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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Brasil

João Munhoz fala sobre contato com família de Isabelle e nega bloqueio proposital

A morte de Isabelle é tratada pela investigação como suicídio decorrente da queda, segundo os elementos periciais mencionados no caso.

Redação Assembleia News2 min de leitura
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João Munhoz fala sobre contato com família de Isabelle e nega bloqueio proposital

O empresário João Munhoz Neto afirmou, em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini exibida no domingo (4), que não bloqueou de maneira intencional o telefone de Isorlanda Caracristi, mãe da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem morreu após cair do 23º andar de um edifício em Fortaleza (CE), em 13 de setembro.

Investigado no caso, João disse que ficou emocionalmente abalado após a morte da namorada e que, por esse motivo, não teria conseguido comunicar pessoalmente a família sobre o ocorrido.

Segundo o empresário, ele pediu ao irmão que entrasse em contato com Isorlanda porque não se considerava em condições psicológicas de dar a notícia.

“É um suicídio que abalou toda a minha estrutura psicológica”, afirmou João durante a entrevista.

Ele relatou que o irmão tentou falar com a mãe de Isabelle por telefone. Conforme sua versão, depois de uma das ligações, Isorlanda teria desligado e bloqueado o número utilizado.

Questionado sobre suposto bloqueio

Cabrini também perguntou diretamente a João se ele havia bloqueado o telefone da mãe da estudante após a morte.

O empresário negou ter tomado essa atitude deliberadamente. Segundo ele, naquele momento estava sem condições de conversar com outras pessoas.

“Eu não conseguia falar com ninguém”, declarou.

João afirmou ainda que suas linhas telefônicas permaneciam disponíveis para receber ligações e que estava emocionalmente abalado nos dias seguintes à morte de Isabelle.

A demora na comunicação com a família da jovem se tornou um dos pontos questionados pelos parentes. Isorlanda só teria sido informada sobre a morte da filha no dia seguinte.

Encontro com a ex-mulher também foi questionado

Durante a entrevista, Roberto Cabrini também abordou outro ponto investigado no caso: o encontro de João com a ex-mulher na noite em que Isabelle estava sozinha no apartamento.

O jornalista questionou por que o empresário teria se encontrado com a ex-companheira e se Isabelle demonstrava incômodo com a relação entre os dois.

João afirmou que a namorada sabia que ele ainda mantinha contato com a ex-mulher e disse que havia sido transparente desde o início do relacionamento.

“Ela sabia desde o começo”, declarou.

Investigação apura possível violência psicológica

A morte de Isabelle é tratada pela investigação como suicídio decorrente da queda, segundo os elementos periciais mencionados no caso. Paralelamente, a Polícia Civil passou a investigar as circunstâncias que teriam antecedido a morte da jovem.

João chegou a ser preso durante as investigações, mas deixou a prisão por determinação judicial e passou a responder ao processo em liberdade, submetido a medidas cautelares e monitoramento eletrônico.

A apuração também considera mensagens e áudios atribuídos a Isabelle, nos quais a jovem teria relatado sofrimento emocional e situações relacionadas ao relacionamento.

Entre as linhas investigativas estão suspeitas de violência psicológica e de eventual induzimento ou instigação ao suicídio. Essas hipóteses ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual decisão judicial.

João nega ter cometido qualquer irregularidade e, na entrevista, apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a morte da estudante.

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