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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Polícia

Justiça impõe regime disciplinar diferenciado a Angeliquinha após retorno a Mato Grosso

Em entrevista, o delegado negou que tenha ocorrido demora injustificada no retorno. Segundo ele, foi necessário cumprir procedimentos legais e organizar a operação de transporte, considerando os riscos de segurança envolvidos.

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Justiça impõe regime disciplinar diferenciado a Angeliquinha após retorno a Mato Grosso

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, está em isolamento na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, após retornar ao sistema prisional de Mato Grosso. Apontada pela Polícia Civil como uma das principais lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte do Estado, ela foi submetida ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por determinação judicial, inicialmente pelo prazo de 180 dias.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a medida considera a periculosidade atribuída à investigada e a suspeita de que ela continuava exercendo funções de liderança na organização criminosa.

O RDD prevê isolamento, controle mais rigoroso da rotina e restrições de contato com outras detentas, além de regras específicas para visitas e banho de sol. A prorrogação depende de nova decisão judicial fundamentada.

Angeliquinha chegou a Cuiabá na terça-feira (20), após permanecer custodiada em Corumbá (MS). Ela havia sido recapturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante uma ação conjunta entre autoridades brasileiras e bolivianas.

A investigada estava foragida desde agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Após ser entregue às autoridades brasileiras, foi encaminhada ao sistema prisional de Mato Grosso do Sul, onde aguardou a transferência.

Em entrevista, o delegado negou que tenha ocorrido demora injustificada no retorno. Segundo ele, foi necessário cumprir procedimentos legais e organizar a operação de transporte, considerando os riscos de segurança envolvidos.

De acordo com a Polícia Civil, Angeliquinha acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão por crimes como homicídio, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela é apontada como uma das principais lideranças de uma facção com atuação especialmente em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Parte das investigações está relacionada à Operação Showdown, deflagrada em março de 2026 para apurar atividades criminosas e suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do núcleo familiar da investigada.

Na operação, foram cumpridas 31 ordens judiciais. Conforme a Polícia Civil, as apurações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses, consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

A inclusão de Angeliquinha no RDD busca restringir sua comunicação com integrantes da organização criminosa durante a custódia. A manutenção do regime e suas condições permanecem sujeitas ao controle judicial.

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