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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Madeira parada e contratos sob risco: setor florestal cobra solução para sistemas federais

Na avaliação do CIPEM, cada hora de indisponibilidade amplia os prejuízos e aumenta a incerteza para empresas e trabalhadores.

ANA SANTOS2 min de leitura
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Madeira parada e contratos sob risco: setor florestal cobra solução para sistemas federais

O setor de base florestal de Mato Grosso enfrenta uma paralisação após os sistemas federais de controle ambiental DOF e Sinaflor ficarem indisponíveis por mais de 72 horas, segundo o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM). A entidade afirma que a falha impede a emissão de documentos necessários à movimentação regular de produtos florestais e compromete atividades desde o manejo licenciado até o processamento industrial.

Em manifestação divulgada nesta sexta-feira (16), o CIPEM declarou que a indisponibilidade impede o transporte e a comercialização regular de madeira nativa, incluindo produtos serrados, beneficiados e toras provenientes de áreas de manejo autorizado.

De acordo com a entidade, os efeitos incluem caminhões parados, atrasos em contratos comerciais e de exportação, custos adicionais para as empresas e risco de interrupção das atividades industriais por falta de escoamento da produção.

O presidente do CIPEM, Ednei Blasius, afirma que a situação prejudica uma cadeia produtiva que gera empregos, movimenta a economia de municípios do interior e contribui para a arrecadação estadual.

Setor cobra resposta do Ibama

Embora critique a paralisação, o CIPEM afirma reconhecer a importância do controle e da fiscalização ambiental realizados por meio dos sistemas federais. A entidade, porém, cobra que o poder público assegure o funcionamento das ferramentas necessárias ao cumprimento das exigências legais.

Segundo o centro, as empresas que atuam com manejo licenciado precisam cumprir regras de rastreabilidade e controle para transportar e comercializar seus produtos. Por isso, a indisponibilidade dos sistemas, sem uma previsão oficial de normalização, dificulta a continuidade das operações mesmo quando há documentação e autorizações ambientais pertinentes.

A entidade pede o restabelecimento integral e imediato do Documento de Origem Florestal (DOF) e do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). Também cobra um comunicado oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com explicações sobre a causa da falha e um cronograma para a retomada dos serviços.

Impacto na cadeia produtiva

Mato Grosso tem participação relevante na produção de madeira nativa oriunda de manejo florestal sustentável. A paralisação dos sistemas de controle pode afetar diferentes etapas da cadeia, do transporte da matéria-prima ao abastecimento das indústrias e ao atendimento de compradores no mercado interno e no exterior.

Na avaliação do CIPEM, cada hora de indisponibilidade amplia os prejuízos e aumenta a incerteza para empresas e trabalhadores.

A entidade defende que a fiscalização ambiental seja mantida, mas argumenta que a infraestrutura pública precisa funcionar para permitir que os empreendimentos regulares cumpram suas obrigações e mantenham as atividades.

Até a manifestação divulgada pelo CIPEM, o documento não apresentava uma previsão oficial para a normalização dos sistemas. A causa da indisponibilidade e o posicionamento do Ibama precisam ser confirmados junto ao órgão federal.

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