Mulher pode ter sido morta para não testemunhar assassinato do companheiro, diz linha de investigação
Uma das linhas de investigação considera que Alan teria se desentendido com João Victor após intervir em episódios de violência doméstica contra a companheira dele. O suspeito, porém, nega envolvimento nos assassinatos.

O assassinato de um casal dentro de casa, em Ceilândia, no Distrito Federal, é investigado pela Polícia Civil, que apura a hipótese de que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Áudios gravados por um motorista de aplicativo, nos quais é possível ouvir disparos de arma de fogo, ajudaram os investigadores a chegar a um segundo suspeito.
As vítimas são Arlandson de Sousa Alves, conhecido como Alan Tons, cantor de forró e sertanejo, e Larissa Rodrigues de Paula. Os dois foram encontrados mortos a tiros na residência onde moravam, na madrugada de domingo (11 de outubro).
Segundo reportagens publicadas pelo Metrópoles e pelo UOL, dois homens são investigados pelo duplo homicídio: João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, e Tancredo Pereira da Silva, de 41. Ambos negaram envolvimento no crime.
Áudios ajudaram a identificar segundo suspeito
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa, Tancredo foi identificado após o depoimento de um motorista de aplicativo que o transportou até as proximidades da residência das vítimas. O condutor relatou que o passageiro estaria armado e teria feito comentários sobre uma possível desconfiança de que Alan demonstrasse interesse por sua companheira.
O motorista também entregou gravações feitas naquela madrugada. Em um dos áudios, é possível ouvir disparos ao fundo, seguidos de um comentário do condutor indicando acreditar que o passageiro havia cometido o crime.
Imagens de câmeras de segurança registraram Tancredo chegando ao endereço por volta das 2h48 e deixando o local pouco depois. Ele foi preso em 14 de outubro e negou participação nos assassinatos. Segundo a reportagem do UOL, a polícia não encontrou armas ou munições na residência dele.
Ciúmes e ameaças estão entre as linhas investigadas
A Polícia Civil apura se o duplo homicídio foi motivado pela suspeita dos investigados de que Alan estaria interessado em suas companheiras. Segundo o delegado responsável pelo caso, as circunstâncias das relações anteriores entre os envolvidos fazem parte da investigação.
João Victor, que já havia morado próximo ao casal, também é investigado por possível participação no planejamento ou na execução do crime. A polícia apura contradições em seu depoimento e relatos de ameaças anteriores às vítimas.
Uma das linhas de investigação considera que Alan teria se desentendido com João Victor após intervir em episódios de violência doméstica contra a companheira dele. O suspeito, porém, nega envolvimento nos assassinatos.
Polícia apura se mulher foi morta para evitar testemunho
Os investigadores também trabalham com a hipótese de que Larissa não fosse o alvo inicial dos criminosos. Ela pode ter sido assassinada por estar presente durante o ataque contra o companheiro e, portanto, poder identificar o autor ou fornecer informações sobre o crime.
A possibilidade de que ela tenha sido morta para impedir que testemunhasse é tratada como uma linha investigativa, ainda sem confirmação definitiva. A apuração busca esclarecer a participação de cada suspeito, a motivação dos assassinatos e a dinâmica da invasão à residência.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.
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