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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Brasil

Flávio Bolsonaro chega perto de 60% em mercado de previsão para eleição presidencial

Senador aparece com 58% no Polymarket e 59% na Kalshi; Lula registra 42% nas duas plataformas

Ana Santosatualizado em 2 min de leitura
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Flávio Bolsonaro chega perto de 60% em mercado de previsão para eleição presidencial

O nome de Flávio Bolsonaro ganhou destaque nos mercados internacionais de previsão neste fim de semana. Dados atualizados no domingo (20) mostravam o senador com 58% de probabilidade implícita de vitória no Polymarket e 59% na Kalshi, plataformas que permitem a negociação de contratos relacionados a acontecimentos futuros.

Na mesma atualização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecia com 42% nas duas plataformas. Renan Santos registrava percentuais próximos de 1%, enquanto outros nomes apareciam abaixo desse patamar.
Os números chamam atenção pelo patamar alcançado pelo senador, mas precisam ser interpretados corretamente. Polymarket e Kalshi não realizam pesquisas eleitorais tradicionais. Os percentuais são calculados a partir dos preços dos contratos negociados pelos participantes e representam uma probabilidade implícita atribuída pelo mercado a determinado resultado.

Isso significa que os 58% registrados por Flávio no Polymarket não equivalem a 58% das intenções de voto dos brasileiros. Diferentemente de um levantamento eleitoral, no qual eleitores são entrevistados a partir de uma metodologia amostral, os mercados de previsão refletem as negociações realizadas por seus participantes.

Ainda assim, a marca próxima dos 60% coloca o nome do senador em evidência no ambiente internacional de mercados de previsão.

MERCADO DE PREVISÃO X PESQUISA ELEITORAL

A diferença de metodologia é fundamental. Em uma pesquisa, institutos entrevistam uma amostra da população e aplicam critérios estatísticos para estimar o comportamento do eleitorado. Nos mercados de previsão, os participantes compram e vendem contratos vinculados a determinados resultados, e os preços negociados são convertidos em probabilidades implícitas.

Os dados, portanto, registram o comportamento dos participantes desses mercados, e não uma fotografia direta das preferências eleitorais da população brasileira.

Com a eleição de outubro se aproximando, os números do Polymarket e da Kalshi passam a integrar o conjunto de indicadores que vêm sendo acompanhados no cenário presidencial. Eles, porém, devem ser lidos separadamente das pesquisas eleitorais tradicionais.

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