que alguns deles morreriam nesse cenário. Durante a aula, segundo relatos divulgados pela imprensa, a docente teria usado características físicas e a cor da pele das crianças para indicar quem sobreviveria.
A uma aluna, a professora teria dito: “Você ia morrer, você é parda”. Sobre outro estudante, teria comentado: “Loirinho de olho claro”. O episódio levou ao acionamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), do juiz da Infância e da Juventude da comarca e do Conselho Tutelar.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal G1 e confirmadas pela Gazeta do Povo. O trecho da aula teria sido registrado por câmeras de segurança da escola.
A prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PL), afirmou, em vídeo, que tomou conhecimento do caso após a mãe de uma aluna relatar que a filha chegou em casa chorando e contou o que havia ocorrido.
A chefe do Executivo municipal destacou que as imagens das câmeras de segurança foram importantes para a apuração do relato. A professora foi afastada, e o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades acionadas.
Prefeitura diz que não tolera discriminação
Em nota, a Prefeitura de Potirendaba afirmou que não compactua com qualquer forma de discriminação e informou que a identidade das crianças será preservada, conforme prevê a legislação.
O caso envolve relatos de declarações feitas em ambiente escolar sobre um cenário político hipotético, com referências ao fascismo e à cor da pele dos estudantes. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da aula e eventuais responsabilidades.
Até que as investigações avancem, as declarações atribuídas à professora devem ser tratadas como relatos do episódio, sem antecipar conclusões sobre possíveis infrações.



