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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Política MT

“Eles vão me eleger”: Medeiros reage a vazamentos e fala em possível operação

Os áudios foram extraídos de uma conversa mantida por Medeiros com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ana Santos3 min de leitura
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GAZETA DO POVO
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O candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) decidiu reagir publicamente à sequência de áudios atribuídos a ele que vieram a público nos últimos dias. Em uma publicação nas redes sociais, o deputado federal afirmou que a reta final da campanha será marcada por novos episódios e pediu que seus apoiadores permaneçam atentos até 4 de outubro.

Os áudios foram extraídos de uma conversa mantida por Medeiros com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um dos trechos divulgados, o candidato fala sobre sua estratégia de campanha e afirma que evita incluir referências ao Supremo nos textos preparados por sua equipe. A autenticidade desse primeiro áudio foi confirmada pelo próprio parlamentar.

Outro trecho, divulgado posteriormente, trouxe uma declaração em que Medeiros se refere ao próprio eleitorado. A gravação passou a circular nas redes sociais na terça-feira (22) e gerou nova repercussão sobre a conversa privada mantida com Chico Mendes.

Candidato fala em possível operação

Na manifestação publicada após a repercussão dos áudios, Medeiros afirmou que recebeu informações de que poderia ser alvo de uma operação policial durante a campanha.

Segundo o candidato, a possibilidade teria chegado até ele por meio de informações de terceiros. Ele disse que, diante do alerta, decidiu procurar pessoalmente o ministro Gilmar Mendes em Brasília para questionar se existiria alguma investigação envolvendo seu nome.

Medeiros afirma ter recebido como resposta que não haveria investigação em andamento contra ele. O episódio também foi relatado pelo parlamentar em entrevista concedida após a divulgação das conversas.

Na avaliação do candidato, uma eventual operação durante a reta final da campanha teria potencial para provocar forte impacto político.

“Se fizerem uma operação contra mim nesta reta final da campanha, eles vão me eleger”, afirmou Medeiros na publicação.

Até o momento, não há, nas fontes consultadas, confirmação independente de que uma operação contra o candidato estivesse efetivamente sendo preparada. A afirmação sobre uma possível ação policial é apresentada pelo próprio Medeiros.

Disputa pelo Senado sobe de temperatura

Na publicação, o deputado também relacionou os acontecimentos à disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado e afirmou que seus adversários estariam interessados em atingir sua candidatura.

Medeiros classificou a atual eleição como uma das mais difíceis já disputadas no Estado e fez críticas a outros concorrentes, associando a corrida eleitoral a denúncias, investigações e disputas envolvendo grupos políticos.

O candidato também vinculou sua candidatura à oposição ao atual governo e às críticas que mantém contra integrantes do Supremo. Em suas redes sociais, afirmou que a eleição para o Senado terá importância para os próximos embates políticos em Brasília.

“Muitos crimes serão cometidos”, afirma candidato

Ao encerrar a manifestação, Medeiros pediu aos apoiadores que acompanhem de perto os acontecimentos dos próximos dias.

O deputado afirmou que espera uma intensificação dos ataques até o encerramento da campanha e disse acreditar que poderão surgir novos episódios com o objetivo de prejudicar sua candidatura.

A reação ocorre em meio à divulgação sucessiva de trechos da conversa com Chico Mendes. Além do conteúdo relacionado ao STF, outro áudio passou a circular com a declaração de Medeiros sobre seu próprio eleitorado, ampliando a repercussão do caso.

A campanha entra agora na última fase antes da votação de 4 de outubro, com os dois assentos de Mato Grosso no Senado entre os principais alvos da disputa eleitoral no Estado.

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