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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Polícia

Laudo aponta asfixia como causa da morte de menina de 2 anos em Sinop

A mãe, que tem menos de 18 anos, foi autuada por ato infracional análogo a homicídio qualificado e maus-tratos. O pai foi autuado por homicídio qualificado e maus-tratos.

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Laudo aponta asfixia como causa da morte de menina de 2 anos em Sinop

Uma menina de 2 anos, que tinha paralisia cerebral, morreu após sofrer uma asfixia provocada por constrição do pescoço em Sinop, a 498 quilômetros de Cuiabá. A informação consta no laudo de necropsia elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que apontou asfixia mecânica aguda como causa da morte.

Os pais da criança foram presos após levá-la a uma unidade de saúde. O caso, inicialmente tratado como suspeita de maus-tratos e omissão de socorro, passou a ser investigado como possível homicídio após os exames periciais.

Segundo o laudo, a menina também apresentava quadro crônico de subnutrição e desidratação. Os peritos ainda registraram condições inadequadas de higiene.

A Polícia Civil foi acionada na manhã de domingo (20), depois que profissionais da UPA André Maggi comunicaram a entrada da criança em parada cardiorrespiratória. Conforme os relatos apresentados à investigação, a menina já apresentava sinais compatíveis com morte havia pelo menos uma hora.

Aos profissionais de saúde, os pais teriam relatado que a filha estava viva durante a madrugada e que perceberam, entre 5h e 6h, que ela não respondia.

Conselho Tutelar já havia sido acionado

A investigação também identificou que a criança havia passado recentemente por internação e, naquela ocasião, já apresentava sinais de desnutrição. A situação levou ao acionamento do Conselho Tutelar.

Após a morte e a conclusão pericial sobre a causa da asfixia, os pais foram autuados.

A mãe, que tem menos de 18 anos, foi autuada por ato infracional análogo a homicídio qualificado e maus-tratos. O pai foi autuado por homicídio qualificado e maus-tratos.

O laudo também descreve as impressões dos peritos sobre a postura dos genitores durante as avaliações realizadas após a morte da criança. O documento registra que determinados comportamentos provocaram, nos profissionais envolvidos, “estranheza, incômodo e repulsa”.

As circunstâncias da morte continuam sendo investigadas pela Polícia Civil, que deverá reunir os elementos necessários para esclarecer a dinâmica dos fatos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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