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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Polícia

Operação da PF prende deputado eleito e delegado em investigação bilionária no RJ

De acordo com a corporação, as apurações buscam esclarecer como a rede empresarial teria sido utilizada para movimentar recursos e qual seria o papel atribuído a cada investigado.

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Operação da PF prende deputado eleito e delegado em investigação bilionária no RJ

A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro e ex-presidente do Detran-RJ. As prisões ocorreram durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, conforme informações de um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação apura a possível participação de agentes públicos e a existência de articulações político-institucionais para favorecer as atividades do grupo.

Canella recebeu 197.178 votos na eleição para deputado estadual, tornando-se o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Antes de disputar o cargo, ele comandou a Prefeitura de Belford Roxo. Seu nome também chegou a ser cogitado para uma candidatura ao Senado com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Operação cumpre mandados em sete municípios

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Segundo a PF, todos os seis alvos de prisão foram localizados e presos.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à estrutura investigada. Desse total, 96 são postos de combustíveis apontados como parte do mecanismo utilizado para ocultar ou dar aparência legal a recursos de origem criminosa.

Investigação

Além da lavagem de dinheiro, a Polícia Federal investiga suspeitas de organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, comercialização ilegal de combustíveis e formação de cartel.

De acordo com a corporação, as apurações buscam esclarecer como a rede empresarial teria sido utilizada para movimentar recursos e qual seria o papel atribuído a cada investigado. As suspeitas envolvem também possíveis mecanismos de proteção institucional ao funcionamento das atividades investigadas

Defesas questionam

Após as prisões, a defesa de Márcio Canella informou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial que determinou a medida. Reportagens publicadas no dia da operação também informaram que as defesas dos investigados aguardavam acesso aos autos para se manifestar sobre as suspeitas.

As prisões são preventivas e ocorrem no âmbito de uma investigação em andamento. A responsabilização criminal dos envolvidos dependerá da análise das provas e do devido processo legal.

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