POLÍTICA NACIONAL

Regras para nomes de escolas indígenas e quilombolas seguem para o Plenário

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A Comissão de Educação (CE) aprovou, nesta quarta-feira (2), o projeto que estabelece que as escolas públicas de territórios indígenas, quilombolas e rurais terão nomes escolhidos pelas comunidades onde se situam (PL 3.148/2023). Ele segue agora para a análise do Plenário.

Da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), a proposta recebeu voto favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS), na forma de um substitutivo. A matéria já havia passado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).

De acordo com o texto, as sugestões de nomes deverão estar de acordo com as tradições e aspectos culturais da comunidade. Não será permitido homenagear pessoas vivas, nem quem tenha, comprovadamente, participado de ato de lesa-humanidade, tortura ou violação de direitos humanos. Também será vedada a homenagem a quem tenha defendido ou explorado a mão de obra escrava. O nome escolhido deverá estar em conformidade com as línguas, modos de vida e tradições da comunidade.

Para o relator, o projeto reforça o protagonismo das comunidades indígenas, quilombolas e do campo. Em seu relatório, Paim registra que tem crescido no meio educacional o entendimento de que o nome de uma escola faz parte da identidade pedagógica daquela instituição.

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— É um ato de reconhecimento e valorização de sua cultura, de sua história e de sua identidade — afirmou ele, durante a leitura do seu relatório.

A deputada Célia Xakriabá agradeceu a aprovação da matéria e lembrou que estudou em uma escola indígena em Itacarambi, no norte de Minas Gerais. Ela contou que houve uma grande mobilização para que sua escola mudasse o nome de Frei Caneca para Xukurank, palavra que quer dizer “boa esperança” na língua akwén.

— A escola pra nós precisa ser viva. Quando for o nome de algum líder, e líder para nós nunca morre, que seja o reconhecimento daquele que foi um líder importante para os indígenas — declarou a deputada. Ela falou durante a reunião da CE com autorização da presidente, senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Cada sistema de ensino — municipal, estadual e distrital — terá um ano para definir as regras para consulta e participação comunitária na escolha de nomes.

Alterações

Paim fez algumas alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara. Foi o caso da retirada do texto da previsão de formação de lista com três nomes para que o poder Executivo responsável pela escola — governo ou prefeitura — optasse por um. Segundo Paim, a medida é burocrática e poderia demandar uma nova tramitação de projeto para indicar o nome.

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O relator também estabeleceu o prazo de um ano para a definição de regras para consulta e participação comunitária na escolha dos nomes de escola.

“Muitos são os exemplos de escolas que têm buscado — a partir de mecanismos que envolvem a participação de pais, alunos, funcionários e professores — adotar denominações que reflitam as características e aspirações da comunidade escolar”, argumentou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Teresa Leitão defende soberania nacional sobre minerais críticos e terras-raras

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A senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu, nesta terça-feira (19) a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024). Durante seu pronunciamento no Plenário, a parlamentar afirmou que o Brasil precisa transformar suas reservas minerais em instrumento de desenvolvimento tecnológico, industrialização e soberania nacional diante da disputa internacional por terras-raras e minerais estratégicos.

De acordo com Teresa, o país ocupa posição privilegiada no cenário global por possuir uma das maiores reservas de terras-raras do mundo. Ela afirmou que o debate vai além da mineração e envolve segurança energética, inovação tecnológica e autonomia econômica.

— Estamos legislando sobre a capacidade de o Brasil decidir sobre seus próprios recursos naturais e de garantir que as riquezas nacionais beneficiem o povo brasileiro. Em um cenário de intensa disputa global por minerais essenciais à transição energética e às tecnologias de ponta, países que detêm reservas minerais passaram a ocupar lugar central nas cadeias produtivas e nas relações geopolíticas — disse.

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A parlamentar também afirmou que o país não pode repetir modelos baseados apenas na exportação de matéria-prima sem agregação de valor. Segundo ela, a exploração dos minerais estratégicos deve estar associada à geração de empregos qualificados, fortalecimento da indústria nacional e desenvolvimento científico.

— O Brasil não pode repetir um modelo histórico baseado apenas na exportação de matéria-prima bruta, com baixo valor agregado e pouca capacidade de transformação industrial. Fazer isso significaria abrir mão de empregos qualificados, inovação tecnológica, arrecadação e desenvolvimento nacional — lembrou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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