PF prende investigado em operação contra tráfico internacional de cocaína entre Bolívia e Brasil
Homem é apontado como responsável por fazenda usada como ponto de apoio para aeronave que transportava drogas; investigação começou após apreensão de 511 kg de cocaína em MT

A Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por envolvimento em um esquema de transporte aéreo de cocaína entre a Bolívia e o Brasil. A prisão ocorreu na terça-feira (6), em Sinop, durante a segunda fase da Operação Mállku.
Segundo a PF, o investigado seria responsável por uma fazenda utilizada como ponto de apoio para a atividade investigada. Conforme as apurações, a propriedade era usada para pousos da aeronave empregada no transporte da droga.
A investigação começou em fevereiro deste ano, após a apreensão de aproximadamente 511 quilos de cocaína no município de Marcelândia, no norte de Mato Grosso. De acordo com a Polícia Federal, a aeronave que transportava a carga havia partido de uma região rural localizada no leste da Bolívia.
Investigação identificou estrutura logística
A partir das informações obtidas durante a apreensão e das diligências realizadas posteriormente, os investigadores avançaram na identificação de pessoas que fariam parte da estrutura utilizada para levar a droga ao território brasileiro.
De acordo com a PF, a logística investigada envolveria diferentes funções, desde o transporte aéreo até o suporte em propriedades rurais e pistas utilizadas pelas aeronaves.
A segunda fase da operação teve como alvo o responsável por uma dessas propriedades, apontado pela investigação como responsável pelo local utilizado como apoio às operações.
PF busca identificar outros envolvidos
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes do grupo investigado.
Entre os alvos da apuração estão possíveis financiadores, pilotos, operadores logísticos e pessoas responsáveis por disponibilizar propriedades rurais e pistas para pousos e decolagens das aeronaves.
A Polícia Federal informou que as diligências continuam para esclarecer a participação de cada investigado na cadeia de transporte e distribuição da droga.
A prisão preventiva e as demais medidas determinadas pela Justiça fazem parte da investigação e não representam, por si só, condenação definitiva dos envolvidos.
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